Buscando a correta interpretação da Bíblia (Aula 7)

Esta é a AULA 7 do curso gratuito Como estudar a Bíblia? Caso você queira começar pela AULA 1, clique aqui.


7.1 O que é interpretação?

Embora o termo interpretação pareça distante das nossas vidas, e assunto para mestres e pastores, todos nós que lemos a Bíblia fazemos interpretação dela; quer sejamos conscientes disso, quer não. Interpretar é tornar claro o sentido algo, “é expressar seu significado por meio da fala ou da escrita. Envolver-se em interpretação presume que há, de fato, um significado correto e um significado incorreto do texto, e que devemos ter cuidado para não interpretarmos errado esses significados. Quando lidamos com as Escrituras, interpretar adequadamente um texto significa comunicar, de modo fiel, o significado do texto do autor humano inspirado, embora não negligenciando a intenção divina” (Rob Plummer, 40 Questões para se Interpretar a Bíblia).


7.2 A importância da correta interpretação bíblica

Entenda a importância da interpretação bíblia para os dias de hoje nesta fala do bispo evangélico Walter McAlister. (4 minutos)

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Agora assista esta explicação do teólogo Paulo Won sobre a necessidade da interpretação correta das Escrituras. (2 minutos)

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7.3 Começando a interpretar corretamente a Bíblia

Agora assista esta aula do pastor batista Luiz Sayão (linguista, teólogo e hebraísta) sobre os cuidados e práticas que o cristão de ter para uma interpretação correta da Escritura (42 minutos). Atenção: tenha junto de você caneta e papel para anotar as recomendações dadas por ele, estas serão muito úteis no seu estudo da Bíblia.

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Recapitulando:

  • A expressão “as coisas de Deus são simples” não deve impor o entendimento de que toda a verdade de Deus nas Escrituras pode ser compreendida sem uma dedicação e atenção especial. A fala do apóstolo Pedro em 2Pe 3:14-18, por exemplo, é um reconhecimento de que Paulo escreveu coisas difíceis de entender e que correm o risco de serem distorcidas por “ignorantes e instáveis”.
  • “A Bíblia não é um conjunto de conceitos abstratos e atemporais que pode ser usados plenamente de modo simples e direto; é uma mensagem inserida no contexto histórico e cultural dos seus autores” (Sayão).
  • “A [fiel] interpretação bíblica é um processo de construção de ponte entre os leitores de hoje e os autores bíblicos: tentar reconstruir a situação de vida dos autores e, a partir daí, extrair os princípios universais que o texto bíblico comunica” (Sayão).
  • O tema da interpretação correta da Escritura está presente na Igreja desde o seu início. Caso você tenha interesse de conhecer mais detalhes desta história e os debates envolvidos, existe uma excelente palestra (dividida em duas partes) do Rev. Augustos Nicodemus para você assistir: parte 1 (97 minutos) e parte 2 (77 minutos).
  • Para compreender com mais clareza as escrituras, precisamos pensar como os primeiros leitores entenderam as Escritura Sagradas. Aí que está o desafio. A Bíblia foi escrita a milhares de anos, em idiomas diferentes e uma cultura totalmente desconhecida para nós. Por isso o bom intérprete fará as seguintes perguntas sobre o texto bíblico:
    • Quem foi que escreveu? Moisés? Salomão? Paulo?
    • Que tipo de texto é esse? Parábola? Poesia? Profecia?
    • Quando foi escrito esse texto? Foi antes do cativeiro babilônico? No período apostólico?
    • Onde o autor estava? Em Roma? Em Jerusalém?
    • Por que esse texto foi escrito? Encorajamento no exílio? Exortação para a Igreja?
  • As respostas para QUEM, QUE, QUANDO, ONDE e POR QUE podem ser encontradas em recursos como: bíblias de estudo, comentários e dicionários bíblicos (e também no Apologeta 😉). Mais a frente teremos uma aula específica sobre como usar esses recursos.
  • Perigos comuns da interpretação bíblica (créditos: Sayão):
    1. Alegorização do texto;
    2. Interpretação literalista;
    3. Interpretação confessional;
    4. Interpretação exclusivista;
    5. Liberalismo teológico;
  • Princípios para uma interpretação correta (créditos: Sayão):
    1. Um texto não pode significar aquilo que nunca significou para o autor original;
    2. A Bíblia possui plena autoridade e interpreta a própria Bíblia;
    3. Sempre que possível entenda as palavras do texto no seu sentido normal e comum;
    4. Saiba que o Novo Testamento tem precedência sobre o Antigo Testamento;
    5. Interprete os textos mais difíceis à luz dos mais claros e definidos;
    6. Delimite o texto que será estudado;
    7. A revelação bíblica é progressiva;
    8. Lembre-se de que Cristo é o centro da Bíblia;
    9. A Bíblia usa linguagem do senso comum;
    10. Examine o contexto histórico, cultural e literário (QUEM, QUE, QUANDO, ONDE e POR QUE);
    11. A perspectiva dos autores é sobrenaturalista;
    12. O texto não tem contradições absurdas, ainda que apresente tensões teológicas.
  • A interpretação correta da Escritura é responsabilidade de cada cristão, ela determinará aquilo que cremos e impactará a forma como vivemos.

Uma última coisa importantíssima! Tenha uma vida de oração e comunhão com Deus. Como já foi dito, a Bíblia é um livro humano-divino. Assim, todas as recomendações e dicas deste curso serão muito úteis na compreensão dos aspectos humanos das Escrituras, mas somente pela ajuda do Espírito Santo as verdades aprendidas podem entrar em nosso coração e mudar nossa vida.

7.4 Método de estudo da Bíblia

Por fim, conheça este interessantíssimo método de estudo da Bíblia ensinado pelo professor batista Glauber Manfredini, que se bem aplicado, auxiliará muito na compreensão das Escrituras. (22 minutos)

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Recapitulando:

  • 1. Observação: É o passo que nos leva a extrair do texto o que realmente descreve os fatos, levando também em conta a importância das declarações e o contexto;
  • 2. Interpretação: É o passo que nos leva a buscar a explicação e o significado (tanto para o autor quanto para o leitor) para entender a mensagem central do texto lido. A interpretação deverá ser conduzida dentro do contexto textual e histórico com oração e dependência total do Espírito Santo, analisando o significado das palavras e frases chaves, avaliando os fatos, investigando os pontos difíceis ou incertos, resumindo a mensagem do autor a seus leitores originais e fazer a contextualização (trazer a mensagem a nossa época ou ao nosso contexto);
  • 3. Correlação: É o passo que nos leva a comparar narrativas ou mensagem de um fato escrito por vários autores, em épocas distintas em que cada um narra o fato, em ângulos diferentes.
  • 4. Aplicação: É o passo que nos leva a buscar mudanças de atitudes e de ações em função da verdade descoberta. É a resposta através da ação prática daquilo que se aprendeu. (autor desconhecido)

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