Limpai pois o velho fermento, para que sejais nova massa, assim como vós sois de fato sem fermento. Porque Cristo, nosso cordeiro da páscoa, foi sacrificado por nós. (1 Coríntios 5:7)
Comentário de A. R. Fausset
velho fermento – O remanescente da “velha” corrupção (Efésios 4:22-24) pagã e natural. A figura é tirada do extremo cuidado dos judeus em procurar em todos os cantos de suas casas, e “tirar” cada partícula de fermento até tempo de matar o cordeiro antes da Páscoa (Deuteronômio 16:3-4). Assim, os cristãos estão continuamente examinando e purificando seus corações (Salmo 139:23-24).
vós sois de fato sem fermento – normalmente, e no que diz respeito ao seu chamado cristão: livre do fermento do pecado e da morte (1Coríntios 6:11). Paulo muitas vezes baseia exortações na suposição de que os mestre cristãos já estejam na condição certa (Romanos 6:3-4) (Alford). Em relação à Igreja de Corinto quanto a “massa sem fermento”, ele pede a eles que correspondam de fato a isso seu estado normal. “Porque Cristo, nossa Páscoa (Êxodo 12:5-11, 21-23; Jo 1:29) foi sacrificado por nós”; isto é, como os judeus começaram os dias dos pão asmos com a morte do cordeiro pascal, assim, já que a nossa Páscoa já foi morta, não haja em vós fermento do mal que são a “massa sem fermento”.
Sem dúvida Paulo alude à Páscoa que tinha sido duas ou três semanas antes mantida pelos cristãos judeus (1Coríntios 16:8): os cristãos gentios provavelmente também abstinham-se do pão levedado nas festas de amor. Assim, a Páscoa judaica naturalmente deu lugar à nossa Páscoa cristã. O tempo, no entanto, de celebrar a festa (metafórica; isto é, levar a vida cristã de alegria na obra consumada de Cristo, compare Provérbios 15:15) entre nós cristãos, correspondendo à Páscoa judaica, não é limitado, como o última, a um período, mas é todo o nosso tempo; pois os benefícios transcendentes do sacrifício completo de uma vez por todas do nosso Cordeiro da Páscoa se estendem a todo o tempo de nossas vidas e desta dispensação cristã; em nenhuma parte do nosso tempo o fermento do mal é admitido.
Pois – uma razão adicional, além daquela em 1Coríntios 5:6, e uma mais convincente para remover todo fermento do mal; a saber, que Cristo já foi sacrificado, enquanto o velho fermento ainda não foi removido, o que deveria ter sido há muito tempo eliminado. [Jamieson; Fausset; Brown]
<Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles, com adaptação de Luan Lessa – janeiro de 2021.