Bíblia

Gênesis 27

Isaque abençoa Jacó

1 E aconteceu que quando Isaque já estava velho, e seus olhos tão fracos que ele não podia enxergar, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho. E ele respondeu: Aqui estou!

quando Isaque já estava velho [provavelmente cento e trinta e sete anos]. Isaque tinha quarenta anos quando casou com Rebeca (Gn 25:20); sessenta anos quando Esaú e Jacó nasceram (Gn 25:26); e cem anos quando Esaú casou com Judite e Basemate (Gn 26:34).

seu filho mais velho – e favorito (Gn 25:28). [Cambridge, 1921]

2 E ele disse: Já estou velho, não sei o dia de minha morte:

não sei o dia de minha morte – logo, “posso morrer a qualquer momento”.

3 Agora, pois, pega as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, sai ao campo, e apanha para mim uma caça;

as tuas armas. A aljava e o arco são as armas do caçador. Esaú como “um homem do campo” deve ir “ao campo”, ou seja, para o campo aberto. Segundo o Targum Onkelos, “tua espada e teu arco”; compare com Gn 48:22. [Cambridge, 1921]

4 E faze-me um guisado, como eu gosto, e traze-o a mim, e comerei: a fim de que a minha alma te abençoe antes que eu morra.

a fim de que a minha alma te abençoe antes que eu morra. Ao tentar dar a bênção a Esaú, seu filho primogênito, Isaque estava agindo em oposição ao decreto revelado de Deus: ver Gn 25:23. [Dummelow, 1909]

5 Rebeca estava escutando quando Isaque falou a Esaú, seu filho. Esaú foi ao campo para apanhar caça e trazê-la.

Rebeca sabia que a bênção seria de Jacó; ela, portanto, usou tal estratégia para impedir que uma injustiça fosse cometida e obter o cumprimento do propósito de Deus. Contudo, ela deveria ter deixado que Deus realizasse à Sua maneira. Tais “fraudes piedosas” são o resultado de uma fé fraca na sabedoria e no método da providência divina. A narrativa atual desmente o provérbio mundano de que “o fim justifica os meios”. [Dummelow, 1909]

6 Então Rebeca falou a Jacó seu filho, dizendo: Eis que eu ouvi a teu pai que falava com Esaú teu irmão, dizendo:

Rebeca sabia que a bênção seria de Jacó; ela, portanto, usou tal estratégia para impedir que uma injustiça fosse cometida e obter o cumprimento do propósito de Deus. Contudo, ela deveria ter deixado que Deus realizasse à Sua maneira. Tais “fraudes piedosas” são o resultado de uma fé fraca na sabedoria e no método da providência divina. A narrativa atual desmente o provérbio mundano de que “o fim justifica os meios”. [Dummelow, 1909]

7 Traze-me uma carne de caça, e faze-me um guisado, para que eu coma, e te abençoe diante do SENHOR antes que eu morra.

A fala de Rebeca, em repetição do que Isaque disse a seu filho Esaú (Gn 27:4), acrescenta “diante do SENHOR”. Não se sabe se isso foi adicionado por ela, ou omitido pelo escritor de Gênesis na fala de Isaque.

8 Agora, pois, filho meu, obedece à minha voz no que te mando;

obedece à minha voz. José é o favorito de Rebeca (compare com Gn 25:28). Rebeca está preparada para enganar Isaque, a fim de que Jacó obtenha a tão desejada bênção. Como em Gn 24, ela mostra energia e decisão. Ela acredita que a bênção de Isaque sobre Esaú reverteria a revelação que ela mesma havia recebido (Gn 25:23) e anularia o privilégio que Jacó havia comprado (Gn 25:33). Ela [provavelmente] está com ciúmes por causa dele. [Cambridge, 1921]

9 Vai ao rebanho, e traze-me de lá das cabras dois bons cabritos. Deles farei um manjar saboroso para teu pai, como ele gosta;

Rebeca sabia que a bênção seria de Jacó; ela, portanto, usou tal estratégia para impedir que uma injustiça fosse cometida e obter o cumprimento do propósito de Deus. Contudo, ela deveria ter deixado que Deus realizasse à Sua maneira. Tais “fraudes piedosas” são o resultado de uma fé fraca na sabedoria e no método da providência divina. A narrativa atual desmente o provérbio mundano de que “o fim justifica os meios”. [Dummelow, 1909]

10 E tu as levarás a teu pai, e comerá, para que te abençoe antes de sua morte.

Rebeca sabia que a bênção seria de Jacó; ela, portanto, usou tal estratégia para impedir que uma injustiça fosse cometida e obter o cumprimento do propósito de Deus. Contudo, ela deveria ter deixado que Deus realizasse à Sua maneira. Tais “fraudes piedosas” são o resultado de uma fé fraca na sabedoria e no método da providência divina. A narrativa atual desmente o provérbio mundano de que “o fim justifica os meios”. [Dummelow, 1909]

11 E Jacó disse a Rebeca sua mãe: Eis que Esaú meu irmão é homem peludo, e eu liso:

Jacó se opõe à proposta, não porque a julgou errada, mas por causa do risco de ser pego.

é homem peludo. Veja Gn 25:25. [Cambridge, 1921]

12 Talvez meu pai me apalpe, e me terá por enganador, e trarei sobre mim maldição e não bênção.

Talvez meu pai me apalpe. A visão de Isaque já não era suficientemente boa para distinguir entre seus filhos; mas o tato eliminaria toda dúvida.

enganador. Segundo a Septuaginta: ὡς καταφρονῶν, “alguém que despreza a sagrada bênção de seu pai”. Uma palavra hebraica rara, traduzida como “escárnio” em 2Cr 36:16. [Cambridge, 1921]

13 Respondeu-lhe sua mãe: Sobre mim caia a tua maldição, filho meu. Faça apenas o que eu digo: Vá e traga-os para mim.

Sobre mim caia a tua maldição. Nenhuma maldição foi lançada sobre eles por causa disso; pelo contrário, Isaque confirmou Jacó como possuidor da bênção (Gn 27:33). Parece estranho, no entanto, que nenhum deles tenha ficado inquieto quanto à imoralidade da estratégia, aparentemente pensavam que, como o objeto era correto, eles estavam justificados em usar a falsidade e a traição. [Ellicott, 1905]

14 Então ele foi, e tomou, e trouxe-os à sua mãe: e sua mãe fez um guisado, como seu pai gostava.

e sua mãe fez um guisado, como seu pai gostava (“que preparou uma comida saborosa, como seu pai apreciava”, NVI).

15 E pegou Rebeca as melhores roupas de Esaú, seu filho mais velho, que ela tinha em casa, e vestiu a Jacó seu filho mais novo;

as melhores roupas de Esaú. Supõe-se que o filho mais velho ocupava uma espécie de função sacerdotal na casa, e como a visão de Isaque estava ficando fraca, que Esaú cuidava dos sacrifícios para ele. Claramente, a roupa tinha algo de especial, e que era peculiar a Esaú: pois roupas comuns, por mais bonitas que fossem, não seriam mantidas na tenda da mãe, mas na de Esaú ou de uma de suas esposas. [Ellicott, 1905]

16 com as peles dos cabritos cobriu-lhe as mãos e a parte lisa do pescoço,

as peles dos cabritos. Nos países quentes, a pele dos animais é muito menos espessa e grossa do que em climas frios, e algumas espécies de cabras orientais são famosas por sua lã macia e sedosa. Em Ct 4:1, o cabelo da amada de Salomão é comparado ao de um “rebanho de cabras”. [Ellicott, 1905]

17 e entregou o guisado e o pão que havia preparado na mão de Jacó, seu filho.

entregou o guisado (“a refeição saborosa”, NVT) e o pão.

18 E ele foi a seu pai, e disse: Meu pai! Ele respondeu: Eis-me aqui, quem és, filho meu?

quem és, filho meu? Essas palavras indicam o quanto Isaque estava cego. O elemento da dúvida nasce de um reconhecimento imperfeito da voz. [Cambridge, 1921]

19 E Jacó disse a seu pai: Eu sou Esaú teu primogênito; fiz como me disseste; te levanta agora, e senta, e come de minha caça, para que a tua alma me abençoe.

Os hebreus, nessa época, e durante séculos, comeram sentados (1Sm 20:25). Foi com os romanos que eles aprenderam a reclinar à mesa, como descobrimos que era costume deles nos evangelhos. Além disso, é um erro supor que Isaque era um velho acamado, pois Jacó pede que ele se levante e se sente. Ele nem o ajuda, embora sua visão seja fraca. Só quando é ordenado a se aproximar é que ele deixa seu pai tocar-lhe. [Ellicott, 1905]

20 Então Isaque disse a seu filho: Como é que a achaste tão depressa, meu filho? E ele respondeu: Porque o SENHOR, teu Deus, a mandou ao meu encontro.

Como é que a achaste [a caça] tão depressa. A pergunta de Isaque indica que ele ainda tinha dúvidas sobre quem estava diante dele. [Cambridge, 1921]

21 E Isaque disse a Jacó: Aproxima-te agora, e te apalparei, filho meu, para que eu saiba se és meu filho Esaú ou não.

Aproxima-te agora, e te apalparei. Isaque, ainda com dúvidas, faz exatamente o que Jacó temia quando sua mãe lhe contou de sua ideia para obter a benção no lugar de Esaú (Gn 27:12).

22 Chegou-se Jacó a seu pai Isaque, que o apalpou e disse: A voz é a voz de Jacó, porém as mãos são as mãos de Esaú.

Chegou-se Jacó a seu pai Isaque. Lutero diz: “Se eu fosse Jacó, teria deixado o prato cair”.

A voz é a voz de Jacó. Aqui fica claro o motivo da hesitação de Isaque, a voz que ouvia não parecia ser a do seu filho Esaú. [Cambridge, 1921]

23 E não o reconheceu, porque suas mãos eram peludas como as mãos de Esaú: e lhe abençoou.

e lhe abençoou. O autor antecipa o que seria registrado com mais detalhes à frente, em Gn 27:26-29.

24 E disse: És tu meu filho Esaú? E ele respondeu: Eu sou.

És tu meu filho Esaú? Isaque ainda tem dúvidas sobre quem está diante dele.

25 E disse: Aproxima-a a mim, e comerei da caça de meu filho, para que te abençoe minha alma; e ele a aproximou, e comeu: trouxe-lhe também vinho, e bebeu.

e comeue bebeu. O banquete é a preliminar para a cerimônia solene da bênção, da mesma forma como precede os ritos de uma aliança; compare com Gn 26:30; 31:54. [Cambridge, 1921]

26 Então lhe disse Isaque, seu pai: Chega-te e dá-me um beijo, meu filho.

Chega-te e dá-me um beijo, meu filho. Muitos supõem que Isaque tenha feito isso para ter certeza de que era seu filho Esaú; mas parece ter sido uma expressão meramente natural do amor com o qual ele conferiu esta bênção. [Coke, 1801]

27 E ele se chegou, e lhe beijou; e cheirou Isaque o cheiro de suas roupas, e lhe abençoou, e disse: Eis que o cheiro de meu filho é como o cheiro do campo que o SENHOR abençoou;

como o cheiro do campo que o SENHOR abençoou. Compare com Os 14:6, “sua fragrância como o cedro do Líbano”. As palavras de Isaque se referem ao “campo” de Gn 25:27; 27:5, a região do caçador. Diante da mente de Isaque, surge a imagem de uma terra rica e frutífera. [Cambridge, 1921]

28 Deus, pois, te dê do orvalho do céu, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto.

do orvalho do céu – muito valorizado em climas quentes, onde geralmente não chove de abril a setembro. [Dummelow, 1909]

29 Sirvam-te povos, e nações se inclinem a ti: sê senhor de teus irmãos, e inclinem-se a ti os filhos de tua mãe; malditos os que te amaldiçoarem, e benditos os que te abençoarem.

teus irmãosos filhos de tua mãe. Não há evidências de que Rebeca ou Isaque tenham tido outros filhos além de Esaú e Jacó. As expressões “teus irmãos” e “filhos de tua mãe” provavelmente se referem a todas as nações oriundas de Abraão, e todos os possíveis descendentes de Isaque. [Ellicott, 1905]

30 Assim que Isaque acabou de abençoar a Jacó este saiu da presença de Isaque seu pai, chegou da sua caçada Esaú, seu irmão.

Por muito pouco Esaú não pegou seu irmão em flagrante.

31 E também ele fez guisado, e trouxe a seu pai, e disse-lhe: Levanta-te, meu pai e come da caça de do teu filho para que a tua alma me abençoe.

para que a tua alma me abençoe (“para que o senhor me dê sua bênção”, NVI).

32 Então Isaque seu pai lhe disse: Quem és tu? E ele disse: Eu sou teu filho, teu primogênito, Esaú.

Eu sou teu filho, teu primogênito, Esaú. Para esta tríplice ênfase, compare com Gn 22:2. Esaú responde, como se estivesse surpreso que Isaque tivesse perguntado quem era, ou possivelmente pela maneira inquita com que com que Isaque o questionou. [Cambridge, 1921]

33 Então estremeceu Isaque de um estremecimento muito grande, e perguntou: Quem, pois, é aquele que apanhou caça e trouxe a mim? Eu comi de tudo antes que viesses, abençoei-o e ele será bendito.

Então estremeceu Isaque de um estremecimento muito grande (“Profundamente abalado, Isaque começou a tremer muito”, NVI). Compare com Hb 12:17.

34 Quando Esaú ouviu as palavras de seu pai clamou com uma muito grande e muito amarga exclamação, e lhe disse: Abençoa também a mim, meu pai.

clamou com uma muito grande e muito amarga exclamação (“deu um forte grito e, cheio de amargura”, NVI).

35 E ele disse: Veio teu irmão com engano, e tomou tua bênção.

Veio teu irmão com engano (“Seu irmão chegou astutamente”, NVI; ou então, “Seu irmão esteve aqui e me enganou”, NVT), e tomou tua bênção. Isaque conclui imediatamente que o enganador foi Jacó, e reconhece que sua fraude foi bem sucedida. [Cambridge, 1921]

36 Disse Esaú: Não é com razão que o seu nome é Jacó? Pois já duas vezes me enganou: tirou-me o direito da primogenitura, e eis que agora me tirou a bênção. E perguntou: Não tens reservado uma bênção para mim?

Não é com razão que o seu nome é Jacó? (“Não é de admirar que ele se chame Jacó”, NVT). Que significa “suplantador”.

37 Isaque respondeu a Esaú: Eis que eu o pus por senhor teu, e lhe dei por servos a todos os seus irmãos: de trigo e de vinho lhe provi: que, pois, farei a ti agora, meu filho?

Parafraseando, “Sua vida não será fácil. Morará em terras áridas, onde falta até o orvalho” (VIVA).

38 E pediu Esaú a seu pai: Porventura tens uma única bênção, meu pai? Abençoa-me também, meu pai. E levantou Esaú sua voz, e chorou.

Porventura tens uma única bênção, meu pai? Somente um filho poderia herdar os privilégios espirituais da primogenitura e os direitos temporais que a acompanhava. [Ellicott, 1905]

39 Seu pai Isaque lhe respondeu: Longe dos lugares férteis da terra será a tua habitação, e sem o orvalho que cai do alto;

Longe dos lugares férteis da terra será a tua habitação, e sem o orvalho que cai do alto. E outras palavras, “Morará em terras áridas, onde falta até o orvalho” (VIVA).

40 pela tua espada viverás, e a teu irmão servirás; quando te tornares impaciente, sacudirás o seu jugo do teu pescoço.

quando te tornares impaciente, sacudirás o seu jugo do teu pescoço. A profecia da sujeição de Esaú a seu irmão foi literalmente cumprida em seus descendentes, visto que Edom (território dos descendentes de Esaú) foi por séculos subordinado à Judá. Porém nos primeiros dias de Jorão e depois de Acaz, os edomitas revoltaram-se e recuperam sua liberdade. [Ellicott, 1905]

A fuga de Jacó

41 E odiou Esaú a Jacó pela bênção com que lhe havia abençoado, e disse consigo: Chegarão os dias do luto pela morte de meu pai, e eu matarei a Jacó meu irmão.

eu matarei a Jacó meu irmão. No Oriente era muito frequente que irmãos em conflito esperassem a morte de seu pai para fazerem vingança entre si. [JFU, 1871]

42 As palavras de Esaú, seu filho mais velho, foram denunciadas a Rebeca, que mandou chamar a Jacó, seu filho mais moço, e lhe disse: Eis que Esaú, teu irmão, se consola a teu respeito, propondo matar-te.

As palavras de Esaú. A ameaça de Esaú no versículo anterior foi “dita consigo mesmo”; mas ele não era do tipo de guardar segredo. A sua intenção logo foi assunto de conversa. [Cambridge, 1921]

43 Agora, pois, meu filho, obedece à minha voz; te levanta, e foge a Labão meu irmão, em Harã.

obedece à minha voz. Rebeca assume toda a responsabilidade, cumprindo sua promessa (Gn 27:13, “Filho meu, sobre mim tua maldição: somente obedece à minha voz”). [Cambridge, 1921]

44 E mora com ele alguns dias, até que a ira de teu irmão se diminua;

mora com ele alguns dias. Vinte anos se passaram antes que Jacó voltasse de Harã (Gn 31:38); e Rebeca, até onde sabemos, nunca mais o viu. [Dummelow, 1909]

45 Até que se aplaque a ira de teu irmão contra ti, e se esqueça do que lhe fizeste: eu enviarei então, e te trarei dali: por que perderia eu vocês dois num só dia?

por que perderia eu vocês dois num só dia? Jacó assassinado, e Esaú executado como assassino.

46 E disse Rebeca a Isaque: Desgosto tenho de minha vida, por causa das filhas de Hete. Se Jacó tomar mulher das filhas de Hete, como estas, das filhas desta terra, de que me servirá a vida?

por causa das filhas de Hete. Referindo-se às esposas de Esaú (Gn 26:34-35).

<Gênesis 26 Gênesis 28>

Introdução à Gênesis 27

Encorajado por sua mãe, Jacó procura, através de meios impróprios, garantir a bênção da primogenitura com todos os privilégios envolvidos. Mas o erro dos envolvidos nesta história foi logo seguido pelo sofrimento que é a consequência pelo pecado. Para citar Delitzsch: “(a) Isaque sofre por sua preferência por Esaú, que não foi determinada pela vontade de Deus, mas por sua afeição: (b) Esaú sofre por desprezar a bênção da primogenitura: (c) Rebeca sofre pela separação de seu filho favorito, a quem ela nunca mais viu; (d) Jacó, desde o momento em que assumiu a posse do direito de nascença conquistado pecaminosamente ao receber a bênção, teve que suportar uma longa sobrecarga de privações e decepções que o fizeram sentir como havia pecado contra seu pai e seu irmão. No entanto, estas foram ao mesmo tempo os meios da sua formação, pelos quais a sua natureza desprezível devia ser eliminada, e ele próprio se tornou digno de ser um na linhagem daqueles que herdaram as promessas”. [Dummelow, 1909]

Leia também uma introdução ao livro do Gênesis.

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