Sinédrio

Sinédrio (synedrion em grego), significa “reunião conjunta” ou “conselho”. Esta palavra (traduzida como “conselho”) é frequentemente usada no Novo Testamento (Mateus 5:22; 26:59; Marcos 15:1, etc.) para denotar o supremo conselho judicial e administrativo dos judeus, que, dizem, foi instituído por Moisés e composto por setenta homens (Números 11:16-17). Mas isso parece ter sido apenas um arranjo temporário feito por Moisés. Este conselho é com maior probabilidade originado entre os judeus quando eles estavam sob o domínio dos reis sírios no tempo dos Macabeus. O nome é empregado pela primeira vez pelo historiador judeu Josefo. Este “conselho” é referido simplesmente como “os principais sacerdotes e anciãos do povo” (Mateus 26:3,47,57,59; 27:1,3,12,20, etc.), diante dos quais Cristo foi julgado sob a acusação de alegar ser o Messias. Pedro e João também foram trazidos por disseminar “heresias” (Atos 4:1-23; 5:17-41); como também foi Estevão em uma acusação de blasfêmia (Atos 6:12-15), e Paulo por violar uma regra do templo (Atos 22:30; 23:1-10).

O Sinédrio é composto por setenta e um membros, sendo o sumo sacerdote o presidente. Eles eram de três classes (1) os principais sacerdotes, ou chefes dos vinte e quatro turnos  sacerdotais (1Crônicas 24), (2) os escribas e (3) os anciãos. Como a mais alta corte de juízes, “em todas as causas e sobre todas as pessoas, eclesiástica e civil, suprema”, seus decretos eram obrigatórios, não apenas sobre os judeus na Palestina, mas sobre todos os judeus onde quer que estivessem espalhados. Sua jurisdição foi bastante restringida por Herodes e depois pelos romanos. Seu local habitual de reunião era dentro do recinto do templo, no “Gazite” (ou salão das pedras polidas), mas às vezes se encontrava também na casa do sumo sacerdote (Mateus 26:3), que era auxiliado por dois vice-presidentes.

Adaptado de: Illustrated Bible Dictionary (Sanhedrim).