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Mateus 9

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A cura de um paralítico

1 Então ele entrou no barco, passou para a outra margem, e veio à sua própria cidade.

veio à sua própria cidade – ou seja, Cafarnaum.

2 E eis que lhe trouxeram um paralítico, deitado em um leito. Quando Jesus viu a fé deles, disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho! Teus pecados estão perdoados.

Tem bom ânimo, filho! A partir disso, Bengel deduz o paralítico era um jovem.

Teus pecados estão perdoados. Cristo atribuiu o pecado como a causa desta enfermidade. [Cambridge, 1893]

3 E eis que alguns dos escribas disseram consigo: Ele blasfema.

Blasfêmia é cometida quando: (1) coisas indignas de Deus são atribuídas a Ele; (2) coisas dignas de Deus são negadas a Ele; (3) quando os atributos incomunicáveis ​​de Deus são atribuídos a outros. [Bengel, 1742]

O pensamento dos escribas de que somente Deus podia perdoar pecados estava totalmente certo. Além disso, se Cristo não era Deus, como ele afirmava ser, eles estavam corretos ao atribuir blasfêmia a Jesus. O próprio Cristo aceitou essas duas suposições e demonstrou sua divindade no milagre que se seguiu. [Coffman, 1983]

4 Mas Jesus, conhecendo seus pensamentos, disse: 'Por que pensais o mal em vossos corações?

Jesus, conhecendo seus pensamentos. O poder de examinar o coração e de conhecer os pensamentos das pessoas pertence somente a Deus (1Cr 28:9; Rm 8:27; Ap 2:23; Jr 17:10). Ao reivindicar isso, como Jesus fez aqui, e muitas vezes em outros lugares, ele deu provas claras de sua onisciência (Jo 2:24-25). [Barnes, 1870]

5 Pois o que é mais fácil? Dizer: 'Teus pecados estão perdoados', ou dizer: 'Levanta-te, e anda'?

Uma (Levanta-te, e anda) envolve o “poder” divino, a outra (Teus pecados estão perdoados) “autoridade” divina, e ambas não podem ser feitas senão por Deus. Uma é tão fácil quanto a outra; e ser capaz de fazer uma envolve o direito e o poder de fazer a outra. [Barnes, 1870]

6 Ora, para que saibais que o Filho do homem tem autoridade na terra para perdoar pecados' (então, disse ao paralítico): Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.

o Filho do homem – ou seja, o Filho de Deus na humilhação de Sua vida na terra.

tem autoridade na terra para perdoar pecados. Bengel diz com razão: “Este fala insinua sua origem celestial”. O propósito de Cristo é provar que a Sua Encarnação não O esvaziou das Suas prerrogativas divinas. Embora humilhado na terra, o poder divino do perdão ainda era Seu. Ao tornar-se homem, Ele não deixou de ser Deus. [Dummelow, 1909]

7 E este se levantou e foi para sua casa.

Marcos (Mc 2:12, TB) acrescenta seu habitual “no mesmo instante”; Lucas (Lc 5:25), que ele foi “glorificando a Deus”.

8 Quando as multidões viram isto, temeram, e glorificaram a Deus, que tinha dado tal autoridade aos homens.

as multidõestemeram – ou então “ficaram maravilhadas”.

autoridade (“poder”, ACF).

(Mc 2:1-12; Lc 5:17-26).

O chamado de Mateus

9 E Jesus, partindo dali, viu um homem chamado Mateus sentado na coletoria; e disse-lhe: Segue-me. Ele se levantou e o seguiu.

chamado Mateus. Os outros evangelhos o chamam de Levi (compare com Mc 2:14Lc 5:27-28sentado na coletoria [de impostos].

Segue-me (compare com Mt 4:18-221Rs 19:19-21Gl 1:16).

10 E aconteceu que, enquanto Jesus estava em casa sentado à mesa, eis que muitos publicanos e pecadores vieram e sentaram-se com Jesus e seus discípulos.

Compare com Mc 2:15-16Lc 5:29.

enquanto Jesus estava em casa – ou então, “na casa de Mateus” (NAA, A21).

11 E quando os fariseus viram isto, perguntaram aos seus discípulos: Por que o vosso Mestre come com publicanos e pecadores?

quando os fariseus viram isto. Os fariseus não foram convidados, mas eles entraram para ver o que estava acontecendo. No Oriente, um banquete é um assunto público, e qualquer pessoa pode participar como espectadora.

Por que o vosso Mestre come com publicanos e pecadores? (compare com Mt 11:19Is 65:5Lc 5:30; 15:1-2; 19:71Co 5:9-11Gl 2:15Hb 5:2). Os fariseus falaram aos discípulos para desviar desviá-los de sua fidelidade ao Mestre. “Publicanos” eram párias sociais e religiosamente quase excomungados. Alguém disse: “Um homem religioso que se torna um publicano, deve ser expulso da sociedade religiosa”. “Não é lícito usar as riquezas de tais homens, dos quais se supõe que toda a sua riqueza foi obtida pelo roubo, e que todos os seus negócios foram feitos por meio de extorsão, como publicanos e ladrões”. Os publicanos estavam proibidos de serem juízes ou de testemunhar: veja em Mt 5:46. Alguns pensam que “pecadores” é um mero insulto farisaico para publicanos. [Dummelow, 1909]

12 Porém Jesus ouviu, e respondeu: Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os que estão doentes.

Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os que estão doentes (compare com Sl 6:2; 41:4; 147:3Jr 17:14; 30:17; 33:6Os 14:4Mc 2:17Lc 5:31; 9:11; 18:11-13Rm 7:9-24Ap 3:17-18). Aqui está o princípio fundamental de bondade sobre o qual ele procedeu. Ele não perguntou: Onde posso encontrar os ricos, os honrados ou os eruditos? Esses tinham seus confortos e desprezariam suas ofertas. Ele não visitou Herodes ou César. Ele tratou com aqueles que todos reconheciam como miseráveis e perdidos. Assim, ele declarou visivelmente que o Salvador do homem é, explicitamente, um Salvador dos perdidos. [Whedon, 1874]

13 Mas ide aprender o que significa: 'Quero misericórdia, e não sacrifício'. Porque eu não vim chamar os justos, mas sim, os pecadores.

ide aprender o que significa (compare com Mt 12:3,5,7; 19:4; 21:42; 22:31-32Mc 12:26Lc 10:26Jo 10:34).

Quero misericórdia, e não sacrifício (compare com Pv 21:3Os 6:6Mq 6:6-8). É um protesto do profeta (Os 6:6) contra o formalismo destituído de amor e sinceridade de sua época. É muito semelhante à ordem de nosso Senhor (Mt 5:23-24). Sacrifício sem misericórdia não é um sacrifício aceitável. Amar os pecadores cumpre melhor a lei do que ficar afastado deles. [Cambridge, 1893]

Porque eu não vim chamar os justos, mas sim, os pecadores (compare com Mt 18:11-13Mc 2:17Lc 5:32; 15:3-10; 19:10Rm 3:10-241Co 6:9-111Tm 1:13-16).

mas sim, os pecadores [ao arrependimento]. As palavras “ao arrependimento” presentes em algumas traduções não fazem parte dos principais manuscritos.

(Mc 2:14-17; Lc 5:27-32)

O jejum

14 Então os discípulos de João vieram a ele, e perguntaram: Por que nós e os fariseus jejuamos muitas vezes, mas os teus discípulos não jejuam?

os discípulos de João (compare com Mt 11:2Jo 3:25Jo 4:1). Seu mestre estava na prisão, e seus corações tristes, influenciados pelas visões ascéticas de seu mestre, bem como por suas circunstâncias calamitosas, dificilmente conseguem entender como Jesus está festejando com os publicanos. Eles tão pouco entendem sua benevolência quanto os fariseus; mas sua falsa visão é de um ponto de vista diferente. O espírito mais severo do Antigo Testamento estava em João e sua missão. Nosso Senhor aqui mostra a eles o caráter mais alegre do Evangelho. [Whedon, 1874]

Por que nós e os fariseus jejuamos muitas vezes (compare com Mt 6:16; 11:18-19; Mc 2:18-22Lc 5:33-39; 18:9-12). Alguns manuscritos antigos omitem “muitas vezes”.

15 E Jesus lhes respondeu: Podem, por acaso, os convidados do casamento andar tristes enquanto o noivo está com eles? Mas dias virão, quando o noivo lhes for tirado, e então jejuarão.

os convidados do casamento (“os filhos das bodas”, ACF) – ou seja, os amigos do noivo, que, em meio ao canto e ao toque de instrumentos, conduziam a noiva, com suas acompanhantes, até a casa do noivo e da noiva, e permaneciam para participar da festa de casamento, que geralmente durava sete dias. Aqui os “convidados do casamento” são os discípulos de Cristo. Cristo foi primeiramente chamado de noivo pelo próprio Batista (Jo 3:29).

quando o noivo lhes for tirado. A primeira predição da morte de Jesus no evangelho de Mateus.

e então jejuarão. Referindo-se à tristeza dos discípulos de Cristo após Sua morte. As palavras, porém, talvez possam ser consideradas como sugerindo um lugar permanente para o jejum no sistema cristão de devoção, mas menos proeminente do que no sistema austero de João e no sistema formal do Judaísmo farisaico (veja em Mt 6:16). [Dummelow, 1909]

16 E ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha; porque tal remendo rasga a roupa, e o rompimento se torna pior.

Ou seja, o caráter vivo e alegre da religião de Cristo não pode ser remendado satisfatoriamente no sistema austero e sem alegria do Batista. [Dummelow, 1909]

remendo de pano novoSímbolo do espírito e modo da nova dispensação.

em roupa velha. As instituições do Antigo Testamento e a dispensação de João.

porque tal remendo rasga a roupa, e o rompimento se torna pior – ou então, “pois o remendo forçará a roupa, tornando pior o rasgo” (NVI). Há um contraste entre a antiga e austera dispensação de Moisés e Elias, (este último antitipado em João) e a nova dispensação de paz e salvação. [Whedon, 1874]

17 Nem põem vinho novo em odres velhos; pois senão os odres se rompem, o vinho se derrama, e os odres se perdem; mas põem o vinho novo em odres novos, e ambos juntamente se conservam.

odres velhos. Os odres orientais mais comuns são basicamente feitos da pele inteira de uma cabra. O pescoço do animal forma o gargalo do odre. O vinho novo é susceptível de uma certa quantidade de pós-fermentação, de modo que não pode ser armazenado com segurança em odres velhos. As palavras do Senhor sobre odres novos e velhos se aplicam propriamente ao ensino do Batista, mas também podem ser empregadas para judaísmo em geral. Assim, significam que as formas do judaísmo são inadequadas para expressar o espírito do cristianismo, e que aqueles que, como os cristãos judaizantes de Atos, tentam combinar a Lei com o Evangelho e aplicar o ritual mosaico, estão tentando colocar vinho novo em odres velhos. [Dummelow, 1909]

Odres orientais modernos. Ilustração: Cyclopedia of Biblical, Theological and Ecclesiastical Literature (1867).

A cura da mulher que tinha um fluxo de sangue e a ressurreição da filha de Jairo

18 Enquanto ele lhes dizia estas coisas, eis que um chefe de sinagoga chegou, prostrou-se diante dele, e disse: Minha filha acaba de morrer; mas vem, e põe tua mão sobre ela, e ela viverá.

Minha filha acaba de morrer. De acordo com a narrativa mais completa de Marcos e Lucas, Jairo diz que sua filha está “a ponto de morrer”. Depois, chega um mensageiro anunciando que ela está morta. [Dummelow, 1909]

19 Então Jesus se levantou e o seguiu com seus discípulos.

Através dos outros relatos, fica-se sabendo que apenas Pedro, Tiago e João o acompanharam até a interior do recinto, onde esse grande feito foi realizado. Os outros discípulos, no entanto, estavam sem dúvida não muito longe. [Coffman, 1983]

20 (Eis, porém, que uma mulher enferma de um fluxo de sangue havia doze anos veio por detrás dele, e tocou a borda de seu manto;

uma mulher enferma de um fluxo de sangue – ou seja, “de uma hemorragia” (NVI).

21 porque dizia consigo mesma: Se eu tão-somente tocar o manto dele, serei curada.

porque dizia consigo mesma – ou então, “pois pensava” (NVT).

22 Jesus se virou e a viu. Então disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou. E desde aquela hora a mulher ficou curada).

Jesus se virou e a viu. Então disse: Tem bom ânimo (“anime-se!”, NVT), filha. Jesus silenciou seus medos, elogiou sua fé e a despediu em paz.

a tua fé te salvou. Sua fé, sua forte confiança em Jesus, tinha sido o meio de sua restauração. Foi o “poder” de Jesus que a curou; mas esse poder não teria sido exercido sem conexão com a fé. Assim, na salvação de um pecador. Ninguém que não crê é salvo; mas a fé é o instrumento, e não o poder, que salva. [Barnes, 1870]

23 Quando Jesus chegou à casa daquele chefe, viu os instrumentistas e a multidão agitada,

viu os instrumentistas – ou seja, “a música fúnebre” (NVT).

e a multidão agitada – multidão composta pelas mulheres contratadas para lamentar, e pelos amigos e parentes do chefe da sinagoga. [Meyer, 1873]

24 e disse: Saiam daqui, porque a menina não está morta, mas sim dormindo. E riram dele.

mas sim dormindo. Jesus não nega a realidade da morte. Ele quer dizer que a morte será seguida pela ressurreição da morte, assim como as pessoas acordam do sono.

E riram dele. Eles sabiam que a criança estava morta, e não entendiam o que Jesus queria dizer. [Ice, 1974]

25 Depois que a multidão foi expulsa, ele entrou, pegou a mão dela, e a menina se levantou.

Marcos registras as palavras aramaicas reais do Senhor, “Talita cumi”, ou seja, ‘menina, levante-se’. [Dummelow, 1909]

26 E esta notícia se espalhou por toda aquela região.

Marcos e Lucas acrescentam que o Senhor ordenou aos pais que não contassem a ninguém sobre o milagre. Alguns pensam que isso foi apenas uma advertência contra as fofocas religiosas. Mais provavelmente, já que a casa estava rodeada por uma multidão agitada, a sua intenção era evitar um tumulto. [Dummelow, 1909]

(Lc 8:40-56; Mc 5:21-43).

A cura de dois cegos e um mudo

27 E saindo Jesus dali, dois cegos o seguiram, gritando: Tem compaixão de nós, Filho de Davi!

dois cegos (compare com Mt 11:5; 12:22; 20:30Mc 8:22-23; 10:46Lc 7:21Jo 9:1).

Tem compaixão de nós (compare com Mt 17:15Mc 9:22Lc 17:13).

Filho de Davi (compare com Mt 12:23; 15:22; 20:30-31; 21:9,15; 22:41-45Mc 10:47-48; 11:10; 12:35-37Lc 18:38-39; 20:41Jo 7:42Rm 1:3). O título pelo qual os cegos se dirigem a nosso Senhor como “o Filho de Davi”, expressava a crença popular de que Ele era o Cristo esperado. Posteriormente ele é usado pela mulher cananeia (Mt 15:22), e novamente pelos cegos em Jericó (Mt 20:30-31; Mc 10:47; Lc 18:38-39). [Ellicott, 1905]

28 E quando ele entrou em casa, os cegos vieram a ele. Jesus lhes perguntou: Credes que posso fazer isto? Eles lhe responderam: Sim, Senhor.

ele entrou em casa (compare com Mt 8:14; 13:36) – provavelmente a casa de Pedro, em Cafarnaum.

Credes que posso fazer isto? (compare com Mt 9:22; 8:2; 13:58Mc 9:23-24Jo 4:48-50; 11:26,40).

29 Então tocou os olhos deles, dizendo: Seja feito convosco conforme a vossa fé.

tocou os olhos deles (compare com Mt 20:34Jo 9:6-7).

Seja feito convosco conforme a vossa fé (compare com Mt 8:6-7,13; 15:28Mc 10:52) – em outras palavras, “Por causa da fé que vocês demonstram, acontecerá assim!” (VIVA).

30 E os olhos deles se abriram. Então Jesus os advertiu severamente, dizendo: Tende o cuidado para que ninguém saiba disso.

os olhos deles se abriram (compare com Sl 146:8Is 35:5; 42:7; Jo 9:7-26).

os advertiu severamente, dizendo: Tende o cuidado para que ninguém saiba disso (compare com Mt 8:4; 12:16; 17:9Mc 5:43Lc 5:14; 8:56). Para Abbott (1878), “o Salvador muitas vezes parece ter dado [essas] instruções com o objetivo de limitar a publicidade de seus milagres mais notáveis, a fim de manter dentro dos devidos limites o entusiasmo popular que eles ocasionavam. Como os judeus esperavam que o Messias chefiasse seus exércitos e expulsasse os romanos de seus territórios, havia o perigo, se ele se tornasse repentinamente conhecido como o Messias, antes de corrigir o entendimento errôneo deles sobre a natureza de seu reinado, de que se desencadeassem insurreições populares e derramamento de sangue. Em uma ocasião, isso não ocorreu por pouco (Jo 6:15). E, além disso, mesmo que não ocorresse nenhum tumulto popular, quanto maior a publicidade dada aos seus deslocamentos e milagres, maior era o perigo de atraírem a atenção do governo de Herodes na Galileia, ou do Romanos na Judeia”.

31 Porém, eles saíram e divulgaram a notícia acerca dele por toda aquela terra.

divulgaram a notícia acerca dele por toda aquela terra (compare com Mt 8:4; Mc 1:44-45; 7:36). Perceba o contraste entre a postura desses ex-cegos, que, apesar da ordem de Jesus, “divulgaram a notícia acerca dele por toda aquela terra”,  e os fariseus, que diante de um milagre disseram, “É pelo chefe dos demônios que [Jesus] expulsa os demônios” (Mt 9:34).

32 Enquanto eles saíam, eis que lhe trouxeram um mudo e endemoninhado.

um [homem] mudo e endemoninhado (compare com Mt 12:22-23Mc 9:17-27Lc 11:14). Essa mudez não era natural, mas era o efeito da possessão demoníaca. [JFU, 1871]

33 Quando o demônio foi expulso, o mudo passou a falar. Então as multidões ficaram maravilhadas, e disseram: Nunca se viu algo assim em Israel!

o mudo passou a falar (compare com Mt 15:30-31Ex 4:11-12Is 35:6Mc 7:32-37Lc 11:14).

Nunca se viu algo assim em Israel (compare com Sl 76:1Jr 32:20Lc 7:9). Eles não ficaram assombrados exclusivamente por este milagre, mas por uma longa série de milagres realizados sucessivamente, dos quais este foi o último. [Dummelow, 1909]

Perceba o contraste entre a postura das multidões, que, “maravilhadas…disseram: Nunca se viu algo assim em Israel”, e a dos fariseus, que diante deste milagre afirmaram, “É pelo chefe dos demônios que [Jesus] expulsa os demônios” (Mt 9:34).

34 Mas os fariseus diziam: É pelo príncipe dos demônios que ele expulsa os demônios.

Compare com Mc 3:22Lc 11:15. Esta acusação é respondida por Jesus em Mt 12:23-24. Os fariseus não negam o milagre, mas atribuem seu poder ao “príncipe dos demônios”, ou seja, Belzebul.

35 Jesus percorria todas as cidades e aldeias, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e doenças.

Compare com Mt 4:23-24; 11:1,5Mc 1:32-39; 6:6,56Lc 4:43-44Lc 13:22At 2:22; 10:38.

curando todas as enfermidades e doenças [entre o povo] – ou então, “curando todo tipo de doenças e enfermidades” (A21). Os manuscritos mais antigos não trazem “entre o povo”.

36 Quando ele viu as multidões, teve compaixão delas, porque andavam aflitas e desamparadas, como ovelhas que não têm pastor.

ele viu as multidões, teve compaixão delas (compare com Mt 14:14; 15:32Mc 6:34Hb 4:15; 5:2). As palavras seguintes são tão vívidas e enfáticas que podemos acreditar que elas tiveram seu ponto de partida na expressão do próprio Senhor sobre Seus sentimentos. Nós O encontramos usando as mesmas palavras em Mt 15:32 e Mc 8:2: “Tenho compaixão da multidão”.

porque andavam aflitas (“atribuladas”, A21) – e não “cansadas”, como trazem algumas traduções. Não eram apenas como ovelhas exaustas e famintas, mas eram como as que foram perseguidas por lobos – vítimas de ladrões e assaltantes (compare com Jo 10:8-12). [Ellicott, 1905]

como ovelhas que não têm pastor (compare com Mt 10:6; 15:24Nm 27:171Rs 22:172Cr 18:16Is 56:9-11Jr 50:6Ez 34:3-6Zc 10:2; 11:16; 13:7-8).

37 Então disse aos seus discípulos: A colheita, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos.

A colheita, na verdade, é grande (compare com Mt 28:19Mc 16:15Lc 10:2; 24:47Jo 4:35-36At 16:9; 18:10).

mas os trabalhadores são poucos (compare com Sl 68:111Co 3:92Co 6:1Fp 2:19-21Cl 4:111Ts 5:12-131Tm 5:17).

38 Portanto rogai ao Senhor da colheita que envie trabalhadores à sua colheita.

rogai (compare com Lc 6:12-13At 13:22Ts 3:1) ao Senhor da colheita que envie trabalhadores à sua colheita (compare com Mt 10:1-3; Lc 10:1-2Jo 20:21At 8:41Co 12:28; Ef 4:11; Jr 3:15Mq 5:7).

<Mateus 8 Mateus 10>

Visão geral de Mateus

No evangelho de Mateus, Jesus traz o reino celestial de Deus à terra e, por meio da sua morte e ressurreição, convoca os seus discípulos a viverem um novo estilo de vida. Tenha uma visão geral deste Evangelho através deste breve vídeo (em duas partes) produzido pelo BibleProject.

Parte 1 (9 minutos).

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Parte 2 (8 minutos).

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Leia também uma introdução ao Evangelho de Mateus.

Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles – maio de 2020.