Gênesis 44:16

Então disse Judá: Que diremos a meu senhor? Que falaremos? Ou com que nos justificaremos? Deus achou a maldade de teus servos: eis que, nós somos servos de meu senhor, nós, e também aquele em cujo poder foi achado o copo.

Comentário de Robert Jamieson

Então disse Judá:Que diremos a meu senhor? – Essa fala não precisa de comentários – consistindo, a princípio, de frases curtas e quebradas, como se, sob a força esmagadora das emoções do locutor, sua fala fosse sufocada, se tornasse mais livre e copiosa pelo esforço de falar, conforme ele prossegue. Cada palavra encontra seu caminho para o coração; e pode-se imaginar que Benjamin, que ficou ali parado sem palavras como uma vítima prestes a ser colocada no altar, quando ouviu a oferta magnânima de Judá para se submeter à escravidão por seu resgate, seria obrigado por uma gratidão eterna a sua generosa irmão, um empate que parece ter se tornado hereditário em sua tribo. O comportamento de José não deve ser visto a partir de um único ponto, ou em partes separadas, mas como um todo – um plano bem pensado, profundo e intimamente conectado; e embora algumas características dela certamente exibam uma aparência de aspereza, ainda assim, o princípio predominante de sua conduta era bondade real, genuína e fraterna. Lida sob esta luz, a narrativa do processo descreve a busca contínua, embora secreta, de um fim; e José exibe, em seu esquema, uma ordem muito elevada de intelecto, um coração afetuoso e suscetível, unido a um juízo que exercia um completo controle sobre seus sentimentos – uma ideia feliz em conceber meios para a consecução de seus fins e uma adesão inflexível ao curso, por mais doloroso que fosse a prudência. [JFB, aguardando revisão]

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Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles, com adaptação de Luan Lessa – janeiro de 2021.