Bíblia

Romanos 8

A santificação dos crentes

1 Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas sim segundo o Espírito

Portanto, agora… – referindo-se ao contexto anterior. O assunto com o qual o sétimo capítulo conclui ainda está sendo considerado. O escopo de Rm 8:1-4 é mostrar como “a lei do pecado e da morte” é privada de seu poder para trazer os crentes novamente à servidão, e como a santa lei de Deus recebe neles a reverência de uma obediência viva.

nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus – Como Cristo, que “não conheceu pecado”, foi, para todos os efeitos legais, “feito pecado por nós”, assim nós, que cremos nEle, para todos os efeitos legais, somos “feitos justiça de Deus nEle” (2Co 5:21); e assim, um com Ele, no acerto de contas divino, existe a tal “NENHUMA CONDENAÇÃO” (Compare Jo 3:18; Jo 5:24; Rm 5:18-19). Mas isso não é um mero arranjo legal: é uma união na vida; crentes, através da habitação do Espírito de Cristo neles, tendo uma vida com Ele, tão verdadeiramente como a cabeça e os membros do mesmo corpo têm uma vida.

que não andam segundo a carne, mas sim segundo o Espírito – A evidência dos manuscritos parece mostrar que este trecho não fazia parte deste verso no texto original, mas que a primeira parte foi introduzida cedo, e a segunda depois, copiados de Rm 8:4, provavelmente como um comentário explicativo, e para facilitar a transição para Rm 8:2. É por este motivo que algumas traduções mais recentes da Bíblia não possuem esta parte. [JFB]

2 Porque a Lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.

te livrou – ou “libertou” – referindo-se ao tempo de sua conversão, quando primeiro creu.

da lei do pecado e da morte – É o Espírito Santo que é aqui chamado “Espírito de vida”, abrindo nas almas dos crentes uma fonte de vida espiritual (ver Jo 7:38-39); assim como Ele é chamado “Espírito da verdade”, como “guiando-os em toda a verdade (Jo 16:13), e “o Espírito de conselho e poder, o espírito de conhecimento e o temor do Senhor” (Is 11:2), como o inspirador dessas qualidades. E Ele é chamado de “Espírito da vida, em Cristo Jesus”, porque é como os membros de Cristo que Ele habita nos crentes, que em consequência disso têm uma vida com sua Cabeça. E como a palavra “lei” aqui tem o mesmo significado que em Rm 7:23, a saber, “um princípio interno de ação, operando com a firmeza e regularidade de uma lei”, assim parece que “a Lei do Espírito de vida em, Cristo Jesus” significa aqui, “aquele novo princípio de ação que o Espírito de Cristo abriu dentro de nós – a lei do nosso novo ser”. Isto “nos liberta”, assim que toma posse do nosso homem interior, “da lei do pecado e da morte”, isto é, do poder escravizante daquele princípio corrupto que carrega a morte em seu seio. O “homem forte armado” é dominado pelo “mais forte que ele”; o princípio mais fraco é destronado e expulso pelo mais poderoso; o princípio da vida espiritual prevalece contra e traz em cativeiro o princípio da morte espiritual – “leva cativo ao cativeiro”. Se esta é a intensão do apóstolo, todo o verso significa que: O triunfo dos crentes sobre a sua corrupção interior, através do poder do Espírito de Cristo neles, prova que eles estão em Cristo Jesus, e como tal absolvidos da condenação. Nos versos seguintes isto será explicado de maneira mais completa. [JFB]

3 Pois o que era impossível para a lei, porque estava enferma pela carne, Deus, ao enviar o seu próprio Filho em semelhança da carne pecadora, e por causa do pecado, condenou o pecado na carne,

Pois o que era impossível para a lei… – um verso difícil e muito controvertido. Mas claramente é, pensamos, a incapacidade da lei de nos libertar do domínio do pecado que o apóstolo tem em vista; como já apareceu em parte (ver em Rm 8:2), e aparecerá mais plenamente agora. A lei pode estimular nossa natureza pecaminosa em agir mais hostilmente, como vimos em Rm 7:5, mas não conseguiu assegurar sua própria realização.

Agora vai ser mostrado como isso acontece.

porque estava enferma pela carne – isto é, Deus tendo que se dirigir a nós através de uma natureza corrupta, forte demais para ser influenciada por meros comandos e ameaças.

Enquanto a lei era impotente para assegurar seu próprio cumprimento pela razão dada, Deus tomou o método agora descrito para alcançar esse fim.

ao enviar seu próprio Filho – Esta e outras expressões similares claramente indicam que Cristo era o “próprio Filho” de Deus antes de ser enviado – isto é, em Sua própria Pessoa, e independentemente de Sua missão e aparência na carne (veja Rm 8:32 e veja em Gl 4:4); e se assim for, Ele não só tem a natureza de Deus, mesmo como um filho de seu pai, mas é essencialmente do Pai, embora em um sentido muito misterioso para qualquer linguagem nossa definir adequadamente. E esta relação peculiar é apresentada aqui para aumentar a grandeza e definir a natureza do socorro fornecido, como vindo de além dos limites da humanidade completamente pecadora, sim, direto da própria Divindade.

em semelhança da carne pecadora – literalmente, “da carne do pecado”; uma expressão muito notável e rica. Ele foi feito na realidade da nossa carne, mas apenas à “semelhança” de sua condição pecaminosa. Ele tomou nossa natureza como é em nós, cercada de enfermidades, sem nada para distingui-Lo como homem de homens pecadores, salvo que Ele estava sem pecado. Isso também não significa que Ele tomou nossa natureza com todas as suas propriedades, exceto uma; pois o pecado não é propriedade da humanidade, mas apenas o estado desordenado de nossas almas, como a família caída de Adão; uma desordem que afetou, de fato, e se espalhou por toda a nossa natureza, mas ainda puramente nossa.

e por causa do pecado – literalmente “e sobre o pecado”; isto é, “no assunto do pecado”. A expressão é propositalmente geral, porque o propósito não era falar da missão de Cristo de expiar o pecado, mas em virtude dessa expiação destruir seu domínio e extirpá-lo completamente dos crentes.

condenou o pecado – “condenou-o a perder o seu poder sobre os homens”. Neste sentido glorioso, nosso Senhor diz da Sua morte que se aproxima (Jo 12:31): “Agora é o julgamento deste mundo; agora o príncipe deste mundo será lançado fora”, e novamente (veja em Jo 16:11), “Quando Ele (o Espírito) vier, Ele convencerá o mundo de … julgamento, porque o príncipe deste mundo já está julgado”, isto é, condenado a abandonar os homens que, através da Cruz, serão emancipados na liberdade e poder para serem santos.

na carne – isto é, na natureza humana, daqui em diante libertada do alcance do pecado. [JFB]

4 para que a exigência da lei se cumprisse em nós, que andamos, não segundo a carne, mas sim, segundo o Espírito.

para que a exigência da lei – “a justa demanda”, “a exigência” (Henry Alford), ou “o preceito” da lei; pois não é precisamente a palavra usada nesta epístola tantas vezes para denotar “a justiça que justifica” (Rm 1:17Rm 3:21; Rm 4:5-6; Rm 5:17-18, 21), mas outra forma da mesma palavra, destinada a expressar a sanção da lei, significando aqui, acreditamos, a obediência prática que a lei exige.

se cumprisse em nós – ou, “realizasse em nós”.

que andamos – a expressão mais antiga da inclinação da vida, seja na direção do bem ou do mal (Gn 48:15; Sl 1:1; Is 2:5; Mq 4:5; Ef 4:171Jo 1:6-7).

não segundo – isto é, não viver de acordo com as regras da carne.

a carne, mas sim, segundo o Espírito – Conforme Rm 8:9 parece que o sentido imediato pretendido aqui com “o Espírito” é a influencia e renovação da nossa mente pelo Espírito Santo. [JFB]

5 Pois os que são segundo a carne voltam sua mentalidade para as coisas da carne, mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito.

Pois os que são segundo a carne – isto é, sob a influência do princípio carnal.

as coisas da carne… – Os homens necessariamente estão sob a influência de um ou outro desses dois princípios, e conforme o que tem domínio, será o aspecto de sua vida, as características de suas ações.

6 Pois a mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz.

a mentalidade da carne – isto é, a busca de fins carnais.

é morte – não só “termina em morte”, mas até agora “é morte”; levando a morte ao seu íntimo, de modo que tais pessoas estão “mortas enquanto vivem” (1Tm 5:6; Ef 2:1, 5) (Philippi).

mas a mentalidade do Espírito – isto é, a busca de coisas espirituais.

é vida e paz – não apenas “vida”, em contraste com a “morte” que está na outra busca, mas “paz”; é o próprio elemento do mais profundo repouso e verdadeira felicidade da alma. [JFB]

7 Pois a mentalidade da carne é inimizade contra Deus, pois não se sujeita à Lei de Deus, porque nem sequer pode.

Pois a mentalidade da carne é inimizade contra Deus – O desejo e a busca de fins carnais é um estado de inimizade para com Deus, totalmente incompatível com a vida verdadeira e a paz na alma.

à Lei de Deus, porque nem sequer pode – Em tal estado de espírito, não há e nem pode haver a menor sujeição à lei de Deus. Muitas coisas que a lei exige podem ser feitas, mas nada pode ser feito porque a lei de Deus exige, ou simplesmente para agradar a Deus. [JFB]

8 Portanto, os que permanecem na carne não podem agradar a Deus.

os que permanecem – sob o governo da carne.

não podem agradar a Deus – não tendo nenhum princípio de obediência ou desejo de agradar a Deus.

9 Porém vós não permaneceis na carne, mas sim, no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Porém, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse não lhe pertence.

se alguém não tem o Espírito de Cristo – O Espírito Santo; aqui chamado “o Espírito de Cristo”, assim como Ele é chamado de “o Espírito da vida, em Cristo Jesus” (ver em Rm 8:2). É como “o Espírito de Cristo” que o Espírito Santo toma posse dos crentes, introduzindo neles toda graciosidade, como a que habitava Nele (Mt 3:1634). Agora, se o coração de qualquer homem é vazio, não de tais disposições, mas do bendito Autor delas, “o Espírito de Cristo” , esse não lhe pertence – mesmo que intelectualmente convencido da verdade do cristianismo. Que forte declaração! [JFB]

10 E se Cristo está em vós, apesar do corpo estar morto por causa do pecado, o Espírito é vida por causa da justiça.

“Se Cristo estiver em vós pelo Seu Espírito, embora seus ‘corpos’ tenham que passar pelo estágio da ‘morte’ em consequência do ‘pecado’ do primeiro Adão, seu espírito sustentado com a nova e imortal ‘vida’, trazida pela ‘justiça’ do segundo Adão”.

E se Cristo está em vós – pelo Espírito que habita em nós, em virtude do qual temos uma vida com ele. [JFB]

11 E se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus também dará vida aos vossos corpos mortais por meio do seu Espírito, que habita em vós.

se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós – isto é, “Se Ele habita em você como o Espírito do Cristo ressuscitado”, ou “em todo o poder da ressurreição que Ele apresentou ao levantar Jesus dos mortos”.

aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus – Observe a mudança de nome do Jesus, como o indivíduo histórico que Deus ressuscitou dos mortos, para Cristo, o mesmo indivíduo, considerado como o Senhor e Cabeça de todos os Seus membros, ou da Humanidade redimida (Alford).

por meio do seu Espírito, que habita em vós – “Seus corpos, na verdade, não estão isentos da morte que o pecado trouxe; mas os seus espíritos, mesmo agora, têm neles uma vida imortal, e se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vocês, mesmo seus corpos, embora cedam ao último inimigo e ao pó eles retornem, como do pó vieram, ainda assim experimentarão a mesma ressurreição que a de seu Cabeça vivo, em virtude do mesmo Espírito que o ressuscitou habitar em vós”. [JFB]

12 Por isso, irmãos, somos devedores, não à carne, para vivermos segundo a carne;

“Uma vez fomos vendidos sob o pecado (Rm 7:14); mas agora que fomos libertados daquele árduo mestre e nos tornamos servos da Retidão (Rm 6:22), não devemos nada à carne, renegamos suas reivindicações injustas e somos surdos às suas demandas imperiosas”. Oh, sentimento glorioso! [JFB]

13 porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas se, pelo Espírito, fizerdes morrer as ações do corpo, vivereis.

porque, se viverdes segundo a carne, morrereis – no sentido de Rm 6:21.

mas se, pelo Espírito, fizerdes morrer as ações do corpo – (Veja Rm 7:23).

vivereis – no sentido de Rm 6:22. O apóstolo não está satisfeito em assegurar-lhes que eles não estão comprometidos com a carne, para dar ouvidos às suas sugestões, sem lembrá-los de onde ela terminará se eles o fizerem; e ele usa a expressão “fizerdes morrer” como uma espécie de jogo de palavras com “morrereis” pouco antes. “Se não matardes o pecado, ele te matará”. Mas ele tempera isto pela brilhante alternativa, que se eles, através do Espírito, mortificarem as ações do corpo, tal procedimento terminará infalivelmente na “vida” eterna. E isso conduz o apóstolo a uma nova linha de pensamento, abrindo-se em seu assunto final, a “glória” aguardando o crente justificado. [JFB]

A filiação dos crentes, sua futura herança e a intercessão do Espírito por eles

14 Pois todos quantos são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.

“Estes são filhos de Deus”. Até então o apóstolo Paulo havia falado do Espírito simplesmente como um poder através do qual os crentes mortificam o pecado: agora ele fala dEle como um gracioso e amoroso Guia, cuja “liderança” – desfrutada por todos em quem é o Espírito do querido Filho Deus – mostra que eles também são “filhos de Deus”. [JFB]

15 Pois não recebestes o espírito de escravidão, para voltardes ao medo; mas recebestes o Espírito de adoção como filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai!

ao medo – como sob a lei que “opera a ira”, isto é, “Tal era a sua condição antes de crerdes, vivendo em cativeiro legal, assombrado com incessantes pressentimentos sob um senso de pecado imperdoável. Mas não era para perpetuar aquele estado miserável que recebestes o Espírito“.

pelo qual clamamos: Aba, Pai – A palavra “clamamos” é enfática, expressando a espontaneidade e força das emoções finais. Em Gl 4:6 diz-se que este clamor procede do Espírito em nós, estabelecendo a filial exclamação em nossos corações. Aqui, é dito que procede de nossos próprios corações sob a energia vitalizante do Espírito, como o próprio elemento da nova vida nos crentes (compare Mt 10:19-20; e veja em Rm 8:4). “Aba” é a palavra siro-caldaica para “Pai”; e a palavra grega para isso é adicionada, certamente não para dizer ao leitor que ambos significam a mesma coisa, mas pela mesma razão que extraiu ambas as palavras dos lábios do próprio Cristo durante sua agonia no jardim do Getsêmani (Mc 14:36). Ele, sem dúvida, gostava de pronunciar o nome do Pai nas duas formas habituais; começando com a sua amada língua materna e acrescentando a dos eruditos. Nesta visão, o uso de ambas as palavras aqui tem uma simplicidade e um calor encantadores. [JFB]

16 O próprio Espírito dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus.

O testemunho do nosso próprio espírito é dado naquele clamor consciente de filiação, “Aba, Pai“; mas nós não estamos sozinhos; o Espírito Santo dentro de nós, naquele mesmo clamor, estabelece o Seu selo distinto ao nosso; e assim, “pela boca de duas testemunhas” a ação é estabelecida. O apóstolo antes nos chamara de “filhos (huios) de Deus”, referindo-se à nossa adoção; aqui a palavra muda para “filhos (teknon)”, referindo-se ao nosso novo nascimento. Um expressa a honra à qual somos admitidos; o outro a nova vida que recebemos. Este último é mais adequado aqui; porque um filho por adoção pode não ser herdeiro da propriedade, ao passo que um filho de nascimento certamente é, e é sobre isso que o apóstolo falará na sequência (17). [JFB]

17 E, se somos filhos, logo somos também herdeiros; herdeiros de Deus, e coerdeiros de Cristo; se sofremos com ele, é para que também com ele sejamos glorificados.

herdeiros de Deus – do reino de nosso Pai.

e coerdeiros de Cristo – como o “primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8:29), e como “herdeiro de todas as coisas” (Hb 1:2).

para que também com ele sejamos glorificados – Esta necessidade de semelhança com Cristo no sofrimento, a fim sermos participantes em Sua glória, é igualmente ensinada por Cristo e por seus apóstolos (Jo 12:24-26; Mt 16:24-25; 2Tm 2:12). [JFB]

18 Pois considero que as aflições deste tempo presente nem se comparam com a glória que nos será revelada.

“É verdade que devemos sofrer com Cristo, se quisermos participar de Sua glória; mas e daí? Pois, se tais sofrimentos são comparados com a glória vindoura, eles se afundam na insignificância”.

19 Pois a criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus;

Pois… – “O apóstolo, incendiado com o pensamento da futura glória dos santos, derrama esta esplêndida passagem, na qual ele representa toda a criação gemendo sob sua presente degradação, e olhando e ansiando pela revelação desta glória como o fim e consumação da sua existência” (Hodge).

espera ansiosamente – (compare Fp 1:20).

manifestação dos filhos de Deus – isto é, “a redenção de seus corpos” da sepultura (Rm 8:23), que revelará sua filiação, agora oculta (compare Lc 20:36; Ap 21:7). [JFB]

20 porque a criação ficou sujeita à futilidade (não por vontade própria, mas sim por causa daquele que a sujeitou),

Não através de princípio de decadência natural. O apóstolo, personificando a criação, representa-a como submetendo-se apenas à vaidade com a qual foi ferida, por causa do homem, em obediência àquele poder superior que misteriosamente ligava seus destinos ao homem.

21 na esperança de que também a mesma criação seja liberta da escravidão da degradação para a liberdade da glória dos filhos de Deus.

seja liberta da escravidão da degradação – ou da escravidão ao princípio da decadência.

para a liberdade da glória dos filhos de Deus – isto é, a própria criação deve, em um sentido glorioso, ser entregue a liberdade da debilidade e decadência na qual os filhos de Deus, quando ressuscitados em glória, devem participar. [JFB]

22 Pois sabemos que toda a criação geme e sofre dores como as de parto até agora.

Se por amor ao homem a terra foi amaldiçoada, não nos surpreende que ela compartilhe sua recuperação. E, se assim for, representá-la como simpatizante das misérias do homem, e aguardar sua completa redenção como o período de sua própria emancipação de sua atual condição de pecado, é um belo pensamento, e em harmonia com o ensino geral das Escrituras sobre o assunto. (Veja em 2Pe 3:13). [JFB]

23 E não somente isso, mas também nós, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos em nós mesmos, esperando a adoção, isto é, a redenção do nosso corpo.

E não somente isso, mas também nós – isto é, além da criação inanimada, que temos os primeiros frutos do Espírito – ou “o Espírito como as primícias” da nossa redenção completa (compare 2Co 1:22), moldando o coração a uma estrutura celestial e aplicando-o ao seu elemento futuro. Embora já tenhamos muito do céu dentro de nós, gememos em nós mesmos – sob este “corpo de pecado e morte”, e sob o múltiplo de “vaidade e aflição de espírito” que estão escritas sobre cada objeto e cada busca e todo prazer sob o sol, esperando – a manifestação de nossa adoção, isto é , a redenção do nosso corpo – da sepultura: “não (observe) a libertação de nós mesmos do corpo, mas a redenção do próprio corpo da sepultura” (Bengel). [JFB]

24 Pois fomos salvos na esperança. Ora, a esperança que se vê não é esperança; afinal, por que alguém ainda espera o que já vê?

Pois fomos salvos na esperança – sim, “Pois fomos salvos na esperança”; ou seja, é mais uma salvação na esperança do que uma posse atual. Ora, a esperança que se vê não é esperança – pois o verdadeiro significado da esperança é a expectativa de que algo agora futuro se tornará presente, afinal, por que alguém ainda espera o que já vê? – a última termina quando a outra vem. [JFB]

25 Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência esperamos.

Diante dessa realidade, nossa atitude apropriada é esperar pacientemente.

26 E da mesma maneira também o Espírito ajuda em nossas fraquezas. Pois não sabemos orar como se deve, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.

nossas fraquezas – sim, “nossa fraqueza”; não apenas a única limitação aqui especificada, mas a debilidade geral da vida espiritual em seu estado atual, da qual um exemplo é dado aqui.

Pois não sabemos orar como se deve – Não é na questão da própria oração que os crentes estão com tanta perda, pois instruções completas são dadas a eles neste cabeçalho: mas a dificuldade é pedir as coisas certas “como deveriam”. Isto surge em parte por causa da pouca clareza de nossa visão espiritual em nosso estado atual, enquanto nós temos que “andar por fé, não por vista” (ver em 1Co 13:92Co 5:7), e da grande mistura de ideias e sentimentos que brotam dos transitórios objetos de sentido que há nas melhores visões e afeições de nossa natureza renovada; em parte também da imperfeição de toda linguagem humana como veículo para expressar os sutis sentimentos espirituais do coração.

mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis – isto é, que não podem ser expressos em linguagem articulada. Elevando e afetando ideias, pelas quais somos gratos a esta passagem sozinha! “À medida que nos esforçamos para expressar em linguagem articulada os desejos de nossos corações e descobrir que nossas emoções mais profundas são as mais inexprimíveis, nós ‘gememos’ sob essa incapacidade sentida. Mas não gemidos vãos. Pois ‘o próprio Espírito’ está em eles, dando às emoções que Ele mesmo acendeu a única linguagem da qual eles são capazes, de modo que embora de nossa parte sejam o fruto da impotência para expressar o que sentimos, eles são ao mesmo tempo a intercessão do próprio Espírito em nosso nome”. [JFB]

27 E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, pois ele intercede pelos santos, segundo a vontade de Deus.

pois ele – o Espírito, intercede pelos santos, segundo a vontade de Deus – Como o Examinador de corações, Ele observa as emoções que surgem deles em oração, e sabe perfeitamente o que o Espírito quer dizer pelos gemidos que Ele produz dentro de nós, porque aquele abençoado Intercessor implora por eles apenas pelo que o próprio Deus planeja doar.

Um resumo vitorioso de todo o argumento

28 E sabemos que todas as coisas juntamente contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, dos que são chamados segundo o seu propósito.

Quem garantia gloriosa! E isso, ao que parece, era uma palavra “familiar”, uma coisa “conhecida” entre os crentes. Esse encaminhamento de todas as coisas para o bem é feito com naturalidade para os “que amam a Deus”, porque tais almas, estão convencidas de que Aquele que deu seu próprio Filho por eles não pode deixar de prover o bem em todo o Seu proceder; seja o que for que Ele lhes envie, seja aflição na carne e sangue: e para aqueles que são chamados, de acordo com “seu propósito”, todas as coisas funcionam da mesma maneira compreensível: “contribuem para o bem”; porque, mesmo quando “Ele tem o seu caminho na tormenta”, eles vêem “Sua carruagem coberta com amor” (Ct 3:10). [JFB]

29 Pois aos que desde antes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem do seu Filho, para que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

Pois aos que desde antes conheceu, também os predestinou – preordenou. Em que sentido devemos tomar a expressão “desde antes conheceu” aqui? “Aqueles que Ele previu se arrependeriam e creriam”, dizem pelagianos. Mas isso é introduzir no texto o que é contrário a todo o espírito dos ensinamentos do apóstolo (veja Rm 9:11; 2Tm 1:9). Em Rm 11:2 e Sl 1:6, o “conhecimento” de Deus sobre Seu povo não pode se restringir a uma mera previsão de eventos futuros, ou ao conhecimento do que está passando aqui na terra. Será que “quem Ele pré-conheceu”, então, significa “a quem Ele preordenou?” Dificilmente, porque tanto a “presciência” quanto “pré-ordenação” são aqui mencionadas, e uma como a causa do outra. É realmente difícil para nossas mentes limitadas distingui-las como estados da Mente Divina para com os homens; especialmente porque em At 2:23 “o conselho” é colocado antes da “presciência de Deus”, enquanto em 1Pe 1:2 “eleição” é dito “segundo a presciência de Deus”. Mas, provavelmente, a presciência divina de Seu próprio povo significa Sua peculiar e graciosa satisfação neles, enquanto Sua “predestinação” ou “preordenação” deles significa Seu propósito fixo, fluindo disto, para “salvá-los e chamá-los com um chamado santo” (2Tm 1:9).

para serem conformes à imagem do seu Filho – isto é, ser Seus filhos segundo o padrão, modelo ou imagem de Sua Filiação em nossa natureza.

para que ele seja o primogênito entre muitos irmãos “o primogênito”, o Filho por natureza; Seus “muitos irmãos”, filhos por adoção: Ele, na Humanidade do Unigênito do Pai, levando nossos pecados sobre o madeiro maldito; eles na de meros homens prontos para perecer por causa do pecado, mas redimidos pelo Seu sangue da condenação e da ira, e transformados à Sua semelhança: Ele “o Primogênito dos mortos”; eles “que dormem em Jesus”, para serem no devido tempo “trazidos consigo”; “O primogênito”, agora “coroado de glória e honra”; Seus “muitos irmãos”, “quando Ele aparecer, para ser como Ele, porque eles O verão como Ele é”. [JFB]

30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.

E aos que predestinou, a esses também chamou – A palavra “chamou” nunca é aplicado nas Epístolas do Novo Testamento àqueles que têm apenas o convite externo do Evangelho (como em Mt 20:16; Mt 22:14). Ela sempre significa um “chamado a nível interno, eficaz e salvador”. Ela denota o primeiro grande passo na salvação pessoal e responde à “conversão”. Somente a palavra conversão expressa a mudança de caráter que então ocorre, ao passo que esse “chamado” expressa a autoria divina da mudança, e o poder soberano pelo qual somos convocados, semelhante a Mateus e Zaqueu, para fora do nossa antiga e miserável condição, em uma vida nova, segura e abençoada.

a esses também justificou – trazidos para o já tão completamente descrito estado definido de reconciliação.

e aos que justificou, a esses também glorificou – levando à glória final (Rm 8:17-18). Clímax nobre e tão ritmicamente expresso! E tudo isso é visto como passado; porque, a partir do decreto passado de “predestinação para ser conformado à imagem do Filho de Deus”, do qual os outros passos são apenas os sucessivos desdobramentos – tudo é contemplado como um todo, a salvação eternamente concluída. [JFB]

31 Então, que diremos acerca dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

que diremos acerca dessas coisas?“Não podemos ir mais longe, pensar, desejar” (Bengel).

Se Deus é por nós, quem será contra nós? – Se Deus está resolvido e engajado para nos fazer passar, todos os nossos inimigos devem ser Dele; e “Quem colocaria os espinhos e cardos contra ele em batalha? Ele passaria por eles e os queimaria juntos” (Is 27:4).

32 Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas?

que não poupou – “não reteve”, “não recuou”. Essa expressiva fala, assim como todo o pensamento, é sugerido em Gn 22:12, onde o comovente elogio de Jeová da conduta de Abraão em relação a seu filho Isaque parece destinado a fornecer algo como um vislumbre do Seu próprio ato ao render seu próprio Filho. “Toma agora (disse o Senhor a Abraão) teu filho, teu único, a quem amas e … oferece-o por holocausto” (Gn 22:2); e somente quando Abraão realizou o mais elevado ato de auto-sacrifício, o Senhor interpôs, dizendo: “Agora sei que temes a Deus, visto que não estavas com o teu filho, meu único filho, de mim”. À luz deste incidente, então, e desta linguagem, nosso apóstolo pode significar transmitir nada menos que isto, que “não poupando o Seu próprio Filho, mas entregando-O”, ou renunciando-O, Deus exercitou, em Seu caráter Paterno, um misterioso ato de auto-sacrifício, que, apesar de não envolver nada da dor e nenhuma das perdas que são inseparáveis da nossa própria ideia de auto-sacrifício, não foi menos real, mas, pelo contrário, como transcendeu de longe tais atos como a Sua natureza está acima da criatura. Mas isto é inconcebível se Cristo não é o próprio Filho de Deus, participante de Sua própria natureza, assim como Isaque era de seu pai Abraão. Nesse sentido, certamente, os judeus acusaram nosso Senhor de fazer-se “igual a Deus” (ver em Jo 5:18), da qual Ele respondeu em seguida, não para desmentir, mas para ilustrar e confirmar. Entenda, portanto, a filiação de Cristo, e a linguagem das Escrituras em relação a ela é inteligível e harmoniosa; mas considera-la como um relacionamento artificial, atribuída a Ele em virtude de seu miraculoso nascimento, ou ressurreição dos mortos, ou a grandeza de Suas obras, ou todas essas coisas juntas – e as passagens que falam dela não se explicam nem se harmonizam.

o entregou – não meramente a morte (como muitos apontam), pois é uma ideia muito estreita aqui, mas “renunciou-o” no sentido mais abrangente; compare Jo 3:16: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito”.

por todos nós – isto é, igualmente para todos os crentes; significado admitido por quase todo bom intérprete.

como não nos dará – como podemos conceber que Ele não deveria.

todas as coisas? – todos os outros dons sendo não apenas incomensuravelmente menores do que esse Dom dos dons, mas praticamente incluídos nele. [JFB]

33 Quem fará acusação contra os escolhidos de Deus? Deus é quem justifica.

escolhidos de Deus – O primeiro lugar nesta epístola onde os crentes são denominados “os escolhidos”. Em qual sentido que isso significa aparecerá no próximo capítulo.

34 Quem os condenará? Cristo Jesus é o que morreu; além disto é o que também ressuscitou; o que também está à direita de Deus, e que intercede por nós.

além disto é o que também ressuscitou – para cumprir os propósitos de Sua morte. Aqui, como em alguns outros casos, o apóstolo se corrige encantadoramente (ver Gl 4:9 e ver em Rm 1:12); não querendo dizer que a ressurreição de Cristo tinha mais valor salvador do que a morte Dele, mas que, tendo “aniquilado o pecado pelo sacrifício de si mesmo” – que, embora precioso para nós, para Ele era de amargura sem igual – era incomparavelmente mais agradável pensar que Ele estava novamente vivo e vivendo para ver a eficácia de Sua morte em nosso favor.

à direita de Deus – Antigamente a mão direita do rei era o lugar de honra (compare 1Sm 20:25; 1Rs 2:19; Sl 45:9) e indicava participação no poder e glória reais (Mt 20:21). Os escritos clássicos contêm alusões semelhantes. Portanto, Cristo está sentado à direita de Deus – previsto no Sl 110:1, e historicamente referido em Mc 16:19; At 2:33; At 7:56; Ef 1:20; Cl 3:1; 1Pe 3:22; Ap 3:21 – significa a glória Filho do homem exaltado e o poder no governo do mundo do qual Ele participa. Por isso, é chamado “sentado à direita do Poderoso” (Mt 26:64) e “sentado à destra da Majestade nas alturas” (Hb 1:3) (Philippi).

que intercede por nós – usando todo o seu ilimitado interesse com Deus em nosso favor. Este é o topo do clímax. “Seu assentar à mão direita de Deus indica Seu poder para nos salvar; Sua Intercessão, Sua vontade de fazê-lo” (Bengel). Mas como podemos imaginar essa intercessão? Não certamente como se alguém estivesse “de joelhos e com os braços estendidos”, para usar a linguagem expressiva de Calvino. Tampouco é apenas uma indicação figurada de que o poder da redenção de Cristo é continuamente ativo (Tholuck), ou apenas para mostrar o fervor e a veemência de Seu amor por nós (Crisóstomo). Seu significado não pode ser tomado menos que isto: que o Redentor glorificado, consciente de seus direitos, expressamente mostra a Sua vontade de que a eficácia de Sua morte deve ser feita ao máximo, e mostra isto em algum estilo real tal como o encontramos empregando naquela maravilhosa oração intercessória que Ele falou como estando dentro do véu (ver em Jo 17:11-12): “Pai, quero que aqueles que me deste estejam comigo onde eu estiver” (ver em Jo 17:24). Mas de que forma essa vontade é expressa é tão incontestável quanto não tem importância. [JFB]

35 Quem nos separará do amor de Cristo? A aflição, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, ou a espada?

Quem nos separará do amor de Cristo? – Isso não significa “nosso amor a Cristo”, como, Quem nos impedirá de amar a Cristo? mas “o amor de Cristo por nós”, como fica claro nas palavras finais do capítulo, que se referem ao mesmo assunto. Nem o outro sentido se harmonizaria com o escopo do capítulo, que é exibir a ampla base da confiança do crente em Cristo. “Não é motivo de confiança afirmar, ou mesmo sentir, que nunca abandonaremos a Cristo; mas é o fundamento de segurança mais forte para se convencer de que o amor Dele nunca mudará” (Hodge).

A aflição, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, ou a espada? – “Nenhum destes, nem todos juntos, tão terríveis para a carne, são sinais da ira de Deus, ou o menor fundamento para duvidar do Seu amor. De quem melhor poderia vir tal pergunta do que de alguém que tinha tanto suportado pelo amor de Cristo? (Veja 2Co 11:11-13; 1Co 4:10-13). O apóstolo não diz (como observa Calvino) “o que”, mas “quem”, como se todas as criaturas e aflições fossem guerreiros que batalham contra os cristãos (Tholuck). [JFB]

36 Como está escrito: 'Pois por causa de ti somos entregues à morte o dia todo; somos contados como ovelhas para o matadouro'.

Como está escrito – (Sl 44:22) – citado como descrição do que o fiel povo de Deus pode esperar de seus inimigos em qualquer momento quando o ódio destes à justiça é despertado, e não há nada que possa contê-lo (ver Gl 4:29).

37 Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

Este texto não significa: “Estamos tão longe de sermos conquistados por eles, que eles nos fazem muito bem” (Hodge); pois, embora isso seja verdade, a palavra significa simplesmente: “Somos vencedores acima de tudo”. Veja Rm 5:20. E até agora eles estão “separando-nos do amor de Cristo”, que é apenas “por meio daquele que nos amou” que somos vitoriosos sobre eles.

38 Pois tenho certeza que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem poderes, nem o presente, nem o futuro,

nem anjos, nem principados, nem poderes – sejam bons ou maus. Porém, como os maus não são chamados de “anjos”, ou “principados” ou “poderes”, exceto com alguma adição para mostrar que tais assim significam (Mt 25:41; Cl 2:15; Ef 6:12; 2Pe 2:4 – exceto talvez 1Co 6:3), provavelmente aqui estes se ferem aos bons, mas apenas como o mesmo apóstolo supõe onde um anjo do céu pregue um falso evangelho. (Conforme os melhores intérpretes). [JFB]

39 nem altura, nem profundeza, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.

qualquer outra criatura – qualquer outra coisa no universo criado de Deus.

poderá nos separar… – “Todos os termos aqui devem ser tomados em seu sentido mais geral, e não precisam de uma definição mais próxima. As expressões indefinidas são destinadas a indicar tudo o que pode ser pensado, e são apenas uma paráfrase retórica da concepção da totalidade” (Olshausen).

do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor – Assim, este capítulo maravilhoso, com o qual o argumento da Epístola se fecha, nos deixa “justificados pela fé” nos braços do Amor eterno, de onde nenhum poder hostil ou evento concebível pode nos destruir.

<Romanos 7 Romanos 9>

Leia também uma introdução à Epístola aos Romanos.

Adaptado de: Commentary Critical and Explanatory on the Whole Bible. Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles – 14 de janeiro de 2019.