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Marcos 15

1 E logo ao amanhecer, os chefes dos sacerdotes tiveram uma reunião com os anciãos, com os escribas, e com todo o supremo conselho; e, amarrando Jesus, levaram -no e o entregaram a Pilatos.

Mc 15: 1-20 Jesus é levado perante Pilatos – Em uma segunda audiência, Pilatos, depois de procurar libertá-Lo, entrega-o – Depois de ser cruelmente suplicado, Ele é levado para ser crucificado. (= Mt 26: 1, Mt 26: 2, Mt 26: 11-31; Lc 23: 1-6, Lc 23: 13-25; Jo 18: 28-19: 16).

Veja em Jo 18: 28-19: 16.

2 E Pilatos lhe perguntou: És tu o Rei dos Judeus? E ele lhe respondeu: Tu o dizes.
3 E os chefes dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas.
4 E outra vez Pilatos lhe perguntou: Não respondes nada? Olha quantas acusações fazem contra ti!
5 Mas Jesus nada mais respondeu, de maneira que Pilatos ficou surpreso.
6 Na festa, Pilatos lhes soltava um preso, qualquer um que pedissem.
7 E havia um chamado Barrabás, preso com outros revoltosos, que numa rebelião havia cometido uma morte.
8 E a multidão veio e começou a pedir, como lhes havia feito.
9 E Pilatos lhes respondeu: Quereis que eu vos solte o Rei dos Judeus?
10 (Porque ele sabia que os chefes dos sacerdotes haviam o entregue por inveja).
11 Mas os chefes dos sacerdotes incitaram a multidão, para que, em vez disso, lhes soltasse Barrabás.
12 E Pilatos, respondendo, disse-lhes outra vez: Que, pois, farei com aquele a quem chamais Rei dos Judeus?
13 E eles voltaram a clamar: Crucifica-o!
14 Mas Pilatos lhes disse: Por quê? Que mal ele fez? E eles gritavam ainda mais: Crucifica-o!
15 Então Pilatos, querendo satisfazer à multidão, soltou-lhes Barrabás; e entregou Jesus açoitado, para que fosse crucificado.
16 E os soldados o levaram para o pátio, que é o pretório; e convocaram toda a tropa.
17 E o vestiram de púrpura; teceram uma coroa de espinhos, e puseram nele.
18 E começaram a saudá-lo: Viva! Ó Rei dos Judeus!
19 E feriram a sua cabeça com uma cana, cuspiram nele, e, ajoelhados, o adoraram.
20 Quando o escarneceram, despiram-lhe a púrpura, vestiram-no com as suas próprias roupas, e o levaram afora, para o crucificarem.
21 E forçaram um Simão cireneu, que estava passando, vindo do campo, o pai de Alexandre e de Rufo, para que levasse sua cruz.

Mc 15: 21-37. Crucificação e morte do Senhor Jesus. (= Mt 27: 32-50; Lc 23: 26-46; Jo 19: 17-30).

Veja em Jo 19: 17-30.

22 E o levaram ao lugar de Gólgota, que traduzido é: o lugar da caveira.
23 E ofereceram-lhe vinho misturado com mirra; mas ele não o tomou.
24 E havendo o crucificado, repartiram a roupas dele, lançando-lhes sortes, para o que cada um levaria.
25 Era a hora terceira, e o crucificaram.
26 E a descrição de sua acusação estava acima escrita: O REI DOS JUDEUS.
27 E crucificaram com ele dois ladrões, um à sua direita, e outro à esquerda.
28 E cumpriu-se a Escritura que diz: E foi contado com os malfeitores.
29 E os que passavam blasfemavam dele, balançando suas cabeças, e dizendo: Ah! tu que derrubas o templo, e em três dias o edificas,
30 salva a ti mesmo, e desce da cruz!
31 E da mesma maneira também os chefes dos sacerdotes, com os escribas, diziam aos outros, escarnecendo: Ele salvou a outros, a si mesmo não pode salvar!
32 Que o Cristo, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos, e creiamos! Os que estavam crucificados com ele também o insultavam.
33 E vinda a hora sexta, vieram trevas sobre toda a terra, até a hora nona.
34 E na hora nona, Jesus exclamou em alta voz: ELOÍ, ELOÍ, LAMÁ SABACTÂNI, que traduzido é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

E na hora nona – No final da escuridão.

ELOÍ… – Estas palavras são o primeiro verso do Salmo 22, citado por nosso Senhor na língua siro-caldéia, a língua de uso comum. O evangelista transcreve as próprias palavras de Jesus, ao invés de em grego, para mostrar a razão do erro deles, que supuseram que ele chamou Elias. Essas palavras não contêm, pensamos, qualquer referência às trevas que agora estavam desaparecendo, e que foi dada à seus assassinos, e não por ele. O Salvador aqui aplica o salmo sagrado a si mesmo como profético. As palavras particulares são expressivas do abandono divino, da partida da presença divina como parte de sua paciente expiação. Eles são proferidos por ele para mostrar que ele está suportando uma agonia intolerável, mais profunda do que qualquer imposição externa. [Whedon]

35 E alguns dos que ali estavam, quando ouviram, disseram: Eis que ele está chamando Elias.
36 E um correu, encheu de vinagre uma esponja; e pondo-a em uma cana, dava-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias virá tirá-lo.
37 E Jesus bradou em grande voz, então expirou.
38 E o véu do Templo se rasgou em dois do alto abaixo.

Mc 15: 38-47. Sinais e circunstâncias após a morte do Senhor Jesus. – Ele é retirado da cruz e enterrado – O sepulcro é guardado. (= Mt 27: 51-66; Lc 23:45, Lc 23: 47-56; Jo 19: 31-42).

Veja em Mt 27: 51-56; e veja em Jo 19: 31-42.

39 E o centurião que estava ali diante dele, vendo que havia expirado assim, disse: Verdadeiramente este homem era Filho de Deus.
40 E também estavam ali algumas mulheres olhando de longe, entre as quais estava também Maria Madalena, e Maria (mãe de Tiago o menor e de José), e Salomé;
41 as quais, quando ele estava na Galileia, o seguiam, e o serviam; e outras muitas, que haviam subido com ele a Jerusalém.
42 E quando já vinha o final da tarde, porque era a preparação, que é o dia antes de sábado,
43 Veio José de Arimateia, honrado membro do conselho, que também esperava o Reino de Deus, e com ousadia foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus.
44 Pilatos se surpreendeu de que já fosse morto. E chamou a si o centurião, e perguntou-lhe se já era morto já havia muito tempo.
45 Quando ele recebeu a explicação do centurião, deu o corpo a José,
46 o qual comprou um lençol fino, e tirando-o da cruz , envolveu-o no lençol fino. Em seguida, ele o pôs num sepulcro escavado em uma rocha, e rolouuma pedra à porta do sepulcro.
47 Maria Madalena e Maria mãe de José olharam onde o puseram.
<Marcos 14 Marcos 16>

Leia também uma introdução ao Evangelho de Marcos.

Adaptado de: Commentary Critical and Explanatory on the Whole Bible. Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles – fevereiro de 2018.