Jacó

Jacó (que mais tarde tem seu nome mudado para Israel), é considerado um dos patriarcas israelitas. Foi o terceiro antepassado hebraico com quem Deus fez uma aliança. Ele foi filho de Isaque e Rebeca, o neto de Abraão, Sara e Betuel, o sobrinho de Ismael e o irmão gêmeo mais novo de Esaú. Jacó teve doze filhos e, pelo menos, uma filha, por suas duas mulheres, Leia e Raquel, e pelas suas servas Bila e Zilpa.

Os doze filhos de Jacó foram Rubem, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim. Sua única filha mencionada é Diná. Os doze filhos tornaram-se antepassados das “Tribos de Israel”.

Como resultado de uma seca em Canaã, Jacó e seus filhos se mudaram para o Egito no momento em que seu filho José era vice-rei. Depois de 17 anos no Egito, com 147 anos Jacó morreu. Seu filho José levou os restos de Jacó para a terra de Canaã, e deu-lhe um enterro majestoso na Caverna de Macpela, onde foram enterrados Abraão, Sara, Isaque, Rebeca e a primeira esposa de Jacó, Leia.

Jacó lutando com o Anjo, por Eugène Delacroix (1861)

História de Jacó

A história de Jacó é encontrada na Bíblia no livro do Gênesis, capítulos 25-50.

Nascimento de Esaú e Jacó

Jacó e seu irmão gêmeo, Esaú, nasceram de Isaque e Rebeca após 20 anos de casamento, quando Isaque tinha 60 anos de idade (Gênesis 25:20-26). Rebeca sentia-se desconfortável durante a gravidez e foi perguntar a Deus por que estava sofrendo. Ela recebeu a profecia de que os gêmeos estavam lutando no seu útero e continuariam a lutar em toda as suas vidas, mesmo depois de se tornarem duas nações separadas. A profecia também disse que “um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço” (Gênesis 25:25).

Quando chegou a hora de Rebeca dar a luz, o primogênito, Esaú, saiu coberto de cabelos, como se estivesse vestindo uma veste peluda, e seu calcanhar agarrado pela mão de Jacó. Isaque e Rebeca dera o nome ao primeiro filho de Esaú. O segundo filho eles chamaram de Jacó que significa “apanhador de calcanhares”“suplantador”.

A medida que amadureciam os meninos mostraram naturezas muito diferentes. “… e Esaú era um caçador astuto, um homem do campo, mas Jacó era um homem simples, morando em tendas” (Gênesis 25:27). Além disso, as atitudes de seus pais em relação a eles também eram diferentes: “e Isaque amava Esaú, porque saboreava sua caça: mas Rebeca amava Jacó” (Gênesis 25:28).

Jacó adquire o direito de primogenitura

Um dia, Esaú voltou com muita fome dos campos e implorou a Jacó para lhe dar um pouco do cozido que Jacó havia acabado de fazer. Jacó ofereceu para dar a Esaú uma porção de guisado em troca de seus direitos de primogenitura e Esaú concordou.

Isaque abençoa Jacó no lugar de Esaú

Quando Isaque envelheceu, já cego, ficou inseguro sobre quando morreria, então ele decidiu que era a hora de entregar direito de primogenitura a Esaú. Ele pediu que Esaú fosse aos campos, lhe trouxesse uma caça e a preparasse para que ele pudesse comê-la e abençoa-lo.

Rebeca ouviu essa conversa. Ela rapidamente ordenou que Jacó trouxesse dois cabritos de seu rebanho para que ele pudesse ir no lugar de Esaú e receber a sua benção. Jacó protestou que seu pai o reconheceria, uma vez que Esaú era peludo e ele tinha a pele lisa. Ele temia que seu pai o amaldiçoasse assim que ele o sentisse, mas Rebeca insistiu que Jacó lhe obedecesse. Jacó fez como a mãe instruiu e, quando ele voltou com os cabritos, Rebeca preparou a carne do jeito que Isaque amava. Antes de enviar Jacó a seu pai, vestiu-o com as roupas de Esaú e cobriu com a pele dos cabritos em seus seus braços e pescoço para simular a pele peluda.

Surpreso que “Esaú” voltou tão cedo, Isaque perguntou como poderia ser que a caçada fosse tão rápida. Jacó respondeu: “Porque o Senhor, o teu Deus, a mandou ao meu encontro”. Isaque pediu que Jacó se aproximasse para poder senti-lo, mas a pele do cabrito fazia com que se parecesse com pele peluda de Esaú. Confuso, Isaque exclamou: “A voz é a de Jacó, mas as mãos são de Esaú!” (Gênesis 27:22). Ainda tentando chegar à verdade, Isaque perguntou diretamente: “É mesmo o meu filho Esaú?” e Jacob respondeu: “Eu sou”. Isaque passou a comer a comida e a beber o vinho que Jacó lhe deu, e depois lhe disse para se aproximar e beijá-lo. Quando Jacó beijou seu pai, Isaque cheirou as roupas que pertenciam a Esaú e finalmente aceitou que a pessoa que estava à sua frente era Esaú. Isaque então abençoou Jacó com a benção que era para Esaú.

Jacó mal havia deixado a presença de seu pai quando Esaú voltou da caçada para preparar a refeição e receber a benção. A percepção de que ele havia sido enganado chocou Isaque, mas ele reconheceu que Jacó havia recebido as bênçãos, acrescentando: “De fato, ele será abençoado” (Gênesis 27:33).

Esaú ficou inconsolável pelo engano e implorou por sua própria benção. Tendo Isaque seu pai feito Jacó um governante sobre seus irmãos, ele só poderia prometer a Esaú: “Você viverá por sua espada e servirá a seu irmão. Mas quando você não suportar mais, arrancará do pescoço o jugo” (Gênesis 27:39-40).

Embora Esaú tenha vendido a Jacó seu próprio direito de primogenitura, que foi a sua benção, para comer um cozido, Esaú ainda odiava Jacó por ter recebido a benção que seu pai Isaque sem ele saber. Ele prometeu matar Jacó assim que Isaque morresse. Quando Rebeca ouviu falar sobre suas intenções assassinas (Gênesis 27:42), ordenou a Jacó que viajasse para a casa de seu irmão Labão em Harã, até que a raiva de Esaú diminuísse. Ela convenceu Isaque a mandar Jacó para longe, dizendo-lhe que ela não queria que ele casasse com uma moça da região (como Esaú havia feito).

A partida de Jacó, por Rodolfo Amoedo (1884)

Raquel e Lia

Chegando em Harã, Jacó viu um poço onde os pastores estavam reunindo seus rebanhos para darem de beber a eles e encontrou a filha mais nova de Labão, Raquel, sua prima; ela estava trabalhando como uma pastora. Ele a amou imediatamente. Depois de passar um mês com seus parentes, pediu sua mão em casamento, em troca de trabalhar sete anos para Labão. Labão concordou com o acordo. Estes sete anos pareciam a Jacó ” poucos dias, pelo amor que ele tinha por ela”, mas, quando se completaram os sete anos e ele pediu sua esposa, Labão enganou a Jacó, trocando Raquel pela sua irmã mais velha Lia.

Na manhã seguinte, quando Jacó descobriu a verdade, Labão justificou o que fez, dizendo que não era costume em seu país dar uma filha mais nova antes da mais velha. No entanto, ele concordou em dar a Raquel em casamento se Jacó trabalhasse mais sete anos. Depois da semana das celebrações de casamento com Lia, Jacó casou-se com Raquel e continuou trabalhando para Labão por mais sete anos (Gênesis 29:1-30).

Os filhos de Jacó

Jacó amou Raquel mais do que Lia, e Lia se sentiu desprezada. Deus fez com que Lia desse à luz quatro filhos: Rúben, Simeão, Levi e Judá. Raquel, no entanto, era estéril. Após anos de infertilidade, Raquel deu a Jacó sua serva Bila, para que Rachel pudesse ter filhos através dela. Bila deu à luz à Dã e Naftali. Ao ver que ela tinha deixado ter filhos, Lia fez como Raquel e deu a Jacó sua serva Zilpa para que tivesse filhos através dela. Zilpa deu à luz Gade e Aser. Depois, Lia tornou-se fértil novamente e deu à luz Issacar, Zebulom e Diná, a primeira e única filha de Jacó mencionada na Bíblia. Deus se lembrou de Raquel, e esta deu à luz a José e Benjamim (Gênesis 29:31; 30:25).

Jacó retorna a terra de seus pais

Depois que José nasceu, Jacó decidiu voltar para a casa de seus pais. Labão, seu sogro, não queria que ele fosse pois Deus havia abençoado seu rebanho por causa de Jacó. Então Labão perguntou qual poderia ser o pagamento de Jacó. Jacó sugeriu que todas as cabras e ovelhas manchadas, salpicadas e castanhas do rebanho de Labão, em qualquer momento, seriam seu salário. Com o passar do tempo, os filhos de Labão perceberam que Jacó estava levando a melhor parte de seus rebanhos, e a atitude amigável de Labão em relação a Jacó começou a mudar. O anjo do Senhor, em um sonho durante a época de reprodução, disse a Jacó: “Olhe e veja que todos os machos que fecundam o rebanho têm listras, são salpicados e malhados, porque tenho visto tudo o que Labão lhe fez”(Gênesis 31:12) e que Jacó deveria sair e voltar para sua terra natal. Ele, suas esposas e seus filhos foram embora escondidos de Labão. Antes de partir, Raque roubou alguns idolos da casa de Labão, seu pai .

Labão perseguiu Jacó por sete dias. Na noite anterior ao encontro, Deus apareceu a Labão em um sonho e advertiu-o para não dizer nada de bom ou ruim para Jacó. Quando os dois se encontraram, Labão disse a Jacó: “Que foi que você fez? Não só me enganou como também raptou minhas filhas como se fossem prisioneiras de guerra” (Gênesis 31:26). Ele também pediu seus ídolos roubados de volta. Não sabendo nada sobre o roubo de Raquel, Jacó disse a Labão que se os ídolos fossem encontrados com alguém, este deveria ser morto e o deixou procurar. Quando Labão chegou na tenda de Raquel, ela havia escondido os ídolos roubados sentada sobre eles e afirmou a seu pai Labão que não podia se levantar pois estava menstruada. Jacó e Labão se separaram e cada um seguiu o seu caminho com um pacto para preservar a paz entre eles (Gênesis 31:22-55).

Viagem para Canaã

Quando Jacó aproximou-se da terra de Canaã, enviou mensageiros à frente para encontrarem seu irmão Esaú. Eles voltaram com a notícia de que Esaú estava vindo ao encontro de Jacó com um exército de 400 homens. Preocupado, Jacó preparou-se para o pior. Ele orou a Deus e enviou a ele rebanhos como presente ao seu irmão.

De noite, Jacó levou sua família e os rebanhos pelo vau de Jaboque, voltou e ficou sozinho em comunhão com Deus. Então, um ser misterioso apareceu e os dois lutaram até o amanhecer. Quando o ser viu que ele não podia dominar Jacó, ele tocou Jacó no tendão de sua coxa e, como resultado, Jacó passou a mancar.

Jacó então pediu e foi abençoado naquele momento, a partir de então, Jacó se chamaria Israel.

De anhã, Jacó reuniu suas 4 esposas e seus 11 filhos, colocando as criadas e seus filhos na frente, Lia e seus filhos a seguir, e Raque e José por último. Jacó ficou a frente de todos. O espírito de vingança de Esaú, no entanto já havia sido apaziguado e quando se encontraram se emocionaram muito.

Esaú ofereceu-se para acompanhá-los de volta, mas Jacó afirmou que precisava ir com mais calma pois seus filhos ainda eram muito novos e seu gado não poderia acompanhar o ritmo deles. Esaú concordou e voltou para sua terra (Gênesis 33:1-16).

Jacó chegou em Siquém, onde comprou uma porção de terra. Porém, nesta cidade, Diná, a filha de Jacó, foi sequestrada e estuprada pelo filho do governante, que desejava se casar com ela. Os irmãos de Diná, Simeão e Levi, concordaram em nome de seu pai Jacó que se casassem, desde que todos os homens de Siquém se circuncidassem, para assim uni-los na aliança dada a Abraão. No terceiro dia após as circuncisões, quando todos os homens de Siquém ainda estavam com dor, Simeão e Levi os mataram a espada, resgataram a sua irmã Diná e saquearam cidade. Jacó os repreendeu por este ato (Gênesis 34).

Jacó e sua família foram a Betel. Eles se purificaram de todos os ídolos e Deus impediu que os outros povos se vingassem por aquilo que seus filhos haviam feito aos siquemitas (Gênesis 35:1-13).

Partindo de Betel, Rachel que estava grávida, entrou em trabalho de parto e morreu quando ela deu à luz seu segundo filho, Benjamin (décimo segundo filho de Jacó). Jacó enterrou-a e ergueu um monumento sobre o seu túmulo em Belém. Jacó então se instalou na torre de Éder, onde seu primogênito, Rúben, dormiu com a criada de Raquel, Bila (Gênesis 35:16-22).

Dezenas de anos sem se verem, Jacó finalmente encontrou-se com seu pai Isaque em Manre, este morreu com 180 anos e seus filhos o enterraram (Gênesis 35:27-29).

Jacó em Hebrom

A família de Jacó habitou em Hebrom, na terra de Canaã. Seus rebanhos foram alimentados nas pastagens de Siquém, assim como Dotã. De todos os seus filhos, ele amava o primogênito de Raquel, José. Assim, os meio irmãos de José ficaram com ciúmes dele e eles o ridicularizaram com frequência. José contava a seu pai o que seus meio irmãos faziam de errado. Quando José tinha dezessete anos, Jacó fez uma longa túnica colorida para ele. Ao ver isso, os meios-irmãos começaram a odiar a José. Então, José começou a ter sonhos de que sua família se inclinaria a ele. Quando ele contou a seus irmãos sobre esses sonhos, ele os levou a conspirar contra ele. Quando Jacó soube desses sonhos, ele repreendeu seu filho por propor a ideia de que a sua família se inclinaria até José. No entanto, ele guardou as palavras de seu filho sobre esses sonhos. (Gênesis 37:1-11)

Em pouco tempo, os filhos de Jacó com Lia, Bila e Zilpa, estavam alimentando seus rebanhos em Siquém. Jacó queria saber estavam fazendo esse trabalho, então ele pediu a José que fosse lá e voltasse com um relatório. Esta foi a última vez que ele veria seu filho em Hebrom. Mais tarde naquele dia, o relatório que Jacó acabou recebendo veio dos irmãos de José que trouxeram diante dele uma túnica ensanguentada. Jacó identificou a túnica como aquela que ele fez para José. Naquele momento, ele chorou: “É a túnica de meu filho! Um animal selvagem o devorou! José foi despedaçado!”. Ele rasgou suas roupas como um sinal de tristeza e lamentou a morte de seu filho por muitos dias. Ninguém da sua família pode consolá-lo durante esse tempo (Gênesis 37).

A verdade era que os irmãos mais velhos de José o tinha prendido e depois vendido como escravo a uma carava que ia em direção ao Egito. (Gênesis 37:36)

Sete anos de fome

Vinte anos depois, em todo o Oriente Médio, houve uma grave fome como nenhuma outra que durou sete anos. Isso prejudicou as nações. Sabia-se que o único reino que prosperava era o Egito. No segundo ano desta grande fome, quando Jacó tinha cerca de 130 anos, ele disse aos seus dez filhos (de Lia, Bila e Zilpa), para irem ao Egito e comprar grãos. O filho mais novo de Jacó, Benjamim, filho de de Raquel, ficou por ordem de seu pai, para mantê-lo seguro (Gênesis 42:1-24).

Nove dos dez filhos de Jacó voltaram do Egito, com seus animais de carga carregados com grãos. Eles transmitiram a seu pai tudo o que aconteceu no Egito. Eles falaram de serem acusados de espiões e de que seu irmão Simeão tinha sido feito prisioneiro. Quando Rúben, o mais velho, mencionou que eles precisavam levar Benjamim ao Egito para provar sua palavra como homens honestos, Jacó ficou furioso com eles. Ele não conseguia entender por que eles tinha que contar aos egípcios tudo sobre sua família. Quando os filhos de Jacó abriram seus sacos de grãos, encontraram o dinheiro pago dentro deles e todos ficaram com medo. Então Jacó ficou bravo com a perda de José, Simeão, e agora possivelmente Benjamim.

José, o filho de Jacó que foi vendido por seus irmãos havia se tornado governador do Egito, e quando identificou seus irmãos no Egito mandou colocarem secretamente o dinheiro pago por eles em seus sacos (Gênesis 42).

Quando a família de Jacó acabou com todo o grão que eles trouxeram do Egito, Jacó contou a seus filhos para voltassem e comprassem mais. Desta vez, Judá falou com seu pai para convencê-lo a deixar Benjamim ir com eles. Na esperança de recuperar seu filho Simeão e garantir o retorno de Benjamim, Jacó lhes disse para levarem os melhores frutos de suas terras. Jacó também mencionou que o dinheiro que foi devolvido aos seus sacos de grãos provavelmente foi um erro. Então, ele disse que eles devolvessem esse dinheiro e usassem o dobro dessa quantia para pagar a nova remessa de grãos. Por fim, ele deixou Benjamin com eles (Gênesis 43:1-25).

Jacó no Egito

Quando os filhos de Jacó retornaram a Hebrom da segunda viagem, eles carregavam todos os tipos de bens e provisões adicionais, bem como carros de transporte egípcios. Quando seu pai saiu ao encontro deles, seus filhos lhe disseram que José ainda estava vivo, que ele era o governador de todo o Egito e que queria que toda a sua família se mudasse para o Egito. Jacó simplesmente não podia acreditar no que ele estava ouvindo, seu filho José estava vivo e ele o veria novamente antes de morrer (Gênesis 45:16-28).

Jacó e toda sua família, reuniram-se com todos os seus animais e começaram a sua jornada para o Egito. No caminho, Jacó parou em Berseba a noite para fazer um sacrifício ao Senhor. Deus garanti-lhe que estaria com ele e que veria seu filho José antes de morrer. Continuando sua jornada para o Egito, quando se aproximaram, Jacó enviou seu filho Judá para descobrir onde eles deveriam ir. Eles foram orientados a ficarem em Gósen. Foi depois de vinte e dois anos que Jacó viu seu filho José mais uma vez. Eles se abraçaram e choraram juntos por um bom tempo. Então, Jacó disse: “Agora já posso morrer, pois vi o seu rosto e sei que você ainda está vivo” (Gênesis 46:1-30).

Chegou a hora de a família de José conhecer pessoalmente o faraó do Egito. Depois que José preparou sua família para o encontro, os seus irmãos vieram antes ao Faraó pedindo formalmente que deixasse seu gado pastar nas terras egípcias. O Faraó fez menção que se houvesse algum homem competente em sua casa para supervisionar o gado egípcio. Finalmente, o pai de José foi levado para encontrar o Faraó. O Faraó tinha uma grande consideração por José, fazendo com que fosse igual, era uma honra conhecer seu pai. Assim, Jacó conseguiu abençoar o Faraó. Os dois conversaram um pouco, o Faraó perguntando a idade de Jacó que tinha 130 anos naquela época. Após a reunião, as famílias foram encaminhadas a morarem na terra de Ramsés, onde moravam na província de Gósen. A família de Jacó adquiriu muitos bens e multiplicou-se extremamente durante dezessete anos, mesmo com a pior fome de sete anos. (Gênesis 46:31 à 47:28)

Morte de Jacó

Jacó tinha 147 anos quando chamou seu filho favorito, José, e pediu que ele não fosse enterrado no Egito. Em vez disso, ele pediu que fosse levado para a terra de Canaã para ser enterrado com seus antepassados. José jurou fazer o que seu pai lhe pediu. Pouco tempo depois, Jacó ficou doente, perdendo a maior parte de sua visão. Quando José veio visitar seu pai, trouxe com ele seus dois filhos, Efraim e Manassés. Jacó declarou que seriam herdeiros da família de Jacó, como se fossem seus próprios filhos, assim como Rúben e Simeão. Então Jacó pôs a mão direita sobre a cabeça de Efraim o mais novo e a mão esquerda sobre a cabeça do mais velho Manassés e abençoou José. No entanto, José não gostou que a mão direita do pai não estava na cabeça de seu primogênito, então ele trocou as mãos de seu pai. Mas Jacó recusou-se e disse: “O seu irmão mais novo será maior do que ele”. Então Jacó convocou todos os seus filhos e profetizou suas bênçãos ou maldições para todos os doze, por ordem de nascimento (Gênesis 47:29 à 49:32).

Depois, Jacó morreu e a família, inclusive os egípcios, o lamentaram setenta dias. Jacó foi embalsamado e jornada cerimonial para Canaã foi preparada por José. Ele liderou os servos de Faraó e os anciãos da família de Jacó e Egito além do rio Jordão até Atade onde fizeram sete dias de luto. Seu lamento foi tão grande que chamou a atenção dos vizinhos cananeus: “Grande pranto é este dos egípcios”. Esse lugar foi chamado Abel-Mizraim. Então o enterraram na caverna de Macpela, propriedade de Abraão, comprada dos hititas (Gênesis 49:33 à 50:14).

Filhos de Jacó

Jacó, por meio de suas duas esposas e suas duas concubinas, teve doze filhos biológicos; Rúben (Gênesis 29:32), Simeão (Gênesis 29:33), Levi (Gênesis 29:34), Judá (Gênesis 29:35), Dã (Gênesis 30:5), Naftali (Gênesis 30:7), Gade (Gênesis 30:10), Aser (Gênesis 30:12), Issacar (Gênesis 30:17), Zebulom (Gênesis 30:19), José (Gênesis 30:23) e Benjamim (Gênesis 35:18) e pelo menos uma filha, Diná (Gênesis 30:21). Além disso, Jacó também adotou os dois filhos de José, Manassés e Efraim (Gênesis 48:5).

Significado do nome

Jacó é um nome hebraico que significa aquele que segura o calcanhar ou suplantador. No inglês o nome é traduzido para Jacob.

Adaptado de: Illustrated Bible Dictionary e Wikipedia.