Bíblia

Efésios 6

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1 Filhos, sede obedientes aos vossos pais no Senhor, porque isso é justo.

sede obedientes – uma expressão mais forte do que a utilizada às esposas, “submissão” ou “estar sujeito” (Ef 5:21). A obediência é mais irracional e implícita; submissão é a sujeição voluntária de um inferior no sentido da ordem àquele que tem o direito de comandar.

no Senhor – Pais e filhos, sendo cristãos “no Senhor”, expressa a essência na qual a obediência deve ocorrer e o motivo da obediência. Em Cl 3:20, é: “Filhos, obedeçam seus pais em todas as coisas”. Esta expressão, “no Senhor”, sugere a limitação devida da obediência requerida (At 5:29; compare, por outro lado, o abuso, Mc 7:11-13).

porque isso é justo – Mesmo pela lei natural, devemos prestar obediência àqueles de quem recebemos a vida. [JFB]

2 Honra teu pai, e tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa);

Aqui a autoridade da lei revelada é adicionada à lei natural.

que épromessa – A “promessa” não é feita como o principal motivo para a obediência, mas uma consequência. O principal motivo é, porque é a vontade de Deus (Dt 5:16; “Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor teu Deus te mandou”); e que sua peculiaridade, é mostrada por seu acompanhamento “com uma promessa”.

primeiro – no decálogo com uma promessa especial. A promessa no segundo mandamento é geral. Seu dever é mais expressamente prescrito aos filhos do que aos pais; porque o amor desce ao invés de ascender (Bengel). Este versículo prova que a lei no Antigo Testamento não é abolida. [JFB]

3 para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.

muito tempo sobre a terra – Em Êx 20:12, “por muito tempo sobre a terra que o Senhor teu Deus te dá”, que Paulo adapta aos tempos do Evangelho, tirando a referência local e limitada propriamente aos judeus em Canaã. Os piedosos são igualmente abençoados em todas as terras, como os judeus estavam na terra que Deus lhes deu. Essa promessa é sempre cumprida, literalmente, ou pela substituição de uma bênção maior, a saber, uma espiritual e eterna (Jó 5:26; Pv 10:27). A substância e a essência da lei estão eternamente em vigor: seus acontecimentos isolados (aplicados ao Israel de antigamente) são abolidos (Rm 6:15). [JFB]

4 Pais, não provoqueis à ira os vossos filhos, mas criai-os na disciplina e correção do Senhor.

Pais – incluindo mães; os pais são especificados como sendo as fontes da autoridade doméstica. Os pais são mais propensos à cólera em relação aos filhos do que às mães, cuja culpa é ser excessivamente tolerante.

não provoqueis – não irritar, por ordens humilhantes, desaprovação irracional e intemperança (Alford). Cl 3:21, “para que não desanimem”.

disciplina – ou seja, educação por castigo no ato, quando necessário (Jó 5:17; Hb 12:7).

correção – treinamento por palavras (Dt 6:7; “catequese”, Pv 22:6), seja de encorajamento, ou exemplo, ou repreensão, conforme for necessário (Trench). Em contraste 1Sm 3:13.

do Senhor – como o Senhor aprova, e pelo Seu Espírito dita. [JFB]

5 Servos, obedecei aos vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, em sinceridade do vosso coração, assim como a Cristo;

Servos – literalmente, “escravos”.

senhores segundo a carne – em contraste com o seu verdadeiro e celestial Senhor (Ef 6:4). Uma consolação dele de que o domínio a qual estavam sujeitos era apenas por um tempo (Crisóstomo); e que a verdadeira liberdade ainda era deles (1Co 7:22).

temor e tremor – não terror escravo, mas (veja em 1Co 2:3; 2Co 7:15) uma ansiosa avidez para fazer o seu dever, e um medo de desagradar, tão grande como é produzido por “ameaças” no servo comum (Ef 6:9).

sinceridade – sem hesitação, ou “somente quando visto” (Ef 6:6), que procura agradar exteriormente, sem o sincero desejo de fazer sempre do interesse do senhor a primeira consideração (1Cr 29:17; Mt 6:22-23, Lc 11:34). “Simplicidade”. [JFB]

6 não servindo somente quando vistos, como para agradar pessoas; mas sim, como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus;

(Cl 3:22) Como Geazi era um homem muito diferente na presença de seu mestre do que ele era em sua ausência (2Rs 5:1-18).

como para agradar pessoas – não para agradar a Cristo (compare Gl 1:10, 1Ts 2:4).

fazendoa vontade de Deus – o invisível mas sempre presente Senhor: a melhor garantia para o seu fiel serviço ao seu mestre terreno quando presente e ausente.

de coração – literalmente, da alma (Sl 111:1; Rm 13:5).

7 servindo de boa vontade como ao Senhor, e não aos pessoas.

boa vontade – expressando seu sentimento em relação ao seu mestre; como “fazer a vontade de Deus de coração” expressa a fonte desse sentimento (Cl 3:23). A “boa vontade” , segundo Xenofonte é a principal virtude de um escravo para com seu mestre: uma consideração verdadeira pelo interesse de seu mestre como se fosse sua, uma boa vontade que nem mesmo a severidade de um mestre pode extinguir. [JFB]

8 Pois sabeis que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre.

cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer – (2Co 5:10Cl 3:25; mas toda a graça, Lc 17:10).

seja servo, seja livre – (1Co 7:22; 1Co 12:13; Gl 3:28; Cl 3:11). Cristo não considera tais distinções em seus procedimentos atuais da graça ou em Seu julgamento futuro. O escravo que agiu fielmente a seu mestre por amor ao Senhor, embora este não possa retribuir sua fidelidade, terá o Senhor por seu Pagador. Assim, o homem livre que fez o bem pelo amor ao Senhor, embora o homem não possa pagá-lo, tem o Senhor por seu devedor (Pv 19:17). [JFB]

9 Senhores, fazei o mesmo a eles, abandonando as ameaças, pois sabeis também que o Senhor vosso e deles está nos céus, e que com ele não há acepção de pessoas.

o mesmoMutatis mutandis. Mostre o mesmo respeito à vontade de Deus e ao bem-estar de seus servos, em sua relação com eles, como eles devem ter em relação a você. O amor regula os deveres tanto de servos como de senhores, assim como luz concilia várias cores. Igualdade de natureza e fé é superior a distinções de posição (Bengel). O cristianismo torna todos os homens irmãos: compare Lv 25:42-43; Dt 15:12; Jr 34:14 sobre como os hebreus estavam obrigados a tratar seus irmãos no serviço; muito mais deve os cristãos agirem com amor.

ameaças – que os senhores comumente usam. “Senhor” em grego não é um termo tão forte quanto “soberanos”: implica autoridade, mas não dominação absoluta.

também que o Senhor vosso e deles – Isso traz mais à força a igualdade de escravos e mestres aos olhos de Deus.

com ele não há acepção de pessoas – Ele não te absorverá, no julgamento, porque és um mestre ou o condenará porque és um servo (At 10:34; Rm 2:11; Gl 2:6; Cl 3:25; 1Pe 1:17). Derivado de Dt 10:17; 2Cr 19:7. [JFB]

A armadura de Deus

10 Por fim, meus irmãos, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.

meus irmãos – Alguns dos manuscritos mais antigos omitem essas palavras. Alguns com a Vulgata as mantem. A frase não aparece em nenhum outro lugar da epístola (veja, no entanto, Ef 6:23); se for genuína, é apropriada aqui no final da Epístola, onde ele está incitando seus companheiros soldados para a boa luta na armadura cristã.

na força do seu poder – o poder de Cristo: como em Ef 1:19, é o poder do Pai. [JFB]

11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as ciladas do diabo.

de toda a armadura – as armas da luz (Rm 13:12); à direita e à esquerda (2Co 6:7). A panóplia (armadura completa) ofensiva e defensiva. Uma imagem prontamente sugerida pelo arsenal romano, estando Paulo agora em Roma. Repetida enfaticamente em Ef 6:13. Em Rm 13:14 é: “revesti-vos do Senhor Jesus Cristo”; colocando-nos nEle, e o novo homem nEle, nós colocamos “toda a armadura de Deus”. Nenhuma abertura na cabeça, nos pés, no coração, na barriga, nos olhos, no ouvido ou na língua, seja dada a Satanás. Os crentes de uma vez por todas o venceram; mas com base nesta vitória fundamental adquirida sobre ele, eles estão sempre a lutar contra ele e vencê-lo, assim como aqueles que uma vez morrem com Cristo continuamente mortificam seus membros sobre a terra (Rm 6:2-14; Cl 3:35).

de Deus – fornecida por Deus; não a nosso própria (Sl 35:1-3). Espiritual, portanto, e poderosa em Deus, não carnal (2Co 10:4).

ciladas – literalmente, “estratégias” para enganar (compare 2Co 11:14).

do diabo – o chefe governante dos inimigos (Ef 6:12) organizado em um reino de trevas (Mt 12:26), oposto ao reino da luz. [JFB]

12 Pois temos de lutar não contra carne e sangue, mas sim contra os domínios e poderes, contra os senhores das trevas deste mundo, contra os males espirituais nos lugares celestes.

Pois temos de lutar não contra carne e sangue – Inimigos de carne e sangue são meras ferramentas de Satanás, o verdadeiro inimigo que espreita por trás deles é o próprio Satanás, com quem está o nosso conflito. “Luta” implica que é uma luta corpo-a-corpo pela vitória: para sermos bem sucedidos na nossa luta contra Satanás, devemos lutar com Deus em uma oração irresistível como Jacó (Gn 32:24-29; Os 12:4).

contra os domínios e poderes – (Ef 1:21; Cl 1:16; veja Ef 3:10). Os mesmos graus de poderes são especificados aqui no caso dos demônios, como o dos anjos ali (compare Rm 8:38; 1Co 15:24; Cl 2:15). Os efésios haviam praticado feitiçaria (At 19:19), de modo que ele apropriadamente trata de espíritos malignos ao abordá-los. Quanto mais claramente qualquer livro das Escrituras, como este, tratam da ordem do reino da luz, mais claramente estabelece o reino das trevas. Assim, em nenhum lugar o reino satânico aparece mais claramente do que nos Evangelhos que tratam de Cristo, a verdadeira Luz.

os senhores das trevas deste mundo – grego, “era” ou “percurso do mundo”. Mas os manuscritos mais antigos omitem “do mundo”. Tradução: “Contra os governantes do mundo desta (presente) escuridão” (Ef 2:2; Ef 5:8; Lc 22:53; Cl 1:13). Sobre Satanás e seus demônios ser “governantes do mundo”, compare com Jo 12:31; Jo 14:30; Jo 16:11; Lc 4:6; 2Co 4:4; 1Jo 5:19, grego, “está no iníquo”. Embora sejam governantes do mundo, eles não são os governantes do universo; e seu usurpado domínio do mundo cessará em breve, quando Ele virá “de quem é o direito” (Ez 21:27). Dois casos provam que Satanás não é uma mera fantasia subjetiva: (1) a tentação de Cristo; (2) a entrada de demônios nos porcos (pois estes são incapazes de tais fantasias). Satanás tenta imitar de um modo pervertido, as obras de Deus (2Co 11:13-14).

males espirituais – grego, “as hostes espirituais da maldade”. Assim como três das sentenças do versículo descrevem o poder, esta quarta, descreve a maldade de nossos inimigos espirituais (Mt 12:45).

nos lugares celestes – grego, “lugares celestiais”: em Ef 2:2, “do ar”. A alteração da expressão para “nos lugares celestes” é para marcar o maior alcance de seus poderes do que os nossos, tendo eles sido, até a ascensão, (Ap 12:5, 9-10), moradores nos celestiais e das regiões nas quais são chamadas de céu. Além disso, orgulho e presunção são os pecados nos lugares celestiais que eles especialmente tentam, sendo aqueles pelos quais eles mesmos caíram dos lugares celestiais (Is 14:12-15). Mas os crentes não têm nada a temer, sendo “abençoados com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais” (Ef 1:3). [JFB]

13 Portanto pegai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mal, e depois que fizerdes tudo, continuar firmes.

pegai toda a armadura de Deus – não “fazei”, Deus fez isso: você tem apenas que “pegar” e colocá-la. Os efésios estavam familiarizados com a ideia de os deuses darem armaduras aos heróis míticos: assim, a alusão de Paulo era apropriada.

no dia do mal – o dia dos ataques especiais de satanás (compare Ap 3:10). Devemos ter sempre a nossa armadura, para estar prontos contra o dia mau que pode ser qualquer momento, uma guerra perpétua (Sl 41:1).

fizerdes tudo – em vez disso, “realizadas todas as coisas”, ou seja, necessário para a luta e se tornar um bom soldado. [JFB]

14 Estai, pois, firmes, com a vossa cintura envolvida com o cinturão da verdade, e vestidos com a couraça da justiça;

Estai – A repetição em Ef 6:11, 14, mostra que ficar de pé, isto é, manter o nosso fundamento, não ceder ou fugir, é o grande objetivo do soldado cristão.

com a vossa cintura envolvida com o cinturão da verdade – Traduzido do grego: “Cingindo os teus lombos da verdade”, isto é, com verdade, sinceridade e boa consciência (2Co 1:12; 1Tm 1:5, 18; 1Tm 3:9) . A verdade é a cinta que envolve e mantém juntas as vestes, de modo que o soldado cristão possa estar livre para a ação. A Páscoa foi comida com os lombos cingidos, e os sapatos nos pés (Êx 12:11; compare com Is 5:27; Lc 12:35). A fidelidade (Septuaginta, “verdade”) é o cinto do Messias (Is 11:5): também a verdade de seus seguidores.

couraça da justiça – (Is 59:17), da mesma forma que o Messias. A “justiça” é aqui unida à “verdade”, como em Ef 5:9: justiça nas obras, verdade nas palavras (Estius) (1Jo 3:7). A justiça de Cristo foi forjada em nós pelo Espírito. “Fé e do amor”, isto é, a fé que opera a justiça pelo amor, é a “couraça” em 1Ts 5:8. [JFB]

15 e calçados os pés com a prontidão do evangelho da paz.

calçados os pés – (referindo-se às sandálias ou aos sapatos militares então usados).

a prontidão – Em vez, “a preparação”, isto é, que brota do “Evangelho” (Sl 10:17). Preparação para fazer e sofrer por tudo o que Deus quer; prontidão para a marcha, como um soldado cristão.

evangelho da paz – (compare Lc 1:79; Rm 10:15). A “paz” interna forma um belo contraste com a fúria do conflito externo (Is 26: 3; Fp 4:7). [JFB]

16 Em tudo pegai o escudo da fé, com o qual podereis apagar todas as flechas inflamadas do maligno.

Em tudo – sim, “Acima de tudo”; de modo a cobrir tudo o que foi colocado antes. Três coberturas são especificadas, o couraça, cinturão e calçados; duas defesas, o capacete e o escudo; e duas armas ofensivas, a espada e a lança (oração).

escudo – o grande escudo oval oblongo, semelhante a uma porta, dos romanos, com um metro e vinte de comprimento por oitenta centímetros de largura; não o pequeno escudo redondo conhecido dos filmes.

com o qual podereis – O escudo da fé certamente interceptará, e então “apagará, todos os dardos inflamados” (uma imagem dos antigos dardos de fogo, formados de cana, com um tufo inflamável e a cabeça da flecha, de modo a incendiar madeiras, tendas, etc.).

do maligno – A fé o conquista (1Pe 5:9) e seus dardos de tentação à ira, luxúria, vingança, desespero, etc. Ela vence o mundo (1Jo 5:4) e assim o príncipe do mundo (1Jo 5:18). [JFB]

17 Pegai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;

Pegai – uma palavra grega diferente daquela em Ef 6:13, 16; melhor traduzida para “receber”, “aceitar”, ou seja, o capacete oferecido pelo Senhor, a saber, apropriada “salvação”, como em 1Ts 5:8, “capacete da esperança da salvação”; não uma esperança incerta, mas que traz consigo nenhuma vergonha de frustração (Rm 5:5). É subjugada ao escudo da fé, como sendo seu acessório inseparável (compare Rm 5:1, Rm 5:5). A cabeça do soldado estava entre as principais partes a serem defendidas, pois nela os golpes mais mortais poderiam ser feitos, e é a cabeça que comanda todo o corpo. A cabeça é a sede da mente que, quando se apodera da segura esperança evangélica da vida eterna, não receberá falsas doutrinas, nem dará lugar às tentações de Satanás. Deus, por esta esperança, “levanta a cabeça” (Sl 3:3; Lc 21:28).

espada do Espírito – isto é, provida pelo Espírito, que inspirou os escritores da palavra de Deus (2Pe 1:21). Novamente a Trindade/”>Trindade está implícita: o Espírito aqui; e Cristo em “salvação” e Deus Pai, Ef 6:13 (compare isto com Hb 4:12; Ap 1:16; Ap 2:12). A espada de dois gumes, cortando os dois lados (Sl 45:3, 5), atingindo alguns com convicção e conversão, e outros com condenação (Is 11:4; Ap 19:15), está na boca de Cristo (Is 49:2), nas mãos de Seus santos (Sl 149:6). O uso dessa espada por Cristo na tentação é o nosso padrão de como devemos maneja-la contra Satanás (Mt 4:4710). Não há armadura especificada para as costas, mas apenas para a frente do corpo; implicando que nunca devemos voltar as costas para o inimigo (Lc 9:62); nossa única segurança é resistir até o fim (Mt 4:11; Tg 4:7). [JFB]

18 orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito, e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos,

em todo tempo. Implicando oportunidade e urgência (Cl 4:2). Paulo usa as próprias palavras de Jesus em Lc 21:36 (um Evangelho que ele cita em outro lugar, em consonância não planejada com o fato de Lucas ser seu companheiro nas viagens, 1Co 11:23, etc .; 1Tm 5:18). Compare com Lc 18:1; Rm 12:12; 1Ts 5:17.

súplica – um termo comum para um tipo especial de oração (Harless), um pedido implorante. “Oração” para obter bênçãos, “súplicas” para evitar os males que tememos (Grotius).

no Espírito – unir-se a “orar”. É ele em nós, como o Espírito de adoção, que ora e nos capacita a orar (Rm 8:15,26; Gl 4:6; Jd 1:20).

vigiando – não dormindo (Ef 5:14; Sl 88:13; Mt 26:41), nisso – (em vista a) oração e súplica.

com toda perseverança e súplica – Constância perseverante e (isto é, exibida em) súplica devem ser elementos em que nossa vigilância deve ser exercida.

por todos os santos – como ninguém é tão perfeito a ponto de não precisar das intercessões de seus companheiros cristãos. [JFB]

19 e por mim; a fim de que, quando eu abrir a boca, me seja dada palavra com ousadia, para tornar conhecido o mistério do evangelho,

por mim – uma preposição grega diferente daquela em Ef 6:18; melhor traduzida como: “em meu nome”.

quando eu abrir a boca – (quando eu me comprometo a falar; uma fórmula usada em discurso fixo e solene, Jó 3:1; Dn 10:16).

me seja dada palavra com ousadia – Ousada clareza de discurso era o mais necessário, como o Evangelho é um “mistério” encoberto para a mera razão, e só conhecido por revelação. Paulo cuidou para que sua fala expressasse que não dependia de seu poder natural ou adquirido. O caminho mais curto para qualquer coração é através do céu; ore a Deus para abrir a porta e abrir a boca, de modo a aproveitar todas as aberturas (Jr 1:7-8; Ez 3:8-9,11; 2Co 4:13). [JFB]

20 pelo qual sou embaixador acorrentado; para que dele eu possa falar com ousadia, como devo falar.

pelo – grego, como em Ef 6:19, “Em nome de qual.”

embaixador acorrentado – um paradoxo. Os embaixadores eram considerados invioláveis ​​pela lei das nações e não podiam, sem insultar todos direitos sagrados, ser acorrentados. No entanto, o “embaixador de Cristo está em uma corrente!” O grego é singular. Os romanos costumavam prender um prisioneiro a um soldado por uma única corrente, numa espécie de custódia livre. Assim, At 28:16, 20, “Estou preso a esta corrente”. O termo “correntes” (plural), por outro lado, é usado quando as mãos ou os pés do prisioneiro são amarrados juntos (At 26:29); compare At 12:6. O singular é usado apenas do tipo particular de custódia descrito acima; uma indesejada coincidência (Paley). [JFB]

21 Para que também vós possais saber o que acontece comigo, e o que eu faço, Tíquico, o irmão amado, e fiel servidor do Senhor vos informará de tudo.

que também vós – como tenho discutido as coisas relativas a vós, para que também vós sabeis sobre mim (compare Cl 4:7-8).

Tíquico – um asiático e também apto mensageiro portando as respectivas epístolas aos Efésios e Colossenses (At 20:4; 2Tm 4:12).

do Senhor – no trabalho do Senhor.

22 Eu o enviei até vós para isso, para que saibais o que acontece conosco, e ele conforte os vossos corações.

o que acontece conosco – grego, “as coisas concernentes a nós”, a saber, sobre mim mesmo. “Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, filho da irmã de Barnabé” (Cl 4:10).

23 Paz seja com os irmãos, e amor com fé, da parte de Deus Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

amor com fé – A fé é pressuposta como a deles; ele ora para que o amor possa acompanhá-lo (Gl 5:6).

24 A graça seja com todos os que amam ao nosso Senhor Jesus Cristo com amor que não falha.
Contraste a maldição sobre todos os que não O amam (1Co 16:22).

com amor que não falha – grego, “incorruptível” (1Pe 3:4). Não um amor terreno momentâneo, mas espiritual e eterno (Alford). Contraste Cl 2:22, coisas mundanas “que perecem com o uso”. Compare 1Co 9:25, “coroa corruptível e incorruptível”. “Puramente”, “santamente” (Estius), sem a corrupção do pecado (Veja 1Co 3:17, 2Pe 1:4, Jz 1:10). Onde o Senhor Jesus tem um verdadeiro crente, eu tenho um irmão (Bispo M’ikwaine). Aquele que é bom o suficiente para Cristo, é bom o suficiente para mim (R. Hall). As diferenças de opinião entre os cristãos verdadeiros são comparativamente pequenas, e mostram que eles não estão se seguindo como ovelhas ingênuas, cada um confiando no que esta diante de si. Sua concordância no principal, ao mesmo tempo em que mostra sua independência como testemunhas por divergir em coisas não essenciais, só pode ser explicada por estarem todos na direção certa. (At 15:8-9; 1Co 1:2; 1Co 12:3).

<Efésios 5 Filipenses 1>

Leia também uma introdução à Epístola aos Efésios.

Adaptado de: Commentary Critical and Explanatory on the Whole Bible. Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles –  14 de janeiro de 2019.

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