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Êxodo 12

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A Páscoa é instituída

1 E falou o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo:

na terra do Egito. A Páscoa foi a única festa ordenada no Egito. Todas as outras ordenanças foram dadas no deserto do Sinai ou nas planícies de Moabe. [Whedon, 1874]

2 Este mês vos será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dos meses do ano.

o princípio dos meses. O êxodo é um acontecimento fundamental na história da redenção (compare com Jz 19:30; 1Rs 6:1), para marcar sua importância o mês em que ocorre deveria passar a ser contado como o primeiro mês do ano eclesiástico. Este é o mês de Abibe (veja Êx 13:4; 23:15; 34:18; Dt 16:1), ou seja, o mês dos grãos recém-amadurecidos, e corresponde ao final de março e ao início de abril. Após o exílio, foi chamado pelo nome babilônico de Nisã (Ne 2:1). [Dummelow, 1909]

3 Falai a toda a congregação de Israel: Ao décimo dia deste mês tomarão para si um cordeiro cada um, segundo as casas de seus pais, um cordeiro para cada família.

Falai a toda a congregação de Israel. Provavelmente por meio de seus representantes.

Ao décimo dia deste mês – chamado abibe, entre março e abril.

4 Se a família for pequena demais para um cordeiro, então o tomará ele e o seu vizinho mais próximo segundo o número das almas; conforme o comer de cada um, calculareis quantos bastem para o cordeiro.

Se a família for pequena demais para um cordeiro. Segundo Josefo, tempos depois foi estabelecido que, no mínimo, dez pessoas eram necessárias para um cordeiro. Ele também diz que em seu tempo (entre a morte de Cristo e a destruição de Jerusalém) 250.000 cordeiros foram sacrificados na Páscoa e comparticipados por 2.700.000 pessoas. [Dummelow, 1909]

5 O animal será sem defeito, macho de um ano; vós o tomareis das ovelhas ou das cabras

O animal será sem defeito. O menor defeito tornava o cordeiro impróprio para o sacrifício. A perfeição física era exigida em todos os sacrifícios, mas especialmente no cordeiro pascal, que era um tipo de Cristo. [Whedon, 1874]

6 e o guardareis até o dia catorze desse mês; e toda a congregação do povo de Israel o imolará ao entardecer.

o guardareis até o dia catorze desse mês – para garantir que nenhum defeito passe desapercebido.

7 E tomarão do sangue, e o porão nos batentes laterais e na verga das casas em que o comerão.

O derramamento de sangue significou a oferta da vida a Deus. A aspersão “nos batentes e na verga” não era apenas um sinal para o anjo destruidor, mas uma indicação de que a expiação havia sido feita em nome dos que estavam na casa. [Dummelow, 1909]

8 E naquela noite comerão a carne assada ao fogo, e pães sem levedura; com ervas amargas o comerão.

carne assada ao fogo. A carne dos animais sacrificados que eram comidos pelos ofertantes era geralmente cozida: compare com 1Sm 2:13-14. Neste caso, a carne provavelmente deveria ser assada por causa da pressa (Êx 12:39) e para impedir que o animal fosse desmembrado: veja Êx 12:9,46. [Dummelow, 1909]

9 Nenhuma coisa comereis dele crua, nem cozida em água, mas sim assada ao fogo; sua cabeça com seus pés e seus intestinos.

sua cabeça com seus pés e seus intestinos. As entranhas era retiradas, limpas e recolocadas, e o cordeiro era então assado inteiro: compare com Ex 12:46, “nem quebrareis osso seu”. O cordeiro não mutilado simboliza a unidade de Israel. João vê nele, também, um sinal para os ossos de Cristo que não foram quebrados (Jo 19:36). [Dummelow, 1909]

10 Nada deixareis dele até pela manhã; porém o que dele ficar até pela manhã queimareis no fogo.

Essa proibição visa impedir que o que resta do sacrifício seja profanado. A queima era o modo regular de descartar os restos de todo animal sacrificial (Êx 29:34; Lv 4:12; 7:17). [Dummelow, 1909]

O rito da Páscoa

11 E assim tereis de comê-lo: cingidos vossos lombos, vossos calçados em vossos pés, e vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente: é a Páscoa do SENHOR.

A páscoa deve ser comida com toda indicação de pressa.

cingidos vossos lombos. Cingir os lombos é puxar a túnica e engatá-la no cinto, deixando assim as pernas mais livre para o trabalho ou correr (compare com 1Rs 18:46; 12:37; Lc 17:8).

é a Páscoa do SENHOR. O rito comemorava a “passagem” do SENHOR, isto é, Seu ato de poupar Seu povo fiel. A palavra é usada neste sentido em Is 31:5. [Dummelow, 1909]

12 Pois eu passarei naquela noite pela terra do Egito, e ferirei todo primogênito na terra do Egito, tanto nos homens como nos animais; e executarei juízos em todos os deuses do Egito. EU SOU O SENHOR.

em todos os deuses do Egito. Os deuses do Egito seriam incapazes de evitar o julgamento do SENHOR. Como no Egito muitas divindades eram adoradas na forma de animais, a destruição dos primogênitos dos animais seria percebida como a execução de um julgamento sobre esses deuses. [Dummelow, 1909]

13 O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes: quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito.

quando eu vir o sangue, passarei por vós. Essa forte expressão antropomórfica (compare com Gn 9:16), que, é claro, não deve ser entendida literalmente, como se o Ser Divino possuísse órgãos visuais, ou realmente precisasse contemplar um objeto, transmite aos israelitas a ideia de que o sinal era um meio essencial de libertação e segurança. Não se destinava apenas à confirmação de sua fé, mas implicava que o sangue era simbólico da expiação que o sacrifício do cordeiro pascal havia feito, e de cuja eficácia típica deveriam ser isentos do juízo que se aproximava dos egípcios. [JFU, 1871]

14 E hoje vos será em memória, e tereis de celebrá-lo como solenidade ao SENHOR durante vossas gerações; por estatuto perpétuo o celebrareis.

E hoje vos será em memória. O dia 14 de Abibe, ou Nisã, que seria para sempre memorável como o aniversário de Israel. O dia da lua cheia no “mês dos grãos recém-amadurecidos” deveria ser sempre a grande festa nacional de Israel. [Whedon, 1874]

Pão sem fermento

15 Sete dias comereis pães sem fermento; e assim o primeiro dia fareis que não haja fermento em vossas casas; porque qualquer um que comer pão levedado desde o primeiro dia até o sétimo, aquela alma será eliminada de Israel.

comereis pães sem fermento. O pão sem fermento representa a pureza de coração, o fermento simboliza a corrupção (Mt 16:6-12; 1Co 5:7). “O fermento”, diz Plutarco, “vem da corrupção e corrompe a massa com a qual é misturado; e toda fermentação parece ser uma putrefação”. O mandamento primário para celebrar a primeira páscoa com pão sem fermento, em vez de fermento (Ex 12:8), deve ser atribuído inteiramente a esse simbolismo. Mas a instituição permanente de uma “festa dos pães sem fermento”, com duração de uma semana, teve duplo sentido. Em parte, foi dada para aprofundar e intensificar a convicção de que a corrupção e a impureza desqualificam para o serviço religioso; mas também foi parcialmente dada como uma comemoração do fato de que, em sua fuga precipitada do Egito, o pão que levaram com eles foi sem fermento, e que eles foram forçados a sobreviver a isso por vários dias. A exigência de “tirar o fermento de suas casas” provavelmente visa ensinar, que para que o culto familiar seja aceitável, toda a família deve ser pura, e que para que isso aconteça o chefe de família deve, na medida do possível, retirar o fermento do pecado da sua casa.

qualquer um que comer pão levedadoserá eliminada de Israel. Expulso da congregação ou excomungado. Se alguém voluntariamente transgride qualquer preceito claro de Deus, ele deve ser separado da Igreja, até confessar sua culpa e arrepender-se. Essa era a disciplina da Igreja primitiva; e seria bom que as igrejas desses tempos modernos tivessem mais disso. [Pulpit, 1895]

16 No primeiro dia haverá santa convocação, e também no sétimo dia tereis uma santa convocação; nenhuma obra se fará neles, exceto somente que prepareis o que cada qual houver de comer.

haverá santa convocação – ou seja, a reunião do povo para fins religiosos: ver Nm 10:2-10. A abstenção do trabalho aqui ordenada não é tão rigorosa quanto no sábado e no Dia da Expiação: compare com Lv 23:8 com Lv 23:3,28 e com Êx 35:8. [Dummelow, 1909]

17 E guardareis a festa dos pães sem fermento, porque em este mesmo dia tirei vossos exércitos da terra do Egito: portanto guardareis este dia em vossas gerações por costume perpétuo.

vossos exércitos da terra do Egito – ou então, “suas multidões da terra do Egito” (NVT).

18 No primeiro mês, ao dia catorze do mês pela tarde, comereis os pães sem fermento, até o vinte e um do mês pela tarde.

pela tarde. O dia hebraico era contado a partir do final da tarde (Gn 1:5) e não a partir da meia noite como hoje em dia.

19 Por sete dias não se achará fermento em vossas casas, porque qualquer um que comer algo fermentado, tanto o estrangeiro como o natural da terra, tal alma será eliminada da congregação de Israel.

O pão sem fermento representa a pureza de coração, o fermento simboliza a corrupção (Mt 16:6-12; 1Co 5:7). “O fermento”, diz Plutarco, “vem da corrupção e corrompe a massa com a qual é misturado; e toda fermentação parece ser uma putrefação”. A instituição permanente de uma “festa dos pães sem fermento”, com duração de uma semana, teve duplo sentido. Em parte, foi dada para aprofundar e intensificar a convicção de que a corrupção e a impureza desqualificam para o serviço religioso; mas também foi parcialmente dada como uma comemoração do fato de que, em sua fuga precipitada do Egito, o pão que levaram com eles foi sem fermento, e que eles foram forçados a sobreviver a isso por vários dias. A exigência de “tirar o fermento de suas casas” provavelmente visa ensinar, que para que o culto familiar seja aceitável, toda a família deve ser pura, e que para que isso aconteça o chefe de família deve, na medida do possível, retirar o fermento do pecado da sua casa.

qualquer um que comer algo fermentadoserá eliminada de Israel. Expulso da congregação ou excomungado. Se alguém voluntariamente transgride qualquer preceito claro de Deus, ele deve ser separado da Igreja, até confessar sua culpa e arrepender-se. Essa era a disciplina da Igreja primitiva; e seria bom que as igrejas desses tempos modernos tivessem mais disso. [Pulpit, 1895]

20 Nenhuma coisa fermentada comereis; em todas as vossas habitações comereis pães sem fermento.

Aqui não há uma repetição, mas um acréscimo. “Nenhuma coisa fermentada comereis”, não apenas pão levedado (Ex 12:15), mas também nenhum bolo fermentado de qualquer tipo. E “em todas as vossas habitações comereis pães sem fermento”, isto é, onde quer que morem, seja no Egito, ou no deserto, ou na Palestina, ou na Babilônia, esta lei será guardada. Assim, os judeus a observam em toda parte até hoje, embora já não sacrifiquem o cordeiro pascal. [Pulpit, 1895]

A décima praga: a morte dos primogênitos

21 E Moisés convocou a todos os anciãos de Israel, e disse-lhes: Escolhei, e tomai para vós cordeiros para vossas famílias, e sacrificai a páscoa.

Moisés convocou a todos os anciãos de Israel. Ele tinha sido orientado a “falar a toda a congregação” (Êx 12:3), mas entendeu que a orientação lhe permitia fazer isso de forma intermediária, através dos anciãos. [Ellicott, 1905]

22 E tomai um molho de hissopo, e molhai-lhe no sangue que estará em uma bacia, e untai a verga e os batentes laterais com o sangue que estará na bacia; e nenhum de vós saia das portas de sua casa até a manhã.

hissopo. Esta é a primeira menção ao hissopo na Bíblia. Ele é descrito como uma planta “que nasce na parede” (1Rs 4:33). Muitas hipóteses foram formadas sobre qual a espécie dessa planta. Alguns afirmam que era uma espécie de manjerona (origanum), seis espécies das quais são encontradas na Palestina. Outros com maior probabilidade pensam que era a alcaparra (Capparis spinosa). Essa planta cresce no Egito, no deserto do Sinai e na Palestina. Ela é capaz de produzir um caule com até 120 centímetros de comprimento (Mt 27:48Mc 15:36. Comp. Jo 19:29). Entretanto é difícil afirmar com certeza. [Easton, 1896]

23 Porque o SENHOR passará ferindo os egípcios; e quando vir o sangue na verga e nos batentes laterais, passará o SENHOR aquela porta, e não deixará entrar o destruidor em vossas casas para vos ferir.

o destruidor. A “praga” de Êx 12:13 é aqui chamada “o destruidor”, e novamente em Hb 12:28. O SENHOR parece ter empregado um anjo, ou “anjos” (Sl 78:49), como Seus agentes para realizar a matança dos primogênitos. Compare com 2Sm 24:16; 1Cr 21:15; 2Rs 19:35). Não há luta ou oposição (como pensam alguns teólogo) entre o SENHOR e “o destruidor”, que é meramente seu servo (Hb 1:14), antes de entrar em algumas casas e “passar por cima” de outras. [Ellicott, 1905]

24 E guardareis isto por estatuto para vós e para vossos filhos para sempre.

Ou então, “Obedeçam a estas instruções como decreto perpétuo para vocês e para os seus descendentes” (NVI).

25 E será que quando houverdes entrado na terra que o SENHOR vos dará, como tem falado, que guardareis este rito.

quando houverdes entrado na terraguardareis (“continuarão a realizar”, NVT) este rito. A ordenança da Páscoa foi instituída desde o início com uma referência futura à sua observância anual na terra prometida. [JFU, 1871]

26 E quando vos perguntarem vossos filhos: Que quereis dizer com este rito?

Que quereis dizer com este rito? ou então, “O que significa esta cerimônia?” (NVI).

27 Respondereis: É o sacrifício da Páscoa do SENHOR, que passou nas casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios, e livrou nossas casas. Então o povo se inclinou e adorou.

É o sacrifício da Páscoa do SENHOR. A palavra enfática é “Páscoa”; e o que deveria ser explicado é o significado desse termo. A explicação envolveria um relato histórico das circunstâncias da instituição, de tal modo a despertar sentimentos de gratidão e devoção. [Ellicott, 1905]

28 E os filhos de Israel se foram, e fizeram exatamente assim, como o SENHOR havia mandado a Moisés e a Arão.

e fizeram exatamente assim. A longa série de milagres realizados por meio de Moisés e Arão impressionou tanto o povo, que eles obedeceram prontamente. [Pulpit, 1895]

A morte dos primogênitos

29 E aconteceu que à meia-noite o SENHOR feriu todo primogênito na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó que se sentava sobre seu trono, até o primogênito do prisioneiro que estava no cárcere, e todo primogênito dos animais.

à meia-noite – da noite depois da Páscoa, no dia quinze de Abibe. O dia judaico é contado do pôr do sol ao pôr do sol. [Dummelow, 1909]

30 E levantou-se naquela noite Faraó, ele e todos os seus servos, e todos os egípcios; e havia um grande clamor no Egito, porque não havia casa onde não houvesse morto.

e havia um grande clamor no Egito – ou então, “um grande lamento em toda a terra do Egito” (NVT).

O êxodo

31 Então mandou chamar a Moisés e a Arão de noite e disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; ide, servi ao SENHOR como tendes dito.

mandou chamar a Moisés e a Arão – ou seja, ele enviou a mensagem aqui mencionada a eles; pois, depois do que é mencionado Êx 10:28-29 e Êx 11:8, não parece que ele tenha tido outra reunião com Moisés e Arão, . [Clarke, 1832]

32 Tomai também vossas ovelhas e vossas vacas, como dissestes, e ide; e abençoai também a mim.

Tomai também vossas ovelhas e vossas vacas. O Faraó, assim, retirou a proibição de Êx 10:24 e “deu os sacrifícios e holocaustos” que Moisés havia exigido (Êx 10:25).

abençoai também a mim. Seu desejo por uma bênção de Moisés e Arão, antes que eles partissem, provavelmente surgiu de uma convicção – baseada nos milagres que ele tinha testemunhado – de que a intercessão deles teria mais proveito com Deus do que a de seus próprios sacerdotes. [Pulpit, 1895]

33 Os egípcios apertavam o povo, para o lançarem fora da terra à pressa; porque diziam: Todos seremos mortos.

Os egípcios apertavam o povo, para o lançarem fora da terra à pressa – ou então, “pressionavam o povo para que se apressasse em sair do país” (NVI). Não só o Faraó, mas a nação egípcia em geral estava ansiosa pela partida imediata dos israelitas, e a apressou em todos os sentidos. Isso deve ter facilitado muito a partida de todos de uma só vez. Isso também explica a prontidão dos egípcios em se desfazerem de suas “jóias” e “vestes” (Êx 12:35). [Ellicott, 1905]

34 O povo tomou a sua massa antes que fosse ela levedada, sendo as suas amassadeiras atadas em seus vestidos sobre os seus ombros.

Ou seja, “Os israelitas levaram a massa de pão sem fermento, embrulharam as vasilhas em seus mantos e as colocaram sobre os ombros” (NVT).

35 E fizeram os filhos de Israel conforme o mandamento de Moisés, pedindo aos egípcios objetos de prata, e objetos de ouro, e roupas.

fizeram os filhos de Israel conforme o mandamento de Moisés (Ex 3:21-22).

36 O SENHOR deu ao povo graça aos olhos dos egípcios, de maneira que estes deram ao povo o que pedia; assim eles despojaram ao egípcios.

eles despojaram ao egípcios – ou então, “os israelitas tomaram para si as riquezas dos egípcios” (NVT). O resultado foi que os israelitas saíram, não como escravos, mas como conquistadores, adornados com as jóias dos egípcios. [Pulpit, 1895]

A saída dos israelitas do Egito

37 E partiram os filhos de Israel de Ramessés a Sucote, cerca de seiscentos mil homens a pé, sem contar os meninos.

cerca de seiscentos mil homens – ou seja, de vinte anos e mais, aptos para a guerra. Calcula-se que somando as mulheres e crianças dê, provavelmente, um total de três milhões pessoas. [Dummelow, 1909]

38 E também subiu com eles uma grande mistura de pessoas; e ovelhas, e vacas, uma grande multidão de gado.

uma grande mistura de pessoas – estrangeiros e egípcios casados com israelitas ou então escravos. Lemos sobre isso novamente em Lv 24:10; Nm 11:4. [Dummelow, 1909]

39 E assaram bolos sem fermento da massa que haviam levado do Egito; porque não havia levedado, porquanto expulsando-os os egípcios, não haviam podido deter-se, nem ainda preparar para si comida.

Ou então, “Com a massa que haviam trazido do Egito, fizeram pães sem fermento. A massa não tinha fermentado, pois eles foram expulsos do Egito e não tiveram tempo de preparar comida” (NVI).

40 O tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.

Cumprindo a profecia dada pelo SENHOR a Abrão, “tua descendência será peregrina em terra que não é sua, e serão escravizados e afligidos por quatrocentos anos. Mas também a nação a quem servirão, eu julgarei; e depois disto sairão com grande riqueza” (Gn 15:13-14).

41 E passados quatrocentos e trinta anos, no mesmo dia saíram todos os exércitos do SENHOR da terra do Egito.

no mesmo dia saíram – ou seja, no mesmo dia após a Páscoa e a morte dos primogênitos – décimo quinto dia do mês de Abibe. [JFU, 1871]

42 É noite de guardar ao SENHOR, por havê-los tirado nela da terra do Egito. Esta noite devem guardar ao SENHOR todos os filhos de Israel em suas gerações.

Ou então, “Assim como o Senhor passou em vigília aquela noite para tirar do Egito os israelitas, estes também devem passar em vigília essa mesma noite, para honrar ao Senhor, por todas as suas gerações” (NVI).

43 E o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Esta é a ordenança da Páscoa: Nenhum estrangeiro comerá dela;

Nenhum estrangeiro comerá dela. Se um estrangeiro desejasse fazer parte, e aceitasse a circuncisão para si e para os homens de sua família, ele poderia participar da Páscoa.  Compare com Êx 12:43. [Ellicott, 1905]

44 Porém todo o escravo comprado por dinheiro, depois que o tiveres circuncidado, comerá dela.

todo o escravo comprado. Escravos nascidos em casa eram obrigados a serem circuncidados no oitavo dia, como os israelitas (Gn 17:13). Escravos comprados podiam escolher. É digno de nota que o escravo circuncidado fosse admitido em plena igualdade religiosa com seu senhor. [Ellicott, 1905]

45 O estrangeiro e o assalariado não comerão dela.

assalariado – que não fosse circuncidado, é claro.

46 O cordeiro há de ser comido numa só casa; da sua carne não levareis nada fora da casa, nem lhe quebrareis osso algum.

nem lhe quebrareis osso algum. A não mutilação do cordeiro simboliza a unidade de Israel. João vê nisso, também, um sinal para os ossos de Cristo que não foram quebrados (Jo 19:36). [Dummelow, 1909]

47 Toda a congregação de Israel a observará.

Todos os israelitas deverão celebrar a Páscoa (compare com Nm 9:13).

48 Mas se algum estrangeiro peregrinar contigo, e quiser celebrar a páscoa do SENHOR, seja-lhe circuncidado todo homem, e então se chegará a fazê-la, e será como o natural da terra; mas nenhum incircunciso comerá dela.

seja-lhe circuncidado todo homem – ou seja, “todos os do sexo masculino da sua família” (NVI).

será como o natural da terra – ou seja, “como qualquer israelita de nascimento” (NVT).

49 A mesma lei será para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vós.

A mesma lei – ou seja, a necessidade da circuncisão para participar da Páscoa.

50 Assim o fizeram todos os filhos de Israel; como mandou o SENHOR a Moisés e a Arão, assim o fizeram.

Assim o fizeram todos os filhos de Israel – ou seja, os israelitas, em sua primeira páscoa, agiram de acordo com essas normas, especialmente ao admitir na festa todas as pessoas circuncidadas, nativas ou estrangeiras, e rejeitar todos os incircuncisos. [Pulpit, 1895]

51 E naquele mesmo dia o SENHOR tirou os filhos de Israel da terra do Egito, agrupados em seus esquadrões.

agrupados em seus esquadrões (“organizados segundo as suas divisões”, NVI; ou então, “como um exército”, NVT).

<Êxodo 11 Êxodo 13>

Visão geral de Êxodo

Em Êxodo 1-18, “Deus resgata os Israelitas de uma vida de escravidão no Egito e confronta o mal e as injustiças do Faraó” (BibleProject). (6 minutos)

🔗 Abrir vídeo no Youtube.

Em Êxodo 19-40, “Deus convida os Israelitas a um relacionamento de aliança e vive no meio deles, no Tabernáculo, mas Israel age em rebeldia e estraga o relacionamento” (BibleProject). (6 minutos)

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Leia também uma introdução ao livro do Êxodo.

Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles – março de 2020.