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2 Coríntios 5

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1 Porque sabemos que, se nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos um edifício de Deus, uma casa não feita por mãos, mas eterna, nos céus.

Paráfrase: Outro motivo para minha coragem diante das dificuldades e aflições consiste em saber que, se meu corpo for vencido pela morte, eu receberei de Deus um corpo celestial imperecível. [Dummelow, 1909]

2 Porque nesta casa gememos, desejando sermos revestidos de nossa habitação do céu;

Paráfrase 2Co 5:2-3: Minha esperança, no entanto, e desejo é que, enquanto ainda vivo e possuindo este corpo terrestre, eu possa simplesmente ser transformado na vinda do Senhor, pois, se eu o receber assim, não serei deixado um espírito sem corpo no estado da morte. [Dummelow, 1909]

3 Dado que, se estivermos vestidos, não seremos achados nus.

Nosso “desejo” é válido, se na vinda do Senhor estivermos vivos. “se estivermos vestidos (com nosso corpo natural, compare 2Co 5:4), não seremos achados nus (desprovidos de nosso corpo atual)”. [JFU, 1871]

4 Pois de fato nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos pressionados, não porque queremos ser despidos, mas sim, revestidos; para que a mortalidade seja devorada pela vida.

Segundo a versão NVT, “Enquanto vivemos nesta tenda que é o corpo terreno, gememos e suspiramos, mas isso não significa que queremos ser despidos (morrer). Na verdade, queremos vestir nosso corpo novo, para que este corpo mortal seja engolido pela vida”.

5 E para isto mesmo que Deus nos preparou, ele que também deu o penhor do Espírito.

E para isto mesmo que Deus nos preparou“para que a mortalidade seja devorada pela vida”.

6 Por isso sempre temos confiança, e sabemos que, enquanto habitarmos no corpo, estamos ausentes do Senhor.

sabemos que, enquanto habitarmos no corpo, estamos ausentes do Senhor (“apesar de sabermos que, enquanto vivemos neste corpo, não estamos em nosso lar com o Senhor”, NVT).

7 (Pois andamos pela fé, e não pela vista).

Pois andamos (em nossa jornada cristã aqui na terra) pela fé.

não pela vista (“não pelo que vemos”, NVI). Nossa vida é governada pela fé em nossa esperança imortal; não pela aparência ilusória das coisas presentes (Tittmann). [JFU, 1871]

8 Temos, porém, confiança, e queremos mais deixar o corpo, e habitar com o Senhor;

A esperança expressa é exatamente a mesma que em Fp 1:23, exceto que aqui (2Co 5:4) ele expressa um desejo não de “partir”, mas de deixar o corpo sem a necessidade de morrer. [Pulpit, 1895]

9 Por isso também desejamos muito ser agradáveis a ele, quer presentes no nosso corpo, quer ausentes;

quer presentes no nosso corpo (vivos), quer ausentes (mortos).

10 Pois todos devemos comparecer diante do Tribunal de Cristo, para que cada um receba o pagamento das coisas que fez no corpo, seja bem ou mal.

Pois todos devemos comparecer diante do Tribunal de Cristo (ou então, “Pois é necessário que todos sejamos descobertos perante o tribunal de Cristo”, NVT).

para que cada um receba o pagamento (ou então, “a recompensa”) das coisas que fez no corpo. Compare com Mt 16:27; Ap 22:12.

11 Conhecendo, pois, o temor ao Senhor, persuadimos as pessoas para a fé, e a Deus somos claramente visíveis; mas espero, também, que estejamos claramente visíveis em vossas consciências.

a Deus somos claramente visíveis; mas espero, também, que estejamos claramente visíveis em vossas consciências (ou então, “Deus sabe que somos sinceros, e espero que vocês também o saibam”, NVT).

12 Porque não nos recomendamos novamente para vós; mas damos oportunidade de vos orgulhardes de nós; para que tenhais o que responder aos que se orgulham da aparência, e não do coração.

Em outras palavras, “Não pensem que isso é mera auto-recomendação, antes vejam como uma sugestão de resposta que poderão dar aos nossos inimigos quando eles tentarem menosprezar nosso trabalho e se gabarem de suas vantagens externas”.

aos que se orgulham da aparência. Os falsos mestres se vangloriavam de vantagens externas (talvez de terem visto o Senhor), que não eram evidência de caráter e vida espiritual. [Dummelow, 1909]

13 Pois se nós enlouquecemos, é para Deus; se estamos sensatos, é para vós.

Em outras palavras, “Pois se em nosso entusiasmo somos loucos (como dizem), é para a glória de Deus; ou, se formos sensatos, é para o benefício de vocês”.

se nós enlouquecemos. Seus inimigos declaravam que ele era louco; provavelmente devido ao seu entusiasmo e intensidade na pregação: compare com At 26:24. [Dummelow, 1909]

14 Porque é o amor de Cristo que nos controla; pois temos certeza que, se um morreu por todos, logo todos morreram.

Ou seja (2Co 5:14-15), “Pois o amor de Cristo aos homens é o nosso incentivo; porque estamos convencidos de que na morte de Cristo pelo pecado de todos, todos recebemos o poder de morrer para o pecado, para que vivamos uma vida nova e transformada, pensando não em nossos próprios desejos, mas na vontade dEle que morreu por nós e ressuscitou”.

o amor de Cristo – isto é, o amor que Cristo demonstrou para conosco. [Dummelow, 1909]

15 E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas sim, para aquele que por eles morreu e ressuscitou.

Ou seja (2Co 5:14-15), “Pois o amor de Cristo aos homens é o nosso incentivo; porque estamos convencidos de que na morte de Cristo pelo pecado de todos, todos recebemos o poder de morrer para o pecado, para que vivamos uma vida nova e transformada, pensando não em nossos próprios desejos, mas na vontade dEle que morreu por nós e ressuscitou”. [Dummelow, 1909]

16 Portanto daqui em diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e ainda que também tenhamos conhecido a Cristo segundo a carne, todavia agora não o conhecemos assim.

conhecido a Cristo segundo a carne. Em outros tempos, Paulo esperava por Messias que fosse um conquistador judeu, e à luz dessa expectativa considerou Jesus (na melhor das hipóteses) um profeta que havia feito alegações que era incapaz de fundamentar e cuja carreira havia terminado (talvez merecidamente) no Calvário; mas agora ele olha para Jesus à luz de Sua morte expiatória e ressurreição gloriosa, e vê nele o Cristo de Deus. [Dummelow, 1909]

17 Portanto, se alguém está em Cristo, uma nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo.

Em outras palavras, “Portanto quem conhece a Cristo dessa maneira mais elevada é de fato um novo ser humano. Este vê a vida de um ponto de vista superior. Seus ideais e aspirações foram transformados: todas as coisas são novas para ele”.

uma nova criatura é – ou, como diríamos, um novo ser humano. Este vê as coisas de um ponto de vista diferente, as prova por um padrão diferente, porque está unido a Cristo de tal maneira que vive sempre sob a sua influência purificadora e influenciadora.

eis que tudo se fez novo. Um novo mundo se abre para o novo homem. [Dummelow, 1909]

18 E tudo isto vem de Deus, o qual por Jesus Cristo nos reconciliou consigo, e nos deu o ministério da reconciliação.

o ministério da reconciliação – toda a mensagem do evangelho transmitida pela pregação, pelo ensino, pelos sacramentos e pelo exemplo dos cristãos, que assegura aos homens o amor de Deus e os leva a aceitar a vontade de Deus revelada em Cristo como sua. [Dummelow, 1909]

19 Porque Deus estava em Cristo reconciliando consigo ao mundo, não lhes atribuindo seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.

Em outras palavras, “E essa mensagem é esta: que na vida e obra de Cristo vemos Deus derrubando a barreira que nos separava dEle e proclamando perdão e amor a toda a humanidade: e esta é a mensagem de reconciliação que Ele nos entregou”.

Ao vermos Cristo ensinando, curando, perdoando, consolando e morrendo pelos homens, vemos ali a expressão do amor e do profundo desejo de Deus. Nesta obra expiatória, Cristo era “a imagem expressa de Sua Pessoa”.

nos reconciliou consigo. O desejo de reconciliação veio de Deus. [Dummelow, 1909]

20 Assim, pois, nós somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus rogasse por nós; por isso, rogamos em Cristo: Reconciliai-vos com Deus.

Em outras palavras, “Portanto, somos embaixadores no lugar de Cristo, transmitindo a vocês a mensagem e o desejo de Deus; nós lhes pedimos, falando em nome de Cristo, que aceitem esta grande salvação”.

Reconciliai-vos com Deus. Não é Deus quem precisa ser reconciliado com o homem, mas o homem que precisa ser reconciliado com Deus. [Dummelow, 1909]

21 Pois ele fez com que aquele que não conheceu pecado se tornasse pecado por nós; para que nós nele fôssemos feitos justiça de Deus.

se tornasse pecado. Cristo teve que suportar não a culpa, mas o fardo do pecado. Ele sofreu sua penalidade não como castigo, mas como o inocente sofre pelos culpados; sentindo toda a sua vergonha e horror, mas livre do sentimento de culpa e degradação. Portanto, Paulo não diz: “se tornasse pecador”, mas “se tornasse pecado”. O espetáculo de Cristo assim suportando nossa pena toca o coração e a consciência, e nos faz responder ao amor com o qual Ele nos amou: compare com Rm 8:3-4. [Dummelow, 1909]

para que nós nele fôssemos feitos justiça de Deus – ou seja, “para que por meio dele fôssemos declarados justos diante de Deus”.

<2 Coríntios 4 2 Coríntios 6>

Introdução à 2 Coríntios 5

O tema de 2 Coríntios 4 é continuado. Paulo tem apontado que, em meio à fraqueza e deterioração do corpo, ele é encorajado pelo pensamento de que o temporal é transitório, enquanto o espiritual é eterno. Ele agora passa a falar mais particularmente da grande perspectiva que o sustenta — a substituição do corpo material terreno por um eterno celeste. Ele espera sobreviver até a vinda de Cristo e receber o corpo celestial sem passar pela experiência da morte; mas, se ocorrer de outra forma, ele não tem medo de ser deixado pela morte no estado incorpóreo, tão repugnante à mente hebraica, pois o corpo espiritual eterno ainda lhe será dado, no qual ele será apresentado ao Senhor.

Visão geral de 2 Coríntios

Na sua Segunda Epístola aos Coríntios, “Paulo resolve o seu conflito com os Corintos mostrando como o escândalo da crucificação de Jesus vira o nosso sistema de valores de cabeça pra baixo”. Tenha uma visão geral da carta através deste breve vídeo (9 minutos) produzido pelo BibleProject.

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Leia também uma introdução à Segunda Epístola aos Coríntios.

Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles – fevereiro de 2020.