Mateus 11

1 Quando Jesus acabou de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali para ensinar e para pregar em suas cidades.

partiu dali para ensinar e para pregar em suas cidades (NAA, BKJ) – ou então, nas cidades da região (A21, NVT). Ou seja, na região da Galileia.

Jesus e João Batista

2 João, ao ouvir na prisão das obras de Cristo, enviou seus discípulos para lhe perguntarem:

João, ao ouvir na prisão (compare com Mt 4:12Mt 14:3Mc 6:17Lc 3:19Lc 7:18-23Jo 3:24).

enviou seus discípulos (NAA, NVI, A21) – ou então, enviou dois dos seus discípulos (BKJ, ACF). Compare com Mt 9:14Jo 3:25-28Jo 4:1Atos 19:1-3.

3 'És tu aquele que deveria vir, ou devemos esperar outro?'

És tu aquele que deveria vir. Não há motivos adequados para presumir, como alguns têm feito, que João Batista enviou os discípulos apenas para eliminar as dúvidas deles. A pergunta vem dele; a resposta é enviada a ele. Nenhuma dificuldade em compreender como a dúvida que a pergunta parece implicar poderia entrar na mente do Baptista após o testemunho que ele tinha dado e o que tinha ouvido, pode justificar que façamos violência ao que parece ser o significado claro da história. E não é preciso ir muito longe para encontrar o motivo da pergunta. A dor da esperança adiada transforma a plena certeza da fé em algo semelhante ao desespero. Assim o velho Jeremias se queixou, na amargura de seu espírito, de que Javé o tinha enganado (Jr 20:7). Assim, agora João Batista, à medida que semana após semana passou sem o aparecimento do reino como ele esperava, sentia como se o Rei estivesse abandonando o precursor e arauto de Seu reino. As próprias maravilhas de que ele ouvia tornavam o sentimento mais doloroso, pois pareciam dar prova do poder e levá-lo à conclusão de que faltava vontade. E então ele envia seus discípulos com a pergunta, que é mais de impaciência do que de dúvida: “És Tu aquele de quem os profetas falaram” (Sl 40:7; 118:26; Ml 3:1)? Se a reposta é sim, por que demoras para te manifestar como Rei? Devemos ainda esperar um outro e diferente Cristo?” [Ellicott, 1905]

4 Jesus lhes respondeu: 'Voltem e contem a João o que estão ouvindo e vendo:
5 os cegos veem, os mancos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho;

os leprosos são purificados – ou seja, os leprosos são curados.

aos pobres é anunciado o evangelho (NAA, A21, BKJ) – ou então, aos pobres são anunciadas as boas novas (NVI, NVT).

6 e bem-aventurado é aquele que não se ofender por minha causa.'

Em outras palavras, “Bem-aventurados, abençoados, felizes são aqueles que, apesar de todos os obstáculos, crerem em mim como o Messias”. [Dummelow, 1909]

7 Ao partirem, Jesus começou a dizer às multidões a respeito de João: 'O que vocês foram ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento?

Jesus começa a impressionar as multidões com a grandeza de João. Ele os questiona sobre o que havia em João que os levou a se aglomerar para vê-lo. O que os fez ir para o deserto? Certamente não apenas um caniço (ou um junco) balançando ao vento. Essa era uma visão muito comum. Ou foi a fraqueza e fragilidade do caniço que Jesus tinha em mente? Um junco ficava indefeso e vulnerável ao vento (1Rs 14:15), mas possivelmente Jesus deseja que eles reconhecessem que João não era assim.

Observe a conexão com a citação de Isaías em Mateus 12:20 (NVI),Não quebrará o caniço rachado, não apagará o pavio fumegante, até que leve à vitória a justiça”. O Servo tratará com cuidado o caniço rachado, ou seja, Ele não veio apenas para alguém do “nível” de João. [Pett, 2013]

8 O que vocês foram ver? Um homem vestido com roupas finas? Os que usam roupas finas estão nos palácios reais.

Um homem vestido com roupas finas? (compare com Mt 3:42Rs 1:8Is 20:2Zc 13:41Co 4:112Co 11:27Ap 11:3).

9 O que vocês foram ver? Um profeta? Sim, eu lhes digo, e muito mais que um profeta.

muito mais que um profeta. João Batista foi maior do que qualquer outro profeta porque ele foi o precursor mais imediato daquele para o qual todos os profetas estavam apontando: portanto, ele apontou para Cristo de maneira mais clara do que os outros. Mas ele também foi alvo da profecia, o cumprimento da profecia de Elias em Ml 4:5-6 e aquele que anunciaria o servo do Senhor (Is 40:3; Mt 3:3). [Genebra, 2009]

10 Este é aquele sobre o qual está escrito: 'Eis que envio à tua frente o meu mensageiro, que preparará o teu caminho diante de ti.'

Este é aquele sobre o qual está escrito – em Malaquias 3:1.

11 Em verdade digo a vocês que, entre os nascidos de mulher, não se levantou outro maior que João Batista; porém o menor no Reino dos céus é maior que ele.

o menor no Reino dos céus é maior que ele. Aqueles que estão no Reino, que são trazidos para mais perto de Deus e têm um conhecimento espiritual mais claro a respeito de Deus, têm maiores privilégios do que os grandes homens de Deus que viveram antes da época de Cristo. [Carr, 1893]

12 Desde os dias de João Batista até agora, o Reino dos céus está sujeito à violência, e os que usam de força se apoderam dele.

E desde os dias de João – ou seja, desde o momento em que João Batista começou a pregar. Não se sabe há quanto tempo foi isso, mas provavelmente não foi mais de um ano. Aqui nosso Salvador simplesmente afirma um fato. Ele diz que houve uma grande correria ou aglomeração para ouvir João. Multidões saíram para ouvir ele, como se estivessem prestes a tomar o reino dos céus pela força (veja Mt 3:5). Assim, ele diz, a situação continuou. Desde que “o reino dos céus”, ou “o evangelho”, tem sido pregado, tem havido uma correria por ele. As pessoas têm sido intensas em relação a isso; elas tem apertado para obter a bênção, como se a tomassem com violência. Aqui há uma alusão à forma como as cidades eram tomadas. Os sitiadores apertavam com violência e demoliam os muros. Com tal “seriedade” e “violência”, diz Jesus, as pessoas cercaram ele e a João desde que começaram a pregar. Portanto aqui não há nenhuma alusão à maneira pela qual os pecadores individuais buscam a salvação, mas é um simples registro do fato de que multidões se aglomeraram em torno dele e de João para ouvir o evangelho. [Barnes, 1870]

13 Porque todos os profetas e a Lei profetizaram até João,

A dispensação preparatória da Lei e dos Profetas durou até João. João anunciou o reino pela primeira vez como algo presente. [Dummelow, 1909]

14 e se vocês estão dispostos a aceitar, este é o Elias que estava para vir.

este é o Elias que estava para vir. A história de Elias é encontrada em 1 e 2 Reis. Além de ser notável profeta, a Escritura diz que não morreu, mas foi levado ao céu numa carruagem de fogo (2Rs 2:11). O profeta Malaquias (Ml 4:5-6) predisse que “Elias” seria enviado antes da vinda do Messias para preparar o caminho para ele. Evidentemente, queria-se dizer com isso não que ele deveria aparecer “em pessoa”, mas que alguém deveria aparecer notavelmente semelhante ele; ou, como Lucas (Lc 1:17) expressa, “no espírito e poder de Elias”. Mas os judeus entenderam de forma diferente. Eles concluíram que Elias apareceria pessoalmente. Eles também concluíram que Jeremias e alguns outros profetas também apareceriam para inaugurar o Messias prometido e para agraciar seu advento. Veja Mt 16:14; Mt 17:10; Jo 1:21. Essa crença predominante foi a razão pela qual ele usou as palavras “se vocês estão dispostos a aceitar”, significando que a afirmação de que “João” era o Elias prometido era uma doutrina contrária às suas expectativas. [Barnes, 1870]

15 Quem tem ouvidos, ouça.

Um pedido para que se dê a devida atenção a importante declaração de Mateus 11:14. Compare com Mt 13:9; Mc 4:9; Lc 8:8; Ez 3:27. [Meyer, 1832]

16 Mas a que compararei esta geração? É semelhante às crianças que, sentadas nas praças, gritam aos companheiros,

esta geração. O registro paralelo em Lucas 7:30-31 indica que Jesus estava se referindo aos “fariseus e mestres da lei”, porém “esta geração” também pode incluir as pessoas daquela época em geral, como aponta a reprovação de Jesus às cidades que não se arrependeram apesar dos numerosos milagres que viram (Mt 11:20-24).

17 'Nós lhes tocamos flauta, mas vocês não dançaram; cantamos lamentações, mas vocês não choraram.'

Cristo agora começa reprovar a inconsistência e inconstância das pessoas daquela época. Ele diz que são como crianças – nada os satisfaz. Aqui ele refere-se às “brincadeiras” das crianças. A música com flauta e a dança eram comuns em casamentos e festas, são demonstrações de alegria (compare com Is 5:11-12; Jó 21:11; 2Sm 6:14; Jz 11:34; Lc 15:25). Sabemos que as crianças imitam os adultos, e incluem nas suas brincadeiras aquilo que veem estes fazerem. Entre as suas brincadeiras, portanto, estava a imitação do casamento ou outra ocasião festiva. Sabe-se também (compare com Mt 9:23) que os funerais eram acompanhados de música triste e lamentos. Não é improvável que as crianças também, nas brincadeiras, imitassem o triste cortejo fúnebre.

Nesta parábola uma parte das crianças é representada como estando zangada e insatisfeita, e por isso não entrariam na brincadeira. As outras reclamaram disso. “Temos”, dizem elas, “feito todos os esforços para agradar vocês. Nós tocamos músicas animadas, mas vocês não quiseram se juntar a nossa brincadeira; e então mudamos de brincadeira, e imitamos o luto nos funerais, e vocês estão igualmente rabugentos; “vocês não choraram”; vocês não brincaram conosco. Nada agrada vocês”.

O mesmo acontece com esta geração, disse Cristo. “João” veio de uma maneira, “sem comer nem beber”, como um nazireu, e não ficaram satisfeitos com ele. Eu, o Filho do homem, vim de uma maneira diferente, “comendo e bebendo”; não praticando qualquer austeridade, mas vivendo como outras pessoas, e vocês estão igualmente insatisfeitos – ou melhor, vocês estão menos satisfeitos. Caluniam ele e me insultam por não fazer exatamente o que lhes desagradou em João. Nada satisfaz vocês. São instáveis, mutáveis e inconstantes. [Barnes, 1870]

18 Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: 'Tem demônio!'

que não comia nem bebia – ou seja, que evitava alguns tipos de alimentos e vinho, como um nazireu. Isso não significa que ele não comia nada (Mt 3:4), mas que era notável pela abstinência. [Barnes, 1870]

19 Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizem: 'Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores!' Mas a sabedoria é justificada por suas obras.

Mas a sabedoria é justificada por suas obras (NAA, NVI, A21) – ou então, seus filhos (BKJ, ACF). O que está sendo dito é o seguinte: assim como as pessoas são conhecidas pelos seus frutos (Mt 7:16,20), assim também uma vida sábia será confirmada pelo que resulta dela. [Genebra, 2009]

Ai das cidades impenitentes!

20 Então começou a repreender as cidades em que havia realizado a maioria dos seus milagres, pelo fato de não terem se arrependido.

Compare com Lc 10:13-15.

[Jesus] começou a repreender as cidades em que havia realizado a maioria dos seus milagres (compare com Sl 81:11-13Is 1:2-5Mq 6:1-5Mc 9:19Mc 16:14).

pelo fato de não terem se arrependido (compare com Mt 12:41Mt 21:28-32Jr 8:6At 17:202Tm 2:25,26Ap 2:21Ap 9:20,21Ap 16:9,11).

21 'Ai de você, Corazim! Ai de você, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidom tivessem sido feitos os milagres que em vocês foram feitos, há muito tempo elas teriam se arrependido com saco e com cinza.

Corazim. Uma cidade que é mencionada somente nesta situação. Ela deve ter ficado perto de Cafarnaum.

Betsaida – que significa “casa de pesca” – uma cidade no lado ocidental do Mar da Galileia, e ao norte de Cafarnaum; ela era o local de nascimento de três dos apóstolos – os irmãos André e Pedro e Filipe.

Jesus parece ter mencionar as cidades de “Corazim” e “Betsaida” como uma referência à toda a região em que se encontram – uma região muito mais favorecida que as outras com a presença, os ensinamentos e as obras do Redentor. [JFU, 1871]

Tiro e em Sidom. Cidades que ficavam no litoral do mar Mediterrâneo, fora da terra de Israel. Os povos dessas cidades sempre tinham sido inimigos dos israelitas (Is 23:1-18; Ez 26:1—28:26; Jl 3:4-8; Am 1:9-10; Zc 9:2-4). [NTLH, 2005]

elas teriam se arrependido com [panos de] saco e cinza. “O pano de saco era um tecido bruto, áspero e espesso feito de pelos de cabra preta; ele era usado em sacos, também por pessoas de luto (Gênesis 37:34; 42:25; 2Sm 3:31; Et 4:1-2; Salmo 30:11, etc.) e como sinal de arrependimento” (Easton, 1896), assim como cobrir-se de cinzas (Jn 3:6; Dn 9:3; Et 4:1).

22 Mas eu digo a vocês que, no dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vocês.

no dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom – pois estas cidades tiveram menos oportunidades de conhecer a verdade. Este texto, com muitos outros, ensina a doutrina dos diferentes graus de retribuição no dia do Juízo, ou seja, esta será proporcional à culpa. [Whedon, 1874]

23 E você, Cafarnaum, será elevada até o céu? Não, você descerá até o Hades! Pois se em Sodoma tivessem sido feitos os milagres que foram feitos em você, ela teria permanecido até hoje.

E você, Cafarnaum, será elevada até o céu? Ainda que Cafarnaum tenha sido realmente “elevada até o céu” por ser a “própria cidade” de nosso Senhor, o pensamento é mais de auto exaltação. As expressões lembram Is 14:13-15. Cafarnaum exaltou-se como a Babilônia – como a Babilônia, ela será humilhada. [Carr, 1893]

24 Mas eu digo a vocês que, no dia do Juízo, haverá menos rigor para a terra de Sodoma do que para você.

no dia do Juízo, haverá menos rigor para a terra de Sodoma – pois este lugar teve menos oportunidades de conhecer a verdade. Este texto, com muitos outros, ensina a doutrina dos diferentes graus de retribuição no dia do Juízo, ou seja, esta será proporcional à culpa. [Whedon, 1874]

do que para você – Cafarnaum (Mt 11:23).

Jesus agradece ao Pai por revelar o Evangelho aos humildes

25 Naquele tempo, respondendo Jesus disse: 'Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e instruídos, e as revelaste aos pequeninos.'

sábios e instruídos. Os escribas e fariseus, orgulhos em suas mentes carnais e obscurecidos de coração, recusando-se a se submeter à justiça de Deus (ou seja, aceitar o método de Deus para salvar o homem por Cristo) e procurando estabelecer sua própria justiça (seu próprio método de se salvar), rejeitaram o propósito de Deus, e Deus enviou a paz e a salvação do Evangelho a outros, chamados aqui de “pequeninos” (ou seja, seus discípulos), pessoas de coração humilde, que se submeteram a serem instruídos e salvos à maneira de Deus. [Clarke, 1832]

26 Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado.

porque assim foi do teu agrado (compare com Is 46:10Lc 10:21Rm 9:18Rm 11:33-36Ef 1:9,11Ef 3:11).

27 Todas as coisas me foram entregues pelo meu Pai; e ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho, e a quem o Filho o quiser revelar.

ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai?

Todas as coisas me foram entregues pelo meu Pai. “Todas as coisas necessárias para consumar a tarefa medianeira foram confiadas pelo Pai ao Filho” (Hendriksen, 2019). Esta é uma grande verdade e a chave do conhecimento da salvação. O homem Cristo Jesus recebe do Pai e, em consequência de sua união com a divindade eterna, torna-se o Senhor e dispensador soberano de “todas as coisas”. Todas as fontes do favor divino estão nas mãos de Cristo, como Sacerdote de Deus e Sacrifício expiatório pelos homens: todo o bem procede dele, como Salvador, Mediador, Cabeça, Exemplo, Pastor e Juiz soberano de todo o mundo.

ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece o Pai, a não ser o Filho. Ninguém pode compreender totalmente a natureza e os atributos de Deus, exceto Cristo; e ninguém pode compreender totalmente a natureza, encarnação, etc., de Cristo, senão o Pai. A plena compreensão e reconhecimento da Divindade e o mistério da Trindade pertencem somente a Deus. [Clarke, 1832]

28 Venham a mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.

O Salvador aqui, talvez, se refere principalmente aos judeus, que gemiam sob o peso de suas leis cerimoniais e as tradições dos anciãos (At 15:10). Ele diz a eles que, vindo a ele e abraçando o Evangelho, eles seriam libertados desses opressivos rituais e cerimônias. Não pode haver dúvida, no entanto, que ele pretendia aqui principalmente se dirigir ao pobre, perdido e arruinado pecador: a pessoa com a consciência “sobrecarregada” por causa das suas transgressões, e que busca libertação. Para isso há alívio. Cristo diz-lhes que venham até ele, que acreditem nele, e que confiem nele, e só nele, para a salvação. Fazendo isso, ele lhes dará descanso – descanso de seus pecados, das inquietações da consciência, dos pavores da lei e do medo da morte eterna. [Barnes, 1870]

29 Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês encontrarão descanso para a suas almas.

O Salvador aqui, talvez, se refere principalmente aos judeus, que gemiam sob o peso de suas leis cerimoniais e as tradições dos anciãos (At 15:10). Ele diz a eles que, vindo a ele e abraçando o Evangelho, eles seriam libertados desses opressivos rituais e cerimônias. Não pode haver dúvida, no entanto, que ele pretendia aqui principalmente se dirigir ao pobre, perdido e arruinado pecador: a pessoa com a consciência “sobrecarregada” por causa das suas transgressões, e que busca libertação. Para isso há alívio. Cristo diz-lhes que venham até ele, que acreditem nele, e que confiem nele, e só nele, para a salvação. Fazendo isso, ele lhes dará descanso – descanso de seus pecados, das inquietações da consciência, dos pavores da lei e do medo da morte eterna. [Barnes, 1870]

30 Pois o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.

O judaísmo carrega o jugo da lei, que se tornou um fardo pesado (At 15:10). Jesus não oferece independência, mas um jugo diferente. É “suave” e “leve”, não porque requer menos responsabilidade, mas porque é administrado por um Pastor que deseja um relacionamento pessoal, mais do que a dureza impessoal da lei separada de quem dá a lei. Jesus, o Senhor do sábado, oferece descanso. [Genebra, 2009]

<Mateus 10 Mateus 12>

Visão geral de Mateus

No evangelho de Mateus, Jesus traz o reino celestial de Deus à terra e, por meio da sua morte e ressurreição, convoca os seus discípulos a viverem um novo estilo de vida. Tenha uma visão geral deste Evangelho através deste breve vídeo (em duas partes) produzido pelo BibleProject.

Parte 1 (9 minutos).

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Parte 2 (8 minutos).

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Leia também uma introdução ao Evangelho de Mateus.

Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles, com adaptação de Luan Lessa – fevereiro de 2021.