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Epístola aos Filipenses

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A epístola aos Filipenses foi escrita por Paulo durante os dois anos em que ele estava preso em Roma (Fp 1:7-13), provavelmente no início do ano 62dC ou no final de 61dC.

Os filipenses haviam enviado Epafrodito, mensageiro deles, com contribuições para satisfazer as necessidades do apóstolo; e no seu retorno, Paulo enviou de volta esta carta. Com essa preciosa comunicação, Epafrodito parte em sua jornada de volta para casa. “A alegria causada pelo seu retorno, e o efeito desta carta maravilhosa quando lida pela primeira vez na igreja de Filipos, nos estão oculto. E podemos quase dizer que com esta carta a própria igreja passa de nosso ponto de vista. Hoje, Em pastos silenciosos, o gado tranquilo pasta entre as ruínas que marcam o local do que antes era a colônia romana florescente de Filipos, o lar da igreja mais atraente da era apostólica. Mas o nome, a fama e a influência espiritual dessa igreja nunca passarão. Para miríades de homens e mulheres de todos os tempos e nações, a carta escrita numa masmorra de Roma, e levada pela Via Egnácia por um discreto mensageiro cristão, tem sido uma luz divina e um alegre guia pelos caminhos mais acidentados da vida” (Professor Beet).

A igreja em Filipos foi o primeiro fruto do cristianismo europeu. Seu apego ao apóstolo era muito fervoroso, e assim também era a afeição dele por eles. Só eles de todas as igrejas o ajudaram com suas contribuições, que ele reconhece com gratidão (At 20:33-35; 2Co 11:7-12; 2Ts 3:8). A generosidade dos filipenses aparece de forma muito evidente (Fp 4:15). “Esta era uma característica das missões macedônias, como 2 Corintios 8 e 9 amplamente provam. É notável que os conversos macedônios eram, como classe, muito pobres (2Co 8:2); e os fatos paralelos, sua pobreza e seu apoio aberto ao grande missionário e sua obra são profundamente harmoniosos.

O conteúdo desta epístola dá uma visão interessante sobre a condição da igreja em Roma no momento em que foi escrita. O aprisionamento de Paulo, somos informados, não foi um obstáculo para a pregação do evangelho, mas sim “foi para a promoção do evangelho”. O evangelho se espalhou muito extensivamente entre os soldados romanos, com quem ele estava em constante contato, e os cristãos cresceram em uma “grande multidão”. É claro que o cristianismo estava neste momento fazendo um rápido avanço em Roma.

As declarações doutrinais desta epístola mantêm uma estreita relação com as da epístola aos romanos. Compare também Fp 3:20 com Ef 2:12,19, onde a igreja é apresentada sob a ideia de uma cidade ou comunidade pela primeira vez nos escritos de Paulo. A glória pessoal de Cristo também é estabelecida em formas de expressão quase paralelas em Fp 2:5-11, em comparação com Ef 1:17-23; 2:8; e Cl 1:15-20. “Esta exposição da graça e da maravilha de Sua majestade pessoal, da Sua humildade pessoal e exaltação pessoal depois dela”, encontrada nestas epístolas, “é, em grande medida, um novo desenvolvimento nas revelações dadas por Paulo” (Moule). Outras analogias minuciosas em formas de expressão e de pensamento também são encontradas nestas epístolas da prisão.

Adaptado de: Illustrated Bible Dictionary (Philippians, Epistle to).

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