Um abismo chama outro abismo, ao ruído de suas cascatas; todos as tuas ondas e vagas têm passado sobre mim. (Salmo 42:7)
Comentário de A. F. Kirkpatrick
ao ruído de suas cascatas. Deus está enviando sobre ele uma aflição após outra. Ele está sobrecarregado com uma inundação de infortúnios. A linguagem metafórica é derivada da paisagem ao redor. O rugido das cataratas chamando umas às outras de lados opostos do vale é como a voz de um abismo de águas (nota em Salmo 33:7), convocando outra para irromper e se unir para submergi-lo. As torrentes e redemoinhos do Jordão sugerem as rebentações e ondas de calamidade que passaram por cima de sua cabeça. Tristram, ao descrever Banias, fala do “rio impetuoso que esculpiu seu canal no basalto negro”, e da “mistura selvagem de cascatas e torrentes impetuosas” por toda parte (Terra de Israel, p. 573). Segundo Robinson (Pesquisas, iii. 405), “na estação das chuvas e no derretimento da neve no Hermom, um volume imenso de água deve precipitar-se pelo abismo” abaixo da crista onde o castelo fica. Poderia-se supor que a figura de rebentações e ondas fosse sugerida pelo mar, mas ninguém que tenha visto riachos de montanha em cheia duvidará que as palavras possam referir-se ao Jordão em enchente. As chuvas de inverno na Palestina são enormes. Ver Tristram’s Nat. Hist. of the Bible, p. 31.
Salmo 42:7b é emprestado na oração de Jonas (Jonas 2:3). [Kirkpatrick, 1906]
Comentário Barnes 🔒
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Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles, com adaptação de Luan Lessa – janeiro de 2021.