Lucas 5:39

E ninguém que beber do velho quer logo o novo; porque diz: O velho é melhor.

Comentário de Frederic Farrar

tendo bebido o velho. Este versículo é peculiar a Lucas e é característico de sua predileção por tudo o que há de mais terno e gracioso. É uma expressão de consideração para com os preconceitos arraigados gerados pelo costume e pelo sistema: uma concessão indulgente à relutância dos fariseus e dos discípulos de João em abandonar os sistemas antigos aos quais estavam acostumados. O espírito para o qual nosso Senhor aqui, por assim dizer, oferece uma justificativa é a profunda tendência humana de preferir hábitos antigos a novas luzes, e fórmulas estereotipadas a verdades renovadas. É o espírito não apático que se apoia simplesmente na autoridade, no precedente e na tradição, e diz: ‘Foi bom o bastante para meu pai, é bom o bastante para mim’; ‘Vai durar o meu tempo’, etc. A própria expressão parece ter sido um provérbio judaico (Nedarim, f. 66. 1).

o velho é melhor. Antes, o velho é excelente (chrestos א, B, L, etc.). A leitura da E. V., chrestoteros, é inferior, pois o homem, tendo recusado provar o novo, não pode estabelecer nenhuma comparação entre ele e o velho. O vinho que no início lhe foi apresentado é bom (João 2:10), e ele supõe que somente ‘o que é pior’ pode vir depois. [Farrar, 1890]

Comentário de Alfred Plummer

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< Lucas 5:38 Lucas 6:1 >

Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles, com adaptação de Luan Lessa – janeiro de 2021.