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Mateus 26

O anúncio final de Cristo de Sua morte, como agora dentro de dois dias, e a conspiração simultânea das autoridades judaicas para balizá-lo – A unção em Betânia – Judas concorda com os principais sacerdotes de trair seu Senhor. (= Mc 14: 1-11; Lc 22: 1-6; Jo 12: 1-11).

1 E aconteceu que, quando Jesus terminou todas estas palavras, disse aos seus discípulos:

Para a exposição, veja em Mc 14: 1-11.

2 Vós bem sabeis que daqui a dois dias é a Páscoa, e o Filho do homem será entregue para ser crucificado.
3 Então os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram na casa do sumo sacerdote, que se chamava Caifás.
4 E conversaram a fim de, usando mentira, prenderem Jesus, e o matarem.
5 Porém diziam: Não na festa, para que não haja tumulto entre o povo.
6 Enquanto Jesus estava em Betânia, na casa de Simão o leproso,
7 veio a ele uma mulher com um vaso de alabastro, de óleo perfumado de grande valor, e derramou sobre a cabeça dele, enquanto estava sentado à mesa.
8 E quando os discípulos viram, ficaram indignados, dizendo: Para que este desperdício?
9 Poisisso podia ter sido vendido por muito, e o dinheiro dado aos pobres.
10 Porém Jesus, sabendo disso ,disse-lhes: Por que perturbais a esta mulher? Ora, ela me fez uma boa obra!
11 Pois vós sempre tendes os pobres convosco, porém nem sempre me tereis.
12 Pois ela, ao derramar este óleo perfumado sobre o meu corpo, ela o fez para preparar o meu sepultamento.
13 Em verdade vos digo que, onde quer que este Evangelho em todo o mundo for pregado, também se dirá o que ela fez, para que seja lembrada.
14 Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi aos chefes dos sacerdotes,
15 e disse: O que quereis me dar, para que eu o entregue a vós? E eles lhe determinaram trinta moedas de prata.
16 E desde então ele buscava oportunidade para o entregar.
17 E no primeiro dia da festa dos pães sem fermento, os discípulos vieram a Jesus perguntar: Onde queres que te preparemos para comer a Páscoa?

Mt 26: 17-30. Preparação e última celebração do anúncio da Páscoa do traidor e instituição da ceia. (= Mc 14: 12-26; Lc 22: 7-23; Jo 13: 1-3, Jo 13:10, Jo 13:11, Jo 13: 18-30).

Para a exposição, veja em Lc 22: 7-23.

18 E ele respondeu: Ide à cidade a um tal, e dizei-lhe: “O Mestre diz: ‘Meu tempo está perto. Contigo celebrarei a Páscoa com os meus discípulos’”.
19 Os discípulos fizeram como Jesus havia lhes mandado, e prepararam a Páscoa.
20 E vindo o anoitecer, ele se assentou à mesa com os doze discípulos.
21 E enquanto comiam, disse: Em verdade vos digo que um de vós me trairá.
22 Eles ficaram muito tristes, e cada um começou a lhe perguntar: Por acaso sou eu, Senhor?
23 E ele respondeu: O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá.
24 De fato, o Filho do homem vai assim como dele está escrito; mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! Bom seria a tal homem se não houvesse nascido.
25 E Judas, o que o traía, perguntou: Por acaso sou eu, Rabi? Jesus lhe disse: Tu o disseste.
26 E enquanto comiam, Jesus tomou o pão, abençoou-o, e o partiu. Então o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo.
27 Em seguida tomou um cálice, deu graças, e o deu a eles, dizendo: Bebei dele todos,
28 porque este é o meu sangue, o sangue do testamento, o qual é derramado por muitos, para o perdão de pecados.
29 E eu vos digo que desde agora não beberei deste fruto da vide, até aquele dia, quando convosco o beber, novo, no reino do meu Pai.
30 E depois de cantarem um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
31 Então Jesus lhes disse: Todos vós falhareis comigo esta noite; porque está escrito: “Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho serão dispersas”.

Mt 26: 31-35. A deserção de Jesus por seus discípulos e a negação de Pedro predita. (= Mc 14: 27-31; Lc 22: 31-38; Jo 13: 36-38).

Para a exposição, veja em Lc 22: 31-38.

32 Mas, depois que eu for ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia.
33 Pedro, porém, respondeu-lhe: Ainda que todos falhem contigo, eu nunca falharei.
34 Jesus lhe disse: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes do galo cantar, tu me negarás três vezes.
35 Pedro lhe respondeu: Ainda que eu tenha de morrer contigo, em nenhuma maneira te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.
36 Então Jesus veio com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse aos discípulos: Ficai sentados aqui, enquanto eu vou ali orar.
37 Enquanto trazia consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, ele começou a se entristecer e a se angustiar muito.
38 Então lhes disse: Minha alma está completamente triste até a morte. Ficai aqui, e vigiai comigo.
39 E indo um pouco mais adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando, e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; porém, não seja como eu quero, mas sim como tu queres.
40 Então voltou aos seus discípulos, e os encontrou dormindo; e disse a Pedro: Então, nem sequer uma hora pudestes vigiar comigo?
41 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação. De fato, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.
42 Ele foi orar pela segunda vez, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.
43 Quando voltou outra vez, achou-os dormindo, pois os seus olhos estavam pesados.
44 Então os deixou, e foi orar pela terceira vez, dizendo novamente as mesmas palavras.
45 Depois veio aos discípulos, e disse-lhes: Agora dormi e descansai. Eis que chegou a hora em que o Filho do homem é entregue em mãos de pecadores.
46 Levantai-vos, vamos! Eis que chegou o que me trai.
47 Enquanto ele ainda estava falando, eis que veio Judas, um dos doze, e com ele uma grande multidão, com espadas e bastões, da parte dos chefes dos sacerdotes e dos anciãos do povo.

Mt 26: 47-56. Traição e apreensão de Jesus – Vôo de seus discípulos. (= Mc 14: 43-52; Lc 22: 47-54; Jo 18: 1-12).

Para a exposição, veja em Jo 18: 1-12.

48 O seu traidor havia lhes dado sinal, dizendo: Aquele a quem eu beijar, é esse. Prendei-o.
49 Logo ele se aproximou de Jesus, e disse: Felicitações, Rabi! e o beijou.
50 Jesus, porém, lhe perguntou: Amigo, para que vieste? Então chegaram, agarraram Jesus, e o prenderam.
51 E eis que um dos que estavam com Jesus estendeu a mão, puxou de sua espada, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe uma orelha.
52 Jesus, então, lhe disse: Põe de volta tua espada ao seu lugar, pois todos os que pegarem espada, pela espada perecerão.
53 Ou, por acaso, pensas tu que eu não posso orar ao meu Pai, e ele me daria agora mais de doze legiões de anjos?
54 Como, pois, se cumpririam as Escrituras que dizem que assim tem que ser feito?
55 Naquela hora Jesus disse às multidões: Como a um ladrão saístes com espadas e bastões para me prender? Todo dia eu me sentava, ensinando no templo, e não me prendestes.
56 Porém tudo isto aconteceu para que as Escrituras dos profetas se cumpram.Então todos os discípulos o abandonaram, e fugiram.
57 Os que prenderam Jesus o trouxeram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.

Mt 26: 57-75. Jesus foi condenado perante o Sinédrio condenado a morrer e vergonhosamente suplicou – A negação de Pedro. (= Mc 14: 53-72; Lc 22: 54-71; Jo 18: 13-18, Jo 18: 24-27).

Para a exposição, veja em Mc 14: 53-72.

58 E Pedro o seguia de longe, até o pátio do sumo sacerdote; e entrou, e se assentou com os servos, para ver o fim.
59 Os chefes dos sacerdotes e todo o supremo conselho buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem matá-lo,
60 mas não encontravam, ainda que muitas falsas testemunhas se apresentavam.
61 Mas, por fim, vieram duas falsas testemunhas , que disseram: Este disse: “Posso derrubar o Templo de Deus e reconstruí-lo em três dias”.
62 Então o sumo sacerdote se levantou, e lhe perguntou: Não respondes nada ao que eles testemunham contra ti?
63 Porém Jesus ficava calado. Então o sumo sacerdote lhe disse: Ordeno-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.
64 Jesus lhe disse: Tu o disseste. Porém eu vos digo que, desde agora, vereis o Filho do homem, sentado à direita do Poderoso, e vindo sobre as nuvens do céu.
65 Então o sumo sacerdote rasgou suas roupas, e disse: Ele blasfemou! Para que necessitamos mais de testemunhas? Eis que agora ouvistes a blasfêmia.
66 Que vos parece?E eles responderam: Culpado de morte ele é.
67 Então lhe cuspiram no rosto, e lhe deram socos.
68 Outros lhe deram bofetadas, e diziam: Profetiza-nos, ó Cristo, quem é o que te feriu?
69 Pedro estava sentado fora no pátio. Uma serva aproximou-se dele, e disse: Também tu estavas com Jesus, o galileu.
70 Mas ele o negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.
71 E quando ele saiu em direção à entrada, outra o viu, e disse aos que ali estavam : Também este estava com Jesus, o nazareno.
72 E ele o negou outra vez com um juramento: Não conheço esse homem.
73 Pouco depois, os que ali estavam se aproximaram, e disseram a Pedro: Verdadeiramente também tu és um deles, pois a tua fala te denuncia.
74 Então ele começou a amaldiçoar e a jurar: Não conheço esse homem!E imediatamente o galo cantou.
75 Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus dissera: Antes do galo cantar, tu me negarás três vezes. Assim ele saiu, e chorou amargamente.
<Mateus 25 Mateus 27>

Leia também uma introdução ao Evangelho de Mateus

Adaptado de: Commentary Critical and Explanatory on the Whole Bible. Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles – fevereiro de 2018.