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Salmo 24

1 (Salmo de Davi:) Ao SENHOR pertence a terra, e sua plenitude; o mundo, e os que nele habitam.

plenitude – tudo.

mundo – o globo habitável, com

os que nele habitam – formando uma expressão paralela à primeira cláusula.

2 Porque ele a fundou sobre os mares; e sobre os rios ele a firmou.

Poeticamente representa os fatos de Gn 1: 9.

3 Quem subirá ao monte do SENHOR? E quem ficará de pé no lugar de sua santidade?

A forma de uma pergunta dá vivacidade. Mãos, língua e coração são órgãos de ação, fala e sentimento, que compõem o caráter.

monte do SENHOR – (compare Sl 2: 6, etc.) Sua Igreja – a verdadeira ou invisível, como tipificado pelo santuário terrestre.

4 Aquele que é limpo de mãos, e puro de coração, que não entrega sua alma para as coisas vãs, nem jura enganosamente.

levantou sua alma – é para definir as afeições (Salmo 25: 1) em um objeto; Aqui,

vãs – ou, qualquer coisa falsa, da qual xingar falsamente, ou falsidade, é uma especificação.

5 Este receberá a bênção do SENHOR, e a justiça do Deus de sua salvação.

justiça – as recompensas que Deus concede a Seu povo, ou a graça de assegurar essas recompensas assim como o resultado.

6 Esta é a geração dos que o buscam, dos que procuram a tua face: a geração de Jacó. (Selá)

Jacó – Por “Jacó”, podemos entender o povo de Deus (compare Is 43:22; Is 44: 2, etc.), correspondendo à “geração”, como se ele tivesse dito: “aqueles que buscam Tua face são Teu povo escolhido.

7 Levantai, portas, vossas cabeças; e levantai-vos vós, entradas eternas; para que entre o Rei da Glória.

A entrada da arca, com a procissão presenciada, no santuário sagrado é retratada para nós. A repetição dos termos dá ênfase.

8 Quem é o Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra.
9 Levantai, portas, vossas cabeças; e levantai-vos vós, entradas eternas; para que entre o Rei da Glória.
10 Quem é este Rei da Glória? O SENHOR dos exércitos; ele é o Rei da Glória! (Selá)
SENHOR dos exércitos – ou totalmente, o Senhor Deus dos Exércitos (Os 12: 5; Am 4:13), descreve Deus por um título indicativo de supremacia sobre todas as criaturas, e especialmente os exércitos celestes (Js 5:14; 1Rs 22: 19). Se, como alguns pensam, a ampliação real dos antigos portões de Jerusalém seja a base da figura, o efeito do todo é nos impressionar com uma concepção da incomparável majestade de Deus.

<Salmo 23 Salmo 25>

Introdução ao Salmo 24

A suprema soberania de Deus requer uma santidade digna da vida e do coração em Seus adoradores; um sentimento sublimemente ilustrado descrevendo Sua entrada no santuário, pelo símbolo de Sua adoração – a arca, exigindo a mais profunda homenagem à glória de Sua Majestade.

Leia também uma introdução ao livro de Salmos.

Adaptado de: Commentary Critical and Explanatory on the Whole Bible. Todas as Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (BLIVRE), Copyright © Diego Santos, Mario Sérgio, e Marco Teles – fevereiro de 2018.