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1 Coríntios 1

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1 Paulo, chamado apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e o irmão Sóstenes,

chamado apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus – e não por sua própria vontada (veja At 22:17-21).

Sóstenes. É possível que seja o chefe da sinagoga mencionado em At 18:17, convertido desde aquela época. [Dummelow, 1909]

2 à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles, e nosso;

santificados em Cristo Jesus – ou seja, consagrados a Deus através da fé em Cristo, tendo Cristo vivendo neles e Sua influência os moldando.

chamados santos – visto que são consagrados a Cristo. Eles tinham o nome e também deveriam mostrar a natureza dos santos. A santidade da Igreja é continuamente sugerida nesta epístola.

com todos os que em todo lugar. A saudação é estendida para incluir todos os cristãos dos arredores. Havia um braço da Igreja em Cencreia, o porto oriental de Corinto (2Co 1:1; Rm 16:1).

invocam o nome. A oração foi oferecida a Cristo por todos os cristãos desde o tempo da Ascensão, e esta é uma das provas mais claras de que Ele era considerado verdadeiramente divino (At 7:59; 9:21). [Dummelow, 1909]

3 Graça seja convosco, e a paz de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Graça seja convosco, e a paz. Habitual saudação de Paulo às igrejas. A “graça” é o favor de Deus, e a “paz” é o resultado do desfrute desse favor. [Dummelow, 1909]

4 Sempre agradeço ao meu Deus por causa de vós, pela graça de Deus, que é dada a vós em Cristo Jesus.

Ele põe as causas de louvor e esperança entre eles em primeiro plano, para não desencorajá-los pela repreensão subsequente e para apelar a seus melhores eus.

Sempre – (compare Fp 1:4).

meu Deus – (Rm 1:8; Fp 1:3).

graçadada a vós – (Compare 1Co 1:7). [JFB]

5 Porque em todas as coisas estais enriquecidos nele, em toda palavra, e em todo conhecimento;

enriquecidosem toda palavra (“em toda capacidade de expressão”, NVT). Vocês são ricos na pregação da palavra, e no conhecimento da mesma. Paulo, tendo o propósito de aprofundar no abuso dos dois dons sobre os quais os coríntios mais se orgulhavam, “palavra” e “conhecimento” (1Co 1:20; 3:18; 4:19; 13:1-14), antes ganha boa vontade deles os parabenizando por terem esses dons. [JFU, 1871]

6 assim como o testemunho de Jesus Cristo foi confirmado entre vós,

o testemunho de Jesus Cristo. O testemunho do Apóstolo da pessoa e do poder de Cristo e da obra salvífica foi comprovado pelos seus efeitos sobre os coríntios. [Dummelow, 1909]

7 de modo que nenhum dom vos falta, enquanto esperais a manifestação do nosso Senhor Jesus Cristo,

nenhum dom vos falta – não que todos tivessem todos os dons, mas diferentes pessoas entre eles tinham dons diferentes (1Co 12:4, em diante). [JFU, 1871]

8 o qual também vos firmará até o fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.

o qual – Deus, 1Co 1:4 (não Jesus Cristo, 1Co 1:7, senão seria em seu dia).

irrepreensíveis no dia de nosso Senhor (1Ts 5:23). Depois desse dia não há perigo (Ef 4:30; Fp 1:6). Agora é o nosso dia para trabalhar, e o dia dos nossos inimigos nos tentarem; então será o dia de Cristo, e da Sua glória nos santos (Bengel).

no dia – ou seja, a vinda de Cristo. [JFU, 1871]

9 Fiel é Deus, por quem fostes chamados para a comunhão do seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.

fiel é Deus – às suas promessas (Fp 1:6; 1Ts 5:24).

chamados – segundo o Seu propósito (Rm 8:28).

para a comunhão do seu Filho Jesus. Para serem co-herdeiros com Cristo (Rm 8:17-28), sendo como Ele, filhos de Deus e herdeiros da glória (Rm 8:30; 2Ts 2:14; 1Pe 5:10; 1Jo 1:3). Crisóstomo (347-407 d.C) observa que o nome de Cristo é mencionado por Paulo com mais frequência nesta Epístola que em qualquer outra, segundo ele, isto ocorre para afastar os coríntios de sua admiração partidária à certos mestres direcionando-a apenas a Cristo. [JFU, 1871]

10 Mas eu vos rogo, irmãos, pelo nome do nosso Senhor Jesus Cristo, que todos faleis uma mesma coisa, e não haja divisões entre vós; antes estejais juntos com o mesmo entendimento, e com o mesmo parecer.

pelo nome do nosso Senhor Jesus Cristo. O Apóstolo apela a eles pelo Santo Nome de Jesus, o qual deve lembrá-los da sua unidade como Seus seguidores, já que todos eles foram batizados nEle.

faleis uma mesma coisa – ou seja, concordem que Cristo é o único líder de vocês. [Dummelow, 1909]

11 Porque, meus irmãos, foi-me informado acerca de vós, pelos da casa de Cloé, de que há brigas entre vós.

Cloé. Não sabemos nada sobre ela, a não ser seu nome. Os “da casa” dela podem ter sido filhos, irmãos ou criados.

brigas. As “divisões” de 1Co 1:10 haviam produzido conflitos provavelmente nas reuniões de adoração. [Dummelow, 1909]

12 Com isso que quero dizer é que cada um de vós afirma: 'Eu sou de Paulo' e 'Eu sou de Apolo' e 'Eu sou de Cefas' e 'Eu sou de Cristo'.

Os cristãos de Corinto estavam divididos em grupos, cada um preferindo e seguindo o exemplo de um mestre (Paulo, Apolo, Cefas, Cristo). Esses grupos ainda não se tinham separado em seitas opostas, mas a existência deles enfraqueceu o sentimento de unidade da Igreja. [Dummelow, 1909]

13 Cristo está dividido? Paulo foi crucificado por vós? Ou fostes vós batizados no nome de Paulo?

Paulo lembra aos coríntios indireta, mas enfaticamente, a crucificação de Cristo por eles e o batismo em Seu nome. Por um tinham sido redimidos do pecado; pelo outro tinham sido dedicados ao serviço de Cristo, e tinham entrado em comunhão com Ele. Como então eles poderiam colocar outros lado a lado com o seu Senhor crucificado? [Dummelow, 1909]

14 Agradeço a Deus por não ter batizado nenhum de vós, a não ser Crispo e Gaio;

Agradeço a Deus. Se Paulo tivesse batizado muitos, alguns poderiam ter dito que ele tinha fundado um partido dentro da igreja em seu próprio nome. Crispo (veja At 18:8), “o chefe da sinagoga”, Gaio, “hospedeiro meu e toda a igreja” (Rm 16:23): a evidente importância e posição destes dois, e que eles tenham sido os primeiros convertidos, pode explicar o fato do Apóstolo incomumente ter os batizado. [Ellicott, 1905]

15 para que ninguém diga que eu tenha batizado em meu nome.

Ou então, “para que ninguém diga que foi batizado em meu nome”. “Porque agora ninguém pode pensar que eu estava procurando começar algo novo, fundando uma ‘Igreja de Paulo'” (VIVA).

16 Também batizei aos da casa de Estéfanas; além desses, não sei se batizei algum outro.

Estéfanas – que agora estava com Paulo (1Co 16:17). Ele tinha sido o primeiro coríntio convertido (1Co 16:15). [Dummelow, 1909]

17 Porque Cristo não me enviou para batizar, mas sim, para evangelizar; não com sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo não se torne inútil.

não me enviou para batizar. O Apóstolo se dedicou, tanto quanto possível, ao trabalho da pregação, e deixou o batismo, em grande parte, nas mãos dos seus companheiros.

não com sabedoria de palavras – ou seja, prestando atenção, não à maneira de apresentar a verdade (com retórica), mas à substância (ou conteúdo) da própria verdade. [Dummelow, 1909]

18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para os que se salvam é poder de Deus.

palavra – ou mensagem sobre a cruz; em contraste com a (assim chamada) “sabedoria de palavras” em 1Co 1:17.

os que perecem – isto é, preferindo a “sabedoria de palavras” humana à doutrina da “cruz de Cristo”. Não é o estado final a que se refere. Assim também em 2Co 2:15-16.

para os que se salvam ou seja, que estão no caminho da salvação, caminho o qual nós pertencemos.

poder de Deus – incluindo a “sabedoria de Deus” (1Co 1:24); o oposto de “loucura” (Rm 1:16; 15:13). O que parece ao mundo “fraqueza” no plano de Deus (1Co 1:25), e em seu modo de entrega por Seu apóstolo (1Co 2:3), é realmente “poder” para eles, e neles, para a salvação. O que parece “loucura”, por desejar a “sabedoria de palavras” (1Co 1:17), é realmente a mais elevada “sabedoria de Deus” (1Co 1:24). [JFU, 1871]

19 Pois está escrito: 'Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a inteligência dos inteligentes'.

Pois está escrito – em Is 29:14.

Em outras palavras, “Eu destruirei todos os planos humanos de salvação, não importa quão sábios eles pareçam, e ignorarei as melhores idéias dos homens, até as mais brilhantes” (VIVA).

20 Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o questionador desta era? Por acaso Deus não tornou a sabedoria deste mundo em loucura?

Para a segunda citação, que originalmente era uma canção de triunfo sobre os inimigos de Israel, o apóstolo faz uma aplicação geral.

o sábio. A referência geral nesta palavra é àqueles que exaltariam o conhecimento humano, enquanto o escriba indica o judeu e o questionador o grego, que debatia a filosofia (At 6:9; 9:29).

deste mundo. Essas palavras qualificam todos os três mencionados, e não exclusivamente “o questionador”. “Mundo” não significa aqui o mundo físico, mas, em um sentido ético, “desta era”, em contraste com a que está por vir (Mt 12:32; Mc 10:30) . É empregado posteriormente (última palavra de 1Co 1:20 e em 1Co 1:21) para designar todos os que estão fora da comunhão cristã, pois no versículo seguinte ele é contrastado com “os que creem”. [Ellicott, 1905]

21 Pois já que, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sabedoria, Deus se agradou de salvar os que creem por meio da loucura da pregação.

na sabedoria de Deus – isto é, como parte de sua economia divina. Em outras palavras, ” Deus, em sua sabedoria, providenciou que o mundo não o conhecesse por meio de sabedoria humana” (NVT).

o mundo não conheceu a Deus. Essas palavras poderiam ser escritas como um epitáfio no túmulo da filosofia antiga e da filosofia e ciência modernas, na medida em que assumem uma forma anticristã (Lc 10:21). A sabedoria humana, quando se baseia unicamente em si mesma, pode tatear por Deus, mas dificilmente pode encontrá-lo (At 17:26-27). [Pulpit, 1895]

22 Porque os judeus pedem um sinal miraculoso, e os gregos buscam sabedoria.

os gregos buscam sabedoria – isto é, uma demonstração filosófica do cristianismo. Cristo, ao invés de provas demonstrativas, exige fé no fundamento de Sua palavra, e de provas razoáveis de que a suposta revelação é Sua palavra. O cristianismo começa não com a solução de dificuldades intelectuais, mas com a satisfação do coração que anseia por perdão. Assim, não os gregos refinados, mas os judeus teocráticos, foram o instrumento escolhido para propagar a revelação.Novamente, a Atenas intelectual (At 17:18-21, etc.) recebeu o Evangelho com menos prontamente do que a Corinto comercial. [JFU, 1871]

23 Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é motivo de ofensa para os Judeus, e loucura para os gregos.

nós – Paulo e Apolo.

Cristo crucificado. O original grego não expressa o simples fato de Sua crucificação, mas o caráter permanente adquirido por ela, pela qual Ele é agora um Salvador (Gl 3:1).  Um Messias crucificado foi a pedra em que os judeus tropeçaram (Mt 21:44). A oposição de judeus e gentios mostra que uma religião aparentemente tão desprezível em sua origem não poderia ter sido bem-sucedida se não fosse divina. [JFU, 1871]

24 Porém aos que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus.

aos que são chamados – aqueles quem a mensagem encontrou resposta.

Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus. Ele é o “poder de Deus”, porque Ele capacita o pecador a vencer seu pecado; e a “sabedoria de Deus”, porque Ele revela a mente de Deus e o caminho da salvação. [Dummelow, 1909]

25 Porque a loucura de Deus é mais sábia que os seres humanos; e a fraqueza de Deus é mais forte que os seres humanos.

a loucura de Deus. Este método de salvação pela Cruz de Cristo, na verdade, salvou os homens de seus pecados. E assim a chamada “loucura de Deus” provou na prática ser mais sábia do que os sábios métodos dos homens. [Dummelow, 1909]

26 Vede, pois, o vosso chamado, irmãos; pois dentre vós não há muitos sábios em sabedoria humana, nem muitos poderosos, nem muitos da elite.

Vede, pois, o vosso chamado, irmãos – ou seja, “pensem no que vocês eram quando foram chamados” (NVI).

27 Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para envergonhar os sábios; e Deus escolheu as fracas deste mundo para envergonhar as fortes.

Os loucos cristãos de Corinto triunfaram sobre toda a aclamada sabedoria dos filósofos; aqueles fracos seguidores de Cristo espalharam a verdade pelo mundo enquanto Corinto e Atenas desmoronavam. [Coffman, 1983]

envergonhar. Deus envergonha os sábios ao realizar através dos Seus instrumentos, sem a sabedoria humana, o que os sábios mundanos, com ela, não podem realizar, ou seja, trazer salvação aos homens.

escolheuescolheu. A repetição indica a graciosa intencionalidade do propósito de Deus (Tg 2:5). [JFU, 1871]

28 E Deus escolheu as coisas desprezíveis deste mundo, e as sem valor, e as que não são, para reduzir a nada as que são;

as coisas desprezíveis deste mundo, e as sem valor. O apóstolo aqui, muito provavelmente, está se referindo aos gentios. Estes eram considerados inferiores e desprezíveis aos olhos dos judeus, não sendo melhores do que os cães (Mt 15:26), repetidamente chamados as coisas que não sãoPor estas mesmas pessoas, convertidas ao cristianismo, Deus esvaziou as pretensões judaicas; e por meio dos próprios gentios ímpios, ele aniquilou toda a nação; de modo que até a própria Jerusalém foi, logo depois disso, pisoteada pelos gentios. [Clarke, 1832]

29 para que ninguém orgulhe de si mesmo diante dele.

para ninguém orgulhe de si mesmo – visto que o chamado de Deus não se dá por causa de qualquer posição ou vantagem terrena. [Dummelow, 1909]

30 Mas vós sois dele em Cristo Jesus, o qual, por parte de Deus, se tornou para nós sabedoria, justiça, santificação, e redenção;

vós sois dele – não são de mesmos vocês (Ef 2:8), mas dEle (Rm 11:36), tendo-se tornado Seus filhos em Cristo.

em Cristo – vivendo unido com Ele. Não “na carne” (1Co 1:26,29).

sabedoria – inatingível pelo modo mundano de buscá-la (1Co 1:19-20; contraste Cl 2:3; Pv 8:1-36; Is 9:6). Por meio dela nos tornamos “sábios para a salvação”, devido à Sua sabedoria em originar e executar o plano, ao passo que outrora éramos “tolos”.

justiça – o fundamento da nossa justificação (Jr 23:5-6; Rm 4:25; 2Co 5:21); enquanto que outrora éramos “fracos” (Rm 5:6). Is 42:21; Is 45:24.

santificação – pelo seu Espírito. A seguir, nossa justiça e santificação serão igualmente perfeitas e inerentes. Ora, a justiça com que somos justificados é perfeita, mas não inerente; aquilo com que somos santificados é inerente, mas não perfeito (Hooker). Agora a santificação é perfeita em princípio, mas não em realização. Estes dois estão unidos no grego como formando essencialmente, mas uma coisa, como distinto da “sabedoria” em elaborar e executar o plano para nós (“abundou em nós em toda a sabedoria”, Ef 1:8), e “redenção” a conclusão final do esquema na libertação do corpo (a posição de “redenção” mostra por último que este sentido limitado é o pretendido aqui). Lc 21:28; Rm 8:23; Ef 1:14; Ef 4:30.

redenção – enquanto que uma vez fomos “desprezados”. [JFB]

31 para que, assim como está escrito: 'Aquele que se orgulha, orgulhe-se no Senhor'.

Aquele que se orgulha, orgulhe-se no Senhor. Toda a obra da salvação é de Deus. Os coríntios, como muitos outros depois, estavam inclinados a tomar parte do crédito para si mesmos. O Apóstolo lembra-lhes a Quem ele pertence. Estas palavras são uma paráfrase de Jr 9:23-24. [Cambridge, 1896]

<Romanos 16 1 Coríntios 2>

Introdução à 1 Coríntios 1

Paulo, depois de cumprimentar a Igreja e agradecer por seus dons espirituais, repreende a preferência por vários mestres que predominava entre eles; tal espírito perdeu de vista Cristo crucificado, o único tema de todos os mestres cristãos. [Dummelow, 1909]

Visão geral de 1 Coríntios

Na sua Primeira Epístola aos Coríntios, “Paulo mostra aos novos cristãos de Corinto que até os problemas mais complexos da nossa vida podem ser abordados através da lente do evangelho”. Tenha uma visão geral da carta através deste breve vídeo (8 minutos) produzido pelo BibleProject.

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Leia também uma introdução à Primeira Epístola aos Coríntios.

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